sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Esteja preparado, o próximo pode ser você!

Esse mundo corporativo é mesmo surpreendente. Quando pensamos que todas essas novas tecnologias abriram espaços para antigos e até mesmo novos canais de comunicação, as organizações se superam cometendo falhas primárias de comunicação, causando constrangimento, tanto para a empresa como para o funcionário.

Isso aconteceu semana passada em uma organização que presta serviços de fornecimento de mão-de-obra. Depois da ressaca de ano novo - o que é de praxe - a redução de quadro começou a ser aplicado pela organização. Demite um colaborador daqui, outro dali e, aparentemente os custos da empresa começaram a ser reduzidos. Mas, ninguém contava com essa danada da comunicação. Por que será que todos os empresários só pensam nela quando aplicam de forma equivocada?

Pois bem, nessa empresa, quando as demissões em massa começaram, houve inevitavelmente muito boato. Aquela boa e velha rádio peão, inclusive aparecendo até uma lista de Schindler. Um dos gerentes da empresa solicitou ao chefe do departamento de pessoal que chamasse determinado funcionário, pois esse seria demitido. Mas, esse gerente estava achando que esse funcionário fosse outro colaborador cuja demissão já estava prevista. Esse determinado funcionário não tem nada no nome que seja parecido com o terceiro colaborador, que por sua vez também já estava com sua demissão planejada.

O chefe do departamento de pessoal chamou aquele determinado funcionário e anunciou sua demissão. Explicou que, em virtude da redução de quadros ele estava sendo demitido e que, assim que uma nova oportunidade surgisse seria convocado. Até aí tudo bem. O gerente, no dia seguinte foi à sala do chefe do departamento de pessoal para saber como ocorreu o processo demissional do funcionário e perguntou se o colaborador que realmente deveria ser demitido foi desligado da empresa.

Mas apareceu uma dúvida: Qual colaborador foi desligado da empresa? O que tinha o nome parecido, ou aquele que entrou de gaiato nessa história? Para esclarecer essa dúvida, os gestores da empresa consultaram um funcionário que conhecia bem os nomes da maioria dos colaboradores. Ao ser questionado pelo gerente se tal funcionário foi demitido, achou estranho, pois, o funcionário demitido não possuía nenhuma das características descritas pelo diretor. E agora o que fazer? Demitiram a pessoa errada!

No dia seguinte, o segundo colaborador, que estava com sua demissão planejada, também foi chamado pelo departamento de pessoal para receber suas verbas recisórias e fazer os exames demissionais, enfim... Mas, não adiantava chorar pelo leite derramado, já jogaram no ventilador mesmo...

Dois dias depois, um cliente solicitou um orçamento para determinado serviço que acabou sendo fechado pela empresa, o qual demandaria mais mão-de-obra que o necessário. Ou seja, teriam que fazer novas admissões. De imediato, pensaram no colaborador que foi demitido indevidamente, um dia após ele ter comparecido à empresa para assinar sua rescisão.

O chefe do departamento de pessoal conversou com ele sobre a possibilidade de ser recontratado, mas o ex-funcionário impôs uma condição: seu aumento salarial. Resultado: a empresa teve que pagar um salário maior para o colaborador, e ainda, pagou mais de três salários mínimos em suas rescisão, por não ter atentado para aquela nova tendência que as empresas modernas começam a despertar: A comunicação.


por Danilo Marinho

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Ótimo texto! O que sempre me pergunto é: Até quando os empresários terão que sofrer para entender o papel fundamental da comunicação? Acho mesmo que eles gostam desse sofrimeto! Não é possivel!

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