sábado, 5 de dezembro de 2009

Comunicação e Música para as Relações Públicas


No último dia 25/11 o Clube do RP de Pernambuco esteve presente no II Seminário de Comunicação e Gestão ORganizacional com o tema Gestão de Talento nas Organizações, realizado na Escola Superior de Relações Públicas de Pernambuco - ESURP. Danilo Marinho, gereciador do portal do Clube na internet, ministrou, juntamente com Bruno Rodrigues a oficina: a musicalidade e suas interfaces com os processos comunicativos.

O objetivo foi apresentar novos canais em que possa se estabelecer o diálogo, de maneira mais interativa e dinâmica. O número representativo de participantes demonstrou a importância da música e musicalidade na gestão dos relacionamentos. Dentro da programação das oficinas, o ponto mais divertido foi os vídeos apresentados com as temáticas trilha sonora, música como ferramenta para dinâmicas de grupo e música e seus aspectos cognitivos.

Agora Danilo e Bruno se preparam para levar essa oficina para o Mutirão de Comunicação América Latina e Caribe, que acontecerá de 03 a 07 de fevereiro na PUCRS - em Porto Alegre. É esperar para conferir.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Comunicadores são gerenciadores de percepções públicas e podem influir nos riscos corporativos


O consultor espanhol Javier Puig levou muitos insights práticos para a última edição do programa 2009 de Cursos Avançados Internacionais da ABERJE. Ele tratou de gerenciamento de riscos corporativos e da importância de ter uma frente única de enfrentamento de situações de crise com discursos alinhados, atuando sobre um termômetro de confiança e buscando um “colchão de reputação”. Ele divide o trabalho na gestão de três tipos de comunicação: preventiva, de públicos e de crises. O evento foi no dia 13 de novembro de 2009 em São Paulo/SP.

Puig é fundador e responsável por todas as atividades da CGC Comunicação. Ao longo de sua carreira profissional, foi presidente da Edelman P.R. Worldwide na Espanha e membro do Conselho Europeu de Diretores da Edelman. Também desempenhou funções de Diretor de Assuntos Corporativos da Burson-Marsteller na Espanha e Diretor de Publicações da Radio Centre Ville Montreal no Canadá. Conta com uma grande experiência no âmbito da comunicação corporativa, onde tem desenvolvido estratégias inovadoras para organizacões nacionais e internacionais como REPSOL YPF, Endesa, DuPont, Gás Natural, Elf Atochem, Ence, Rhone Poulenc, Aragonesas, Dow Chemical, Iberia, Coca-Cola, entre outras. É graduado em Ciências Políticas pela Universidade de Quebec/Montreal e Mestre em Comunidades Europeias pela Escola Diplomática.

Para ele, gerenciamento de crise é uma filosofia de trabalho e não um foco em procedimentos e manuais, ainda que a documentação de processos possa ser importante para a padronização de contatos. E já que “risco zero não existe”, é preciso ter clareza e equilíbrio dos custos e benefícios de cada ação, onde então os riscos precisam ser conhecidos para serem controlados. Entre as necessidades de ponderação, está a própria falta de aceitação das organizações sobre a legitimidade da opinião dos outros e a tendência a decidir sobre os sentimentos alheios, numa posição autoritária que não tem mais espaço.

Outro ponto que merece debate é a prática equivocada de comparar riscos, esquecendo-se de toda a complexidade de contexto que envolve cada situação. Entre as abordagens do curso estão os 10 passos que uma empresa deve seguir para ter uma comunicação eficiente, caso passe por um momento de crise. Para ele, é preciso centralizar o controle da informação, formar uma equipe que reúna os conhecimentos necessários para a tomada de decisões e identificar o problema e suas conseqüências, montando um cronograma de ações para os dias ou meses subseqüentes. Além disto, seria necessário reduzir as dimensões da crise junto à opinião pública, sem deixar de demonstrar preocupação e apresentar alguma solução paliativa. Em relação à imprensa, ele destaca que é para evitar o comportamento agressivo com os jornalistas, entendendo suas prioridades e mantendo uma relação amistosa. Uma dica é evitar escolher um só veículo para divulgar informações. A regra de ouro é nunca buscar culpados, mas sim estar centrado em soluções, tampouco estimular ou precipitar causas para os acontecimentos, o que só  dá margem para especulações posteriores. Na parte de planejamento, Puig sugere que seja sempre pensado o pior, com a ideia de estar preparado se uma situação extrema vier a acontecer. A restauração de confiança é um procedimento bastante difícil, que não acontece somente por mensagens nos meios de comunicação, mas também por ações de relacionamento, na busca por formar, informar e motivar. “Sem esquecer que dizer a verdade é a fórmula de conquistar confiança”, destaca. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dia Nacional das Relações Públicas (02/12)

RELAÇÕES PÚBLICAS
Enfoca a Comunicação

Fonte: Folha de Pernambuco - Folha dos Empregos 01 a 07 de dezembro 2009

O profissional de relações públicas pode atuar no campo da comunicação empresarial, comunitária e governamental, planejando, exscutando e avaliando projetos e programas que objetivem a comunicação de instituições de diferentes ramos de atividade. O profissional de relações públicas, ou simplesmente "RP", é responsável, entre outras atividades, pela comunicação organizacional (planejamento, execução e avaliação) de empresas e/ou instituições.

É função dele mapear os relacionamentos de uma organização com seus públicos estratégicos, bem como monitorar essas relações para que a empresa (instituição, órgão governamental ou pessoa física) tenha um conceito positivo por parte de seus públicos. "O relações públicas planeja, executa e avalia as políticas de relacionamento da instituição, de maneira ética e estratégica, com todos os segmentos sociais, dando surporte para que ela se adpte num ambiente de constante transformação ", explica o coordenador de Comunicação Social - Relações Públicas da Fecap, em São Paulo, Ary José Rocco Júnior. "Em resumo, é um profissional que trabalha com a comunicação estratégica e que administra interações no mundo moderno, democrático, onde haja diferença", resume Ary José Rocco Júnior. De fato, o RP é um profissional dos mais importantes para uma organização, uma vez que colabora para a imagem corporativa da empresa seja cada vez mais sólida.

"O relações públicas deve promover e gerenciar o relacionamento institucional com  públicos estratégicos da empresa, identificando oportunidades e necessidades de comunicação da instituição com a socidedade, seja em situações hormônicas ou controversas", afirmao educador. O relações públicas pode atuar no campo da comunicação empresarial, comunitária e governamental, planejando, executando e avaliando projetos e programas que objetivem a comunicação de istituições de diferentes ramos de atividade.

"Como exemplo de organizações onde o RP trabalha podemos citar as ONGs, as empresas nacionais e multinacionais, as assessorias de comunicação, os órgão da administração pública, etc.", aponta Rocco, que completa: "Recomendo as áreas ligadas às atividades de responsabilidade social e ambiental; às novas tecnologias e comunicação dogital; de apoio ao marketing; de relacionamento com a mídia; e, principalmente, de gestão dos processos de comunicaçãoorganizacionais".

Para exercer a profissão é necessário obter o diploma do curso superior de Comunicação Social - habilitação em Relações Públicas. O coordenador da Fecap lembra que as disciplinas do curso oferecido estão divididas em três grandes grupos: de matérias destinadas à formação humana, social e geral do estudante (sociologia, teoria da comunicação, estética e história da arte, estatística, língua portuguesa, entre outras); disciplinas de gestão de comunicação (planejamento e gestão de noegócios, finanças, gestão do fator humano, comunicação dirigida, comunicação integrada etc.); e de matérias específicas da área de relações públicas, relações públicas institucionais, relações públicas internacionais, relações públicas comunitárias, entre outros).

sábado, 28 de novembro de 2009

Navegue por um mundo melhor


Navegue por um mundo melhor! Este é o lema que dois estudantes portugueses têm levado às comunidades carentes em seu país. Pode parecer distante, ou pretensioso, mas já é um bom começo para quem tem o desejo de mudar a realidade em que vivemos.

A história do Gsolidário surgiu em fevereiro de 2008. Pensado por Paulo, que pretendia aliar o motor de busca da Google, daí o “g” à solidariedade de solidário. Depois disso registrou-se o domínio e, alguns meses depois, em julho a idéia começou a ser desenvolvida.

Criado por Joana Gordalina e Paulo Marques, o Gsolidário é um site de pesquisa desenvolvido com o objetivo de ajudar instituições de solidariedade Social. Mesmo utilizando a plataforma da Google, o Gsolidário é um conceito independente da marca americana. A finalidade é angariar dinheiro através dos cliques efetuados na publicidade que são disponibilizados pelo Google nas margens do Gsolidário.

Como funciona o Gsolidário? “O Gsolidário usa duas plataformas do Google, o Google Costume Search e o Google Adsense. A primeira é uma plataforma que permite a qualquer pessoa criar uma página com pesquisa Google, a segunda permite angariar dinheiro com as publicidades apresentadas junto aos resultados das pesquisas. Quando se faz uma pesquisa no Gsolidário, aparecem junto aos resultados algumas publicidades, essas publicidades são pagas pelo anunciante ao Google que por sua vez dá uma parte ao Gsolidário. Para quem usa o Gsolidário os resultados são exactamente os mesmos que são apresentados no Google, uma vez que a plataforma de pesquisa é a do Google. Quando atingimos 100 euros, o Google deposita esse dinheiro na nossa conta”.

Dessa forma, a cada € 100 arrecadados é aberto um espaço para votação que permite aos seus usuários votarem na instituição de sua preferência. Ainda para este mês está previsto o concurso que premiará em € 500 as instituições inscritas no Gsolidário. O tema do concurso é “Peça um desejo para 2010”. Cada instituição participante deverá entregar em uma folha de papel A4 a descrição do desejo que pretende ver realizado em 2010 e que, de alguma forma, o Gsolidário possa ajudar a realizar contribuindo com os € 500. Se quiser conhecer, é só acessar http://www.gsolidario.org/.

Essa plataforma está acessível a toda comunidade e/ou instituição interessada que se inscrevam. O projeto contempla todas e quaisquer organizações, associações e fundações que tenham o estatuto de uma IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) ou que tenham o estatuto de uma ONGD (Organizações não – governamentais de desenvolvimento) e que também possuam as seguintes áreas de intervenção: educação para o desenvolvimento e ajuda humanitária. Para participar é bastante simples. Basta enviar um e-mail com a logomarca da instituição e uma breve apresentação para instituicoes@gsolidario.org. Atualmente o Gsolidário conta com a presença de 134 instituições. Estão abertos quatro espaços para votação, e em cada espaço é oferecido € 100. As instituições vencedoras até o momento foram: CerciPortalegre, CrescerSer, Fundação O Século e a Sem Fronteiras. Assim, já foram arrecadados € 900.

Iniciativas como essa da Joana e do Paulo representa para a sociedade um grande avanço social. Em tempos de crise, não podemos esperar que as coisas melhorem por si só. É necessário que façamos algo para transformar essa realidade e esses dois estudantes portugueses entenderam bem o espírito real do que é cultura solidária.

Como o próprio termo indica Gsolidário é uma ação que agrega valor, aproxima pessoas e instituições e, sobretudo, promove a solidariedade. “É sinal que as pessoas acreditam que um simples hábito de vida pode ajudar as pessoas e felizmente temos verificado que existem muitas pessoas interessadas neste projecto e que participam activamente nos espaços de votação”. Afirma Joana.

Por Danilo Marinho

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Entre comunicação interna e endomarketing, interessa é dialogar com funcionários

Não há consenso do sobre o uso das terminologias “comunicação interna” e “endomarketing” entre profissionais brasileiros. Há uma tendência a diferenciar o emprego dos termos a partir do estilo de abordagem: mais engajadora e de longo prazo ou mais sedutora e de curto prazo. Foi o que se viu no Seminário de Endomarketing da International Business Communications/IBC, integrante do Informa Group, realizado no dia 28 de outubro de 2009 no Hotel Mercure Paulista em São Paulo/SP. De toda maneira, o que interessa mesmo é conseguir dialogar com os funcionários e levar em conta as suas expectativas no traçado do planejamento da área.

Para o relações públicas Greyke Oliveira, coordenador de Comunicação e Responsabilidade Social da Klabin, endomarketing são ações de marketing para público interno, para assegurar que os colaboradores compreendam e vivenciem o negócio, através de uma relação de trocas que compartilha objetivos e harmoniza interfaces. A empresa tem 13 mil funcionários em oito estados. “É um contínuo esforço comunicativo, tendo a informação como produto e estratégia de aproximação”, explica. Entre os caminhos da informação estão o cascateamento através de canais de intermediação a partir da alta direção e o repasse de dados e engajamento estimulado pelo contato face-a-face pelos líderes. O ciclo envolve a motivação funcional como influenciadora da cadeia de relacionamento, inclusive fazendo diferença na performance em vendas. Para tanto, a visão não pode ser tática e pontual, mas sim centrada em missão e valores como norteamento de práticas, com objetivos predeterminados. “A credibilidade da empresa junto ao seu pessoal é reflexo de sua política interna de comunicação”, destaca, com impacto direto em diversos públicos.

Ele cita os sete pecados do clima organizacional, segundo a Great Place to Work Institute, envolvendo não comunicar, não escutar, não liderar, tratar o indivíduo com indiferença, agir com parcialidade, não reconhecer e recompensar e não comemorar. Com uma perspectiva de que a participação gera comprometimento, Oliveira enfatiza que “a comunicação não é apenas informar, mas também ouvir para ter a mão dupla efetiva”. É preciso compreensão e apoio da gestão, como base da proximidade com as diversas áreas. O caminho parte de um planejamento anual, onde os indicadores de desempenho estão presentes para uma revisão sistêmica de planos e resultados, e inclusive para a própria validação do setor de comunicação como suporte estratégico. Como resultado da Comunicação Interna, ele aponta a contribuição para melhoria das imagens interna e externa, a valorização e motivação da equipe com impacto positivo na produtividade, a partir do incremento do senso de pertencer. “São os colaboradores como embaixadores da marca. A Comunicação interna viabiliza o diálogo estruturado e influi na agregação de valor”, opina.

O coordenador ainda pontua que é importante conscientizar todos os colaboradores sobre a sua quota de responsabilidade na eficácia da comunicação ­ no entendimento de que a comunicação não está fechada em um setor. A Klabin faz uma seleção de datas comemorativas alinhadas com o negócio para pontuar suas campanhas. A intranet é um espaço corporativo com inputs de todas as unidades, sendo ainda articulados outros instrumentos como informativo eletrônico, folhetos, cartazetes, eventos, jornal-mural. Há uma forte integração da comunicação interna e externa, planejadas e implementadas pelas mesmas pessoas. (ler mais em mundorp.com.br)


Por Rodrigo Cogo / São Paulo

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Empresas buscam novas experiências em comunicação interna


A importância do endomarketing nas empresas é cada vez mais comprovado Entretanto, a definição do que abrange a área e sob qual enfoque e onde deve ser situada ainda é pauta para discussão. E o Seminário de Endomarketing  da International Business Communications/IBC, integrante do Informa Group, debateu as dificuldades em escolher o caminho e as ferramentas mais eficazes para obter sucesso em campanhas internas, a ponto de obter alinhamento à estratégia do negócio, fazer com que as lideranças assumam seus papéis no processo da informação e da formação e de fortalecer a confiança interna para enfrentar cenários de crise. O evento foi realizado no dia 28 de outubro de 2009 no Hotel Mercure Paulista em São Paulo/SP.

Profissionais bem informados e motivados têm melhores condições de levar aos negócios produtividade, inovação, competitividade e rentabilidade. Isto só se alcança se a comunicação interna é pautada pela relevância, transparência e respeito às pessoas, e assim tem impacto no clima organizacional. A opinião é do gerente de Comunicação da Abril, Hamilton dos Santos, que enfatiza também a necessidade de alinhamento com a comunicação externa para evitar dissonância na percepção das pessoas. Outra prioridade no segmento é implantar formatos de coleta das expectativas de informação dos funcionários, para contemplar nos canais, e ao mesmo tempo não deixar de abordar os conteúdos organizacionais. O diálogo com a equipe é fundamental, onde o relacionamento é suportado pelas lideranças, que devem exercitar os discursos. Tudo é regrado na Abril por um Código de Conduta, que normatiza as relações internas e externas da equipe. Um grande balizador da atuação é a pesquisa bienal de clima organizacional, que normalmente estimula projetos saneadores.

No Grupo, para cuidar dos mais de sete mil funcionários, esta área é ligada a Recursos Humanos e Desenvolvimento Organizacional. Entre os canais operados estão a intranet Abrilnet, a revista eletrônica PSC Online, o informativo Bolex, o Jornal de Parede, o Clipping Abril e ainda a PSC TV. Em todos, Santos assinala que a palavra-chave é relevância, para poder atrair a atenção. Uma novidade é o uso do Twitter na cobertura de todos os treinamentos internos, buscando uma nova linguagem para internalização do conhecimento. A personalização nominal das chamadas de campanhas internas é outro recurso crescente para instigar a atenção e a leitura e mesmo mobilizar para a participação efetiva. Uma recente campanha externa da revista Veja, com o mote “Seja...”, teve os atributos escolhidos em concurso interno com os funcionários. A aposta da empresa para ações presenciais é alta, em dinâmicas interativas que humanizem e facilitem as trocas imediatas.

CASES ­ Andrea Aumond, consultora de Comunicação Interna do Grupo Pão de Açúcar, apresentou o trabalho feito com sua equipe de 79 mil colaboradores em 1200 lojas de 18 estados na área de marketing de incentivo. Na empresa, a comunicação interna é estruturada em dois núcleos, com sete membros e uma agência house: campanhas e canais de comunicação, em atuação pró-ativa. Como uma empresa de varejo reconhecidamente focada em vendas, a ferramenta de incentivo consegue transformar pessoas e garantir resultados adicionais. As oportunidades de incentivo, na opinião da executiva, são amplas, indo do aumento de produtividade, lançamento de novos produtos, alavancagem de marca até mudança de cultura e reconhecimento de performance. Entre as premissas da técnica estão motivar e reconhecer, com valores tangíveis e intangíveis considerados. A mecânica das campanhas envolve regras de participação e critérios de avaliação, além de todo o processo comunicativo de preparação, lançamento, manutenção e encerramento, com ações sequenciais, além da administração de resultados, investimentos e honorários e a confecção de relatórios. “A comunicação mobiliza a energia coletiva e tenta perenizá-la, reduzindo os desmotivados e aumentando os motivadores”, diz. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

domingo, 8 de novembro de 2009

Mensuração de resultados em comunicação passa pela análise das redes organizacionais


A análise de redes organizacionais desvenda as redes internas de comunicação informal, identifica o perfil dos colaboradores e extrai indicadores para monitorar investimentos em comunicação e evoluir na área. Esta foi a aposta de parte da programação do Seminário de Mensuração de Resultados em Comunicação Interna da International Business Communications/IBC, integrante do Informa Group, realizado no dia 27 de outubro de 2009 no Hotel Mercure Paulista em São Paulo/SP. O envolvimento da liderança nos resultados das ações comunicacionais e o reforço da cultura organizacional também integraram as discussões.

Para o antropólogo Ignacio García, presidente da Tree Branding, o capital social ganha preponderância na nova economia do conhecimento diante dos capitais estrutural, financeiro e humano vistos separadamente, porque é baseado na confiança e na reciprocidade. Seus estudos indicam que uma comunicação interna saudável “cria capital social corporativo e incrementa a reputação, a aprendizagem organizacional, a cooperação e a inovação”. Se há a comunicação e os fluxos formais, estruturados pela hierarquia, tem também uma outra topografia de laços e preferências de troca informais com indivíduos centrais e periféricos segundo suas conexões e influências. “As topografias são melhores quanto mais descentralizadas”, indica, até porque as concentrações de diálogo criariam “clusters” internos que tendem ao isolamento.

Ele trabalha com indicadores de centralidade, intermediação e proximidade de cada colaborador, gerando informes de desempenho pessoal e relacional, já que capital social é o capital humano e sua rede. A etapa seguinte do método é o plano de desenvolvimento individual da conectividade. García destaque que “a posição do indivíduo na rede não é uma percepção própria, mas sim vem dos outros”, então é preciso também estudar os grupos em sua capacidade de vínculos existentes e possíveis e na coesão da rede para traçar caminhos de melhora. Os chamados “brokers”, que são aqueles que se conectam a diversas pessoas de diversos departamentos, constituem peça-chave da eficiência e da inovação, e deles depende a densidade comunicacional e seu número de nós. Sua ausência, por outro lado, extermina uma série de links.

O pesquisador ressalta que os insights vindos das demandas colaborativas auxiliam a definir o design organizacional, em suas forças e carências. O mapeamento dos links permite visualizar a quantidade de tempo investido e o retorno em valor de cada funcionário para o dia-a-dia e os aprimoramentos demandados. A interconectividade cria vínculos porque explica quem é quem e a quem se pode recorrer no planejamento e na execução de tarefas, ao mesmo tempo em que estabelece os níveis de confiança para nortear decisão ante a situações de promoção funcional ou de programas de demissão. (Ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo