sábado, 31 de janeiro de 2009

TCC - um caso prático da complexidade empresarial (parte I)

Bem... Como toda formanda em Relações Públicas, cá estamos nós, eu e mais duas amigas, desenvolvendo um Planejamento de RP pra uma empresa como trabalho de conclusão de curso. Então vamos ao trabalho! Portas abertas da empresa, primeiro passo Briefing! Desde o primeiro contato com a empresa para negociar os nossos estudos lá até a finalização do Briefing, presenciamos a mudança de pelo menos sete funcionárias diferentes na recepção! Eu já não sabia nem com quem eu falava, tantas caras, tantos nomes...

Rotatividade total! E eu me perguntei, em primeiro lugar, o que acontece aqui nessa empresa? Como se sentiria um cliente? Nunca ia se sentir em casa, não conseguiria manter um contato mais próximo com a empresa, já que a pessoa que lhe atende nunca é a mesma, não passa um mês e já tem gente nova no pedaço! Em segundo lugar: como a empresa faz para transmitir a esses funcionários (literalmente temporários) seus objetivos e envolve-los com as metas? (logo mais lhes digo a resposta).

Iniciado o Briefing, nós, minhas amigas e eu, começamos a entender o universo ali dentro. Posso citar aqui um pouco do que nós encontramos pela frente: Nada de missão, visão, objetivos e valores. Sim, eles existiam, mas só na cabeça de um dos diretores da empresa, nada documentado, nem rabiscado num papel.

Fizemos uma pesquisa com os funcionários e perguntamos a eles qual era o objetivo da empresa. As respostas foram as mais diversas possíveis, alguns foram honestos em dizer que não sabiam que ninguém nunca tinha dito isso para eles e dois (isso mesmo! Dois) funcionários sabiam quais era os objetivos da empresa. Eu quase tive um troço! Seria isso normal em muitas empresas por ai? Sim! Aquelas que não se importam com comunicação e não estão nem um pouco interessadas em seus funcionários. Resultado disso, quase metade dos funcionários entrevistados não tem nenhuma perspectiva de crescimento dentro da empresa! Claro, eles não sabem nem por que estão ali! A não ser pelo salário no fim do mês.

E a rotatividade? Sim, a rotatividade! Bem, nessa empresa diversas pessoas podem fazer o recrutamento, pode ser o diretor comercial, o próprio dono ou o contador, na maioria das vezes é o contador mesmo, que também desempenha a função de RH. Não tem preparo nenhum para fazer seleção. Não há treinamento para os novos contratados, eles aprendem observando os outros. E quando começam a trabalhar mesmo (depois de passar uma semana olhando o trabalho dos colegas) o diretor comercial cobra resultados, produtividade e muitas vezes de uma forma não muito amigável. Existem relatos de Assédio Moral.

São muitos os problemas que eles ainda não estão enxergando, mas a pesar de não ver com clareza, já estão sentindo na pele o resultado da postura errada. Ainda tenho muito para contar, mas acho melhor ir ao poucos para não tornar a leitura entediosa. Volto a falar de mais problemas encontrados e, mais tarde, do que e como a gente vai fazer pra ajudar essa empresa através do nosso Plano de Relações Públicas.

por Thayse Amorim (João Pessoa-PB)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

RP Web 2.0 versão 2009


Fazendo uma simples análise do mundo virtual, percebemos claramente que as relações na rede não possuem "sujeito", mas sim predicado. Uma das características mais marcantes é a velocidade e a constante mudança de informações atualizadas a cada segundo.

Se em uma relação do mundo virtual não existe o "sujeito" ativo, como determinar as ações mais adequadas para se atingir um objetivo proposto? Na rede, as relações pautam-se pela forte interação, pelo tempo real dos acontecimentos, mesmo estando longe dos fatos. Esse é um de seus atrativos.

Pois bem, dois estudantes resolveram criar um site de pesquisa, idêntico ao do Google, que permite aos internautas ajudarem financeiramente instituições de solidariedade, com apenas alguns cliques.

Acredito que essa iniciativa, simples, mas bastante eficaz, promove a conscientização por parte de empresas, organizações civis, não governamentais, governamentais. Certamente um prato cheio para que as Relações Públicas possam debruçar-se na busca por novas alternativas de desenvolvimento social e humano. Uma iniciativa bem à frente de seu tempo.




por Danilo Marinho

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Destaque da semana

A participação do público na reforma dos jornais
Por Carlos Castilho (Observatório da Imprensa)

O jornal espanhol El País é a mais nova experiência de adaptação de uma empresa convencional às novas condições criadas pela internet no mercado da comunicação e da informação (ver aqui). É mais um conglomerado jornalístico que pretende se transformar numa marca ou grife informativa, independente do canal de comunicação usado para chegar até o público consumidor de informações.

A nova estratégia do El País é mais uma pá de cal na hegemonia do jornal impresso como canal de transmissão de notícias e elemento chave na formação da agenda pública de debates. A meta dos grandes conglomerados da imprensa internacional é agora apostar no prestígio dos títulos de jornais tentando transferir credibilidade para um produto informativo novo, cujo perfil ainda não está claro.

Outros grandes ícones da imprensa mundial como o The New York Times, The Washington Post, The Guardian e Le Monde estão apostando na mesma alternativa mas usando estratégias diferentes. No Brasil também existem projetos de adaptação à nova realidade, como os do grupo Globo e RBS, mas eles são bem menos arrojados porque nossas empresas são muito mais conservadoras e também porque a situação financeira delas ainda não é tão difícil quanto as da Europa e dos Estados Unidos.

Ao abandonar a plataforma papel como a base principal do seu modelo de negócios e optar pela aposta na qualidade da informação como fator capaz de gerar valor agregado ao seu produto, as empresas jornalísticas estão dando um salto no escuro porque elas passam a depender de credibilidade e este é um fator extremamente volátil, em especial no ambiente digital.

Além disso, as empresas testam um novo modelo de negócios baseado na oferta de notícias e informações qualificadas, sem dar a devida atenção ao fato de que o sistema de produção de conteúdos jornalísticos está mudando radicalmente. Estamos entrando rapidamente no contexto da produção coletiva e colaborativa de informações, enquanto a quase totalidade dos jornais ainda está atrelada à cultura da notícia feita e empacotada dentro das redações... (ler mais em observatório da imprensa)

domingo, 25 de janeiro de 2009

De volta para o futuro – O estereotipo!

Num passado não muito distante, em meados de 2004, trabalhava em uma organização que mantinha boas relações com seu público interno. Adotava políticas de recursos humanos que valorizavam o potencial de seus colaboradores, como planos de cargos e salários, área de lazer, campo de futebol, tudo o que uma empresa, considerada de grande porte poderia e deveria oferecer aos seus funcionários.

Mas, não contava com os critérios para ser contemplado com essas “regalias”. Todos os colaboradores da maioria dos departamentos poderiam usufruir de tais direitos, exceção aos funcionários que trabalhavam no Call Center da empresa. Ai, ai, ai!

Em algum dia, que não me lembro bem qual foi, o presidente da organização resolveu fazer uma visita às instalações do prédio de uma de suas filiais, onde estava sediado também o Call Center. O serviço de atendimento ao consumidor – SAC.

O objetivo de sua breve estadia era, entre outros, anunciar as novas políticas de procedimentos internos aos seus subordinados. Daí minha surpresa. Esse anúncio me pareceu mais um decreto-lei do que a simples divulgação de novas políticas internas.

Dentre um dos novos planos, estava a restrição aos colaboradores que trabalhavam no Call Center. Eles, a partir do anúncio do presidente, tinham horários preestabelecidos para irem ao sanitário. Às 10h e às 16h. Além disso, nenhum dos colaboradores locados no serviço de atendimento ao consumidor poderia ser transferido para outro departamento. O que indicava um contra-senso às políticas anteriormente adotadas pela empresa, de planos de cargos e salários.

Mas a melhor parte dessa história vem agora. Estava eu trabalhando normalmente, quando minha chefe me chamou, em meio a um atendimento de rotina. Ela pediu calmamente para que eu sentasse, assim o fiz. Alguns segundos depois ela disse:

- Posso te fazer uma pergunta? Prontamente respondi claro, pois não. Outra surpresa. – você usa drogas? - Hein?! Como assim? Ela estava fazendo esse tipo de pergunta em meio aos outros colaboradores e todos ouvindo aquela nossa conversa. Seria um absurdo, mas aconteceu. Na hora fiquei sem ação. Calado estava, calado fiquei. Tirando o fato de ela ser uma pessoa que possui características de descendência “ariana” e eu, cabelos cacheados, grandes, estilo black power, e com cara de artista, pensei mil coisas . Mas, ela cai no lugar comum. Por possuir todas essas características, ela julgou que eu seria usuário de drogas.

Bom, percebe-se que essa organização não conhece alguma coisa chamada, assédio moral, ou diretos humanos. Outro detalhe, para a minha surpresa, essa “organização” possui um departamento de marketing. Sugiro que as pessoas envolvidas com esse departamento participem do III Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e Relações Públicas - III Abrapcorp 2009, cujo tema é:

por Danilo Marinho

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Esteja preparado, o próximo pode ser você!

Esse mundo corporativo é mesmo surpreendente. Quando pensamos que todas essas novas tecnologias abriram espaços para antigos e até mesmo novos canais de comunicação, as organizações se superam cometendo falhas primárias de comunicação, causando constrangimento, tanto para a empresa como para o funcionário.

Isso aconteceu semana passada em uma organização que presta serviços de fornecimento de mão-de-obra. Depois da ressaca de ano novo - o que é de praxe - a redução de quadro começou a ser aplicado pela organização. Demite um colaborador daqui, outro dali e, aparentemente os custos da empresa começaram a ser reduzidos. Mas, ninguém contava com essa danada da comunicação. Por que será que todos os empresários só pensam nela quando aplicam de forma equivocada?

Pois bem, nessa empresa, quando as demissões em massa começaram, houve inevitavelmente muito boato. Aquela boa e velha rádio peão, inclusive aparecendo até uma lista de Schindler. Um dos gerentes da empresa solicitou ao chefe do departamento de pessoal que chamasse determinado funcionário, pois esse seria demitido. Mas, esse gerente estava achando que esse funcionário fosse outro colaborador cuja demissão já estava prevista. Esse determinado funcionário não tem nada no nome que seja parecido com o terceiro colaborador, que por sua vez também já estava com sua demissão planejada.

O chefe do departamento de pessoal chamou aquele determinado funcionário e anunciou sua demissão. Explicou que, em virtude da redução de quadros ele estava sendo demitido e que, assim que uma nova oportunidade surgisse seria convocado. Até aí tudo bem. O gerente, no dia seguinte foi à sala do chefe do departamento de pessoal para saber como ocorreu o processo demissional do funcionário e perguntou se o colaborador que realmente deveria ser demitido foi desligado da empresa.

Mas apareceu uma dúvida: Qual colaborador foi desligado da empresa? O que tinha o nome parecido, ou aquele que entrou de gaiato nessa história? Para esclarecer essa dúvida, os gestores da empresa consultaram um funcionário que conhecia bem os nomes da maioria dos colaboradores. Ao ser questionado pelo gerente se tal funcionário foi demitido, achou estranho, pois, o funcionário demitido não possuía nenhuma das características descritas pelo diretor. E agora o que fazer? Demitiram a pessoa errada!

No dia seguinte, o segundo colaborador, que estava com sua demissão planejada, também foi chamado pelo departamento de pessoal para receber suas verbas recisórias e fazer os exames demissionais, enfim... Mas, não adiantava chorar pelo leite derramado, já jogaram no ventilador mesmo...

Dois dias depois, um cliente solicitou um orçamento para determinado serviço que acabou sendo fechado pela empresa, o qual demandaria mais mão-de-obra que o necessário. Ou seja, teriam que fazer novas admissões. De imediato, pensaram no colaborador que foi demitido indevidamente, um dia após ele ter comparecido à empresa para assinar sua rescisão.

O chefe do departamento de pessoal conversou com ele sobre a possibilidade de ser recontratado, mas o ex-funcionário impôs uma condição: seu aumento salarial. Resultado: a empresa teve que pagar um salário maior para o colaborador, e ainda, pagou mais de três salários mínimos em suas rescisão, por não ter atentado para aquela nova tendência que as empresas modernas começam a despertar: A comunicação.


por Danilo Marinho

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O impacto das novas regras de ortografia nas estratégias de comunicação

Há algumas semanas estava em uma banca de jornal, tentando me atualizar dos fatos, quando me deparei com uma revista. A princípio não tinha nada demais, o mesmo formato, provavelmente conteúdos parecidos com os da concorrência, mas uma coisa me chamou atenção. A informação que tinha no canto superior direito da capa: “EDIÇÃO ESPECIAL - novas regras ortográficas”

Só me dei conta dessa informação ao ler uma reportagem que continha a palavra “ideia” no título. Achei que havia algo errado com o texto, que era algum erro de digitação. Mas, na verdade quem estava enganado era eu. Logo me veio a imagem contida no canto superior da capa: “EDIÇÃO ESPECIAL – novas regras de ortografia”.

Aquela informação parecia me hipnotizar, como um certo comercial de chocolate que dizia: “Compre batom, compre batom, seu filho merece batom...” ahh, bons tempos esses que comíamos chocolate sem culpa, sem se preocupar com as calorias...enfim

Voltando, estávamos falando das novas regras de ortografia, né? Será que essas novas regras mudarão a postura dos publicitários? O que pensam os comunicadores? Os R$ 90 bilhões estimados na confecção de novos dicionários serão suficientes para atender a população que busca o conhecimento, ou esses R$ 90 bilhões poderiam ser investidos em novos programas educacionais? Quantas campanhas de comunicação poderíamos realizar com esse dinheiro investido?

Lembram-se, o ministro da educação pretende baixar o nível dos cursos de comunicação e jornalismo ao nível de especialização. Acredito que novas ideias serão aceitas, mas não aceitaremos idéias novas. Isso seria jóia, ou seria joia?


O que será de nós comunicadores e futuros comunicadores? Acho que caberia aí uma estratégia de comunicação para minimizar esse impacto, o que acham?

P.S. EDIÇÃO ESPECIAL - novas regras de ortografia



por Danilo Marinho

domingo, 18 de janeiro de 2009

Direitos do Consumidor

Essa é boa! Estava Sebastião assistindo a um filme bastante complexo e reflexivo em sua casa, na maior preguiça, quando resolveu sair para fazer algumas compras. Ao chegar no shopping, buscou lojas que vendessem artigos de higiene pessoal, até chegar numa loja de grande circulação. Acompanhado de sua esposa, Sebastião a ajudava na escolha de um produto para cabelos que tanto queria e, segundo ela, só estava disponível naquela loja. Após alguns minutos de procura sua esposa achou o produto, mas estava avariado, daí então ela procurou um atendente para saber se eles davam descontos em produtos com defeito. Mas, o atendente disse que não trabalhava com desconto e sugeriu para a esposa de Sebastião procurar o gerente da loja.


Maria: Moço, estou querendo levar esse produto, mas ele está sem a tampa, avariado, vocês trabalham com desconto?

Gerente da loja:...Humm...Só um minuto senhora, vou verificar...


Alguns minutos depois...


Gerente da loja: Senhora nós não trabalhamos com desconto em produtos avariados e só tem essa unidade do produto aqui na loja.

Maria: Mas moço, se só tem essa unidade, vocês poderiam fazer um desconto né?

Gerente da loja:...Humm...Só mais um minuto senhora...


Mais alguns minutos depois...


Gerente da loja: Senhora, nós podemos dar um desconto de 5% para a senhora.

Maria: Mas moço, só cinco porcento, não pode ser dez não?

Gerente da loja: Não senhora infelizmente não.

Maria: Mas o que vocês fazem com produtos avariados?

Gerente da loja: Nós os recolhemos.

Maria: E jogam fora?

Gerente da loja: Isso, nós jogamos no lixo.

Maria: Mas se vocês vão jogar no lixo, então me dá moço, vai ser jogado no lixo mesmo.

Gerente da loja:................................................................................!?

Maria: Me diz onde vocês jogam que eu vou pegar...(risos)


...E Sebastião apenas acompanhando a conversa...


Maria: Mas moço, isso é um absurdo! Vocês não podem me dar, já que vão jogar no lixo?

Gerente da loja: Sabe o que é senhora, é que muitas vezes as pessoas pegam os produtos olham, olham e não compram e, muitas vezes também eles rasgam os lacres dos produtos alegando que já o pegaram assim e que não derramaram o produto porque quiseram na prateleira de chocolate.


Maria e Sebastião saíram da loja perplexos com a postura da loja pensando em como aquele produto avariado seria destruído.


E um agravante, se aquele produto ia ser destruído, qual o impacto que causaria no meio ambiente? Onde está a consciência ambiental dessa empresa, quais os recursos que a empresa estava utilizando para a reciclagem daquele material? Certamente eles não possuem um profissional de comunicação para estabelecer algum tipo de relacionamento com seus públicos.

Um dos princípios básicos das relações de negócios é desenvolver um planejamento estratégico que, em tempos de crise pode ser um diferencial. Um bom planejamento de comunicação é fundamental para a sobrevivência de uma empresa. A relação custo/benefício pode ser seriamente afetada caso hajam falhas no processo comunicativo, tanto interno quanto externo.


por Danilo Marinho


sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Fotografia como discurso das Relações Públicas



Desde que o mundo é mundo que a realidade é interpretada por meio de informações fornecidas pelas imagens. Entretanto, os filósofos tentaram deter nossa dependência das imagens, sugerindo um modo de aprendizagem da realidade sem usá-las.

Mas como? Uma imagem vale mais que mil palavras. Esse ditado, que parece estar tão batido, saturado, torna-se cada vez mais presente em face às novas tecnologias e a nova ordem do discurso na luta pela audiência. Feuerbach previu que “em nossa era” a sociedade preferiria a imagem à coisa, a cópia à original, a representação à realidade, a aparência ao ser. Essa é, de fato, uma afirmativa premonitória, visto que esta mesma sociedade moderna, caracterizada por Susan Sotang, consiste, dentre suas atividades, produzir e consumir imagens.

"a foto me surpreendeu: em loja ou quiosque da operadora Oi, o atendente estava usando um modem 3G da Vivo.Poxa, que falha grave de comunicação!Jamais se usa um modem da concorrência se você oferece isso em sua loja. Se o da concorrência é melhor, então, não lance o produto até que tenha algo competitivo.Fora os prejuízos de imagem para a Oi, certo?Um caso de RP, com certeza.” Carolina Terra

Bom, é sabido que o profissional de Relações Públicas é responsável por zelar pela imagem da organização de modo a projetar, de forma positiva, sua representação perante a sociedade. Agora, vamos imaginar um torcedor do flamengo, vestindo a camisa do fluminsene, um torcedor do são paulo vestindo a camisa do corinthians. Isso é possível? É sim, e Carolina Terra do blog RPalavreando provou ao conseguir um verdadeiro “furo” de reportagem. Ou melhor, um verdadeiro caso para Relações Públicas. Se me permite Carolina:



Uma imagem vale mais que mil palavras!





por Danilo Marinho

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Mídia ou Relações Públicas, eis a questão!

Gostaria de abrir um parêntese sobre o texto Mídia, blogs, cidadãos jornalistas e notícias, escrito por Victor Barone e publicado no sítio Observatório da Imprensa em 13/01. Ele questiona a confiabilidade das informações transmitidas pela imprensa e faz uma análise da atual situação da mídia nos conflitos na Faixa de Gaza. Mostra uma citação do jornalista Luciano Martins sobre o sentimento de impotência:

"... tudo que se lê hoje na imprensa sobre os combates e até mesmo sobre o eventual cumprimento das normas do direito internacional para situações de guerra é informação limitada e censurada por uma das partes. O público não está sendo servido de jornalismo, mas do trabalho de relações-públicas que selecionam o que pode e o que não pode ser divulgado. Os relatos que enchem as páginas dos jornais, vinte e quatro horas após o início dos combates em terra, são produzidos a partir de textos distribuídos pelo exército israelense."


Daí surgiu meu questionamento. Ele sabe o que são as Relações Públicas? É certo que um dos fatores que diferenciam a profissão de Relações Públicas no Brasil do restante do mundo é que ela foi desenvolvida na esteira do jornalismo. Mas, afirmar que tudo o que vemos e o que lemos hoje na imprensa é trabalho de relações públicas e esses são responsáveis por selecionar o que pode ou não pode, seria precipitado? Onde está o editor do jornal, da TV ou do rádio que veiculam tais informações? E o planejamento de comunicação, a ética, a responsabilidade social, a imparcialidade, típica do jornalismo contemporâneo?


por Danilo Marinho

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O paradoxo da barganha

Numa sala de uma pequena organização, o gerente administrativo conversava com o chefe do departamento de pessoal sobre novas alternativas de conseguir a fidelidade de seus funcionários e as possibilidades de adoção de novas políticas de recursos humanos.

Depois da breve conversa, o diretor da empresa deu carta branca para o chefe do departamento de pessoal usar sua criatividade e lançar essas novas propostas para a organização, pois, segundo o gerente administrativo, a empresa estava em tempo de renovar, mudar suas políticas de recursos humanos a fim de criar... “A sensação de pertencimento nos colaboradores”, disse um funcionário que ouviu a conversa, ao passar pela porta. Daí, então, esse funcionário foi convidado a participar da conversa porque essa frase foi a mais adequada para a ocasião, conforme disse o diretor. Será que esse funcionário é um profissional de comunicação?Um Relações Públicas? Certamente que sim. Mas, espera! - Sabe quanto me custou fazer esse jornalzinho da empresa? questionou o diretor.

Um eterno desafio dos profissionais de comunicação é provar constantemente às organizações que os tempos mudaram, lembram? O mundo está cada vez mais veloz, a globalização e as novas tecnologias transformaram a terceira onda. A comunicação deixou de ser aquela "ovelha negra" da família, que só queria fumar maconha e ouvir rock in´roll, segundo os Estigmas da Raça, de Roberto de Castro Neves.

Ainda existem organizações que acham lindo os trabalhos que os profissionais de comunicação exercem dentro das empresas, mas, se custar mais do que R$ 1,00, eles não pagam. “Um real farinha, um real, um real farinha, um real farinha, um real. Um real!! (Pedro Luís e a Parede)

As organizações querem fazer um trabalho de comunicação interna, pretendem estabelecer uma relação com a mídia, com a comunidade, com o público externo, público misto, que não seja quente, mas não pode passar de R$ 1,00.

por Danilo Marinho

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Uma inevitável leveza de ser...RP

Semana passada li no jornal que, segundo especialistas, 2009 seria o ano das conquistas. No entanto, o que acompanhamos nos noticiários é um verdadeiro apocalipse. Os ataques a Faixa de Gaza, as chuvas em Minas Gerais, a Celpe que quer cobrar uma tarifa retroativa, a taxa de Bombeiro que deve sofrer um reajuste de 6,39%. A quantidade de impostos que pagamos parece ser infinita a cada ano que passa, é muito imposto...

Pois bem, por tudo isso é que acredito que o mundo caminha, a passos largos, para as Relações Públicas. E essa afirmativa é bastante simples. Vivemos atualmente num paradoxo. Acompanhamos de perto um escarcéu de desastres naturais, ou não naturais, causados pelo homem mesmo.

Mas, ao mesmo tempo acompanhamos o surgimento de movimentos a favor dos direitos humanos, pró meio – ambiente, pró África, pró desabrigados em Santa Catarina. O que será que tem causado tudo isso? São muitos os questionamentos que temos, principalmente nessa época do ano, em que todos viemos de um balanço anual geral em 2008, virada de ano e tudo mais.

A crise mundial transformou o mundo numa bomba relógio?. Mas se sobrevivemos a queda da bolsa em 1929, porque não sobreviveríamos a essa?

Engraçado é que, ao acompanhar todos esses eventos só imagino novos horizontes para as Relações Públicas, imagino um “Novo Mundo” para a comunicação, principalmente organizacional. Mas qual a solução para esses problemas?

Não seria as Organizações Tabajara, com certeza não, mas sim uma verdadeira “força tarefa” para que tenhamos a possibilidade de vislumbrar uma perspectiva conciliatória entre israelenses e palestinos, entre corinthianos e palmeirenses, entre rubro-negros e alvirrubros, entre PT e PSDB (isso é possível?), entre Brasil e Argentina?. É para isso que existe o Mercosul. Já dizia o mestre Chico Scince: “Modernizar o passado é uma revolução musical, cadê as notas que estavam aqui. Não preciso delas, basta deixar tudo soando bem aos ouvidos...”.

Se conseguirmos harmonizar todos esses interesses em 2009, transformar a realidade de algumas pessoas, com certeza seria uma grande conquista. É, Relações Públicas é inevitável.


Por Danilo Marinho

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Relações Públicas e a sétima arte


Desde criança o cinema fez parte de minha vida, ainda faz. Lembro-me de quando assisti ao filme Hulk, ficava em baixo da mesa, tapando os ouvidos para não ver e fechando os olhos para não ouvir. Ou quando assistia aos episódios de sexta-feira 13 e morria de medo de dormir à noite.

É, o cinema exerce uma forte influência nas pessoas, crianças, nem se fala. Já ouvi relatos de vários amigos que começaram a fumar porque um persongem de um filme fumava enquanto planejava seu próximo "ataque" ou que começaram a beber porque Bond, James Bond, paquerava a mocinha do filme degustando de um bom vinho ou uísque. Quem não se impressionava com as cenas de Bruce Lee, lutando com mais de 20 homens, ótimos tempos.

Mas o tempo passou, as novas tecnologias estão aí e os filmes, cada vez mais, nos transportam para novos universos, alimentam nosso imaginário com cenas superproduzidas e cheias de efeito.

De repente, alguém resolve mostrar o universo das Relações Públicas na telona. A primeira produção de que me recordo é "Mera Coincidência", um retrato fiel do verdadeiro papel das Relações Públicas e sua postura diante dos sistemas políticos. (não assisti ao filme, apenas teço comentários acerca das cenas que colegas descreveram, perdoem -me).

Depois disso veio outra produção hollywoodiana, Hancock, uma vã tentativa de promover as Relações Públicas no mundo cinematográfico. Será?

Minha opinião. Esse filme apresenta, de forma caricata, como seria a vida de um profissional de Relações Públicas, enfim... Uma das cenas que me chamou atenção foi a do personagem tentando vender um produto para um grupo de empresários, diga-se de passagem, mercenários também. Daí vem meu questionamento, será que a abordagem do profissional foi adequada?

Relações Públicas não são meros vendedores (nada pessoal), mas estrategistas de comunicação, planejam de forma coerente todo o processo de construção de um produto ou serviço e sua inserção no mercado.

Ano passado eu fui ao festival Cine PE do audiovisual e, após a apresentação de um curta, ouvi seu diretor comentar sobre o motivo que o levou a produzir o filme e o que é necessário para se fazer um: "Levantem suas bundas da cadeira, saiam da frente do computador e façam alguma coisa, coloquem a mão na massa..." bom, esse ano tentamos fazer, eu e alguns colegas da faculdade (Isabela, Mirela, Stefania e Mendes).



Por Danilo Marinho