terça-feira, 3 de maio de 2011

Storytelling é um jeito de pensar a comunicação

Com a convicção de que storytellling não é uma técnica, mas sim um jeito de pensar a comunicação organizacional, Marcelo Douek entende o formato como superação de um cenário de sobrecarga informativa e de um estilo intrusivo de comunicar. A tendência é ter cada vez mais dificuldade em atrair atenção dos públicos de interesse, então os esforços de qualificação do discurso devem ser prioridade. Este é o panorama sobre o qual foi desenvolvido o curso “Storytelling aplicado à Comunicação Interna” junto à Associação Brasileira de Agências de Comunicação/Abracom no dia 27 de abril de 2011 no Espaço JK em São Paulo/SP. O tema é considerado uma novidade na gestão e na comunicação e tem interessado diferentes profissionais e setores de negócio.

A diversificação de canais e sua intensa digitalização levam a uma onipresença das marcas nas vidas das pessoas, o que dificulta a fixação de conteúdos ou sua diferenciação. Por outro lado, as redes sociais emergem como potencializadoras de diálogos e as relações mais pessoais trazem a emergência das emoções. Se antes as empresas distribuíam relatos racionais, agora é a vez de outro tipo de abordagem. Douek, pós-graduado em Gestão Empresarial pela Business School SP e com cursos de especialização em Branding pela Kellog School of Management, Planejamento de Comunicação pela ESPM/Miami AdSchool SP e curso de Roteiro com Robert Mckee, tem defendido o uso do storytelling. História, diz ele, é uma seqüência de eventos organizados de forma especial, o que a torna capaz de influenciar pessoas, organizações e sociedades. Seu conteúdo expõe metáforas da vida que dão insights para compreender a natureza humana.

Outro componente importante das histórias diz respeito à proposta de um relato composto por exemplos, o que faz lembrar a teoria do Espelho sobre a capacidade do ser humano de aprender por imitação. Junto a isto, deve-se levar em conta que o ser humano é um ser social, e esta interação cotidiana via relatos de vida lhe é natural. Mais ainda, atendendo ao que o ministrante chama de Princípio de Linearidade, o homem tem necessidade de conferir sentido aos acontecimentos e a buscar causa e efeito nas ocorrências de sua trajetória, o que acontece quando verbaliza uma história sobre o que antes seria aleatório. Para Douek, contar histórias é a maneira mais poderosa de transmitir conhecimento, trocar experiências e aguçar a imaginação. Por meio delas é que as pessoas fortalecem suas relações e criam sua percepção de mundo. “Contar histórias é fazer escolhas e ter convicção sobre elas, com alinhamento à mensagem que se deseja comunicar”, acrescenta.

Ao estudar o processo cognitivo por trás das boas histórias é possível perceber que o storytelling envolve elementos ­ conflito, personagem, universo e trama ­ que precisam estar organizados de maneira correta para fazer sentido e tocar as pessoas. No curso, eles foram detalhados e exercícios foram feitos para entender melhor esta divisão e também inseri-la na “lógica dos três atos” e incrementá-la com elementos como o evento incitante e o clímax. Outra dinâmica envolveu a construção de personagem, com arquétipos, caracterização, qualidades observáveis e dilemas, camadas que tornam a trama mais interessante ao lado de outras definições como período, duração e localização dos acontecimentos a relatar. Douek explica que “o dilema faz uma história ganhar vida, justamente mostrando escolhas”, sendo que o universo ficcional (caso utilizado) precisa contemplar premissas sociais, naturais, político-econômicas e estilos de vida. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Medição de resultados começa no planejamento da ação e está sob impacto de mudanças sociais

Erra quem pensa que a coleta de informações sobre o desempenho de uma ação de comunicação interna, ou de resto em qualquer outra área da comunicação organizacional, acontece somente no final da implementação da atividade. Especialistas reunidos na Conferência de Performance em Comunicação Interna da International Business Communications/IBC deixaram bem claro: tudo começa no planejamento do programa ou projeto, quando são definidos os objetivos. Se existe inconsistência no início, os indicadores certamente acabarão falseados e não se obterá uma visão de seu impacto. O evento aconteceu nos dias 29 e 30 de março de 2011 no Hotel Park Plaza em São Paulo/SP, reunindo cerca de 50 participantes de vários locais do país.

Nelson Silveira, gerente de Comunicação Corporativa da GM do Brasil, traçou um cenário da complexidade do trabalho na área atualmente. Com a proliferação das mídias sociais e uma profunda e rápida transformação do cotidiano que desafia as formas tradicionais da comunicação ­ diante da amplitude de acesso a voz, há a criação de um campo global de exigência de transparência e acesso. 

O novo paradigma sai da audiência de massa para a de nicho, com engajamento ativo e voz individual, numa economia de baixo custo de produção e transmissão. Ao invés de Publisher profissional, abre-se espaço para a auto-publicação descentralizada. Ele assinala que existe hoje um deslocamento de credibilidade para discursos individuais mais próximos, e o posicionamento das organizações deve partir para um caminho de especialista influenciador em determinados temas. Para tanto, “os relacionamentos continuam sendo cruciais, porque se vende afinidade e não produtos, onde o diálogo e a sinceridade são fundamentais”, pontua.

O alcance deste estilo de interagir é alto e chega a ferramentas de gestão, que precisam ser mais participativas. Silveira complementa: “o resultado é que não se trata de forçar oportunidades de comunicação, mas sim acompanhar a dinâmica dos processos de mudança”. É assumir um papel social mais abrangente para ampliar conexões com diferentes redes, o que viabiliza o monitoramento do ambiente externo e os seus impactos internos, na consciência de que “as redes são uma radicalização do boca-a-boca”. 

A presença digital corporativa não pode prescindir do encorajamento a entabular conversações, com resposta rápida e atitude no gerenciamento de problemas, sempre proporcionando conteúdo relevante. Para ele, deve haver parâmetros para engajar-se em debates, alguns inclusive nem merecendo retorno como comentários excessivamente agressivos. Para cada caso, é preciso pensar sobre exposições, engajamento, influência e ação, elementos-base para mensuração de resultados. 

O gerente ainda falou sobre seu portal de comunicação interna, chamado Sócrates, um canal de informação, relacionamento e oferta de serviços, e sobre um fórum para empregados, criado em janeiro de 2011, e já com 10 mil membros e 300 discussões em andamento. Há na multinacional um blog para expressão exclusiva dos funcionários, chamado myGM Employee. Ele ainda ressalta que a equipe possui uma GMId para acesso remoto fora da empresa. No entendimento do representante da GM, somente depois de instaurar-se este tipo de compartilhamento é que a empresa pode efetivamente medir resultados.(ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo (São Paulo)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Diálogos entre a Comunicação Organizacional e Educação - analogias sob a ótica social



Inspirado no artigo de Aurélio Favarin – Quem acredita na gente? – publicado no portal Nós da Comunicação, resolvi, em primeiro lugar comentar o seu texto, mas como sabia que falaria muito, decidi transformar este comentário num escrito. Estou passando por uma situação parecida. Migrei para o sul do país a fim de aprofundar os estudos e a carreira profissional, recebendo recomendações, desde familiares até a mídia de que a região sul é a mais fria do país. E ao chegar lá, acredite se quiser, uma garota comentou dizendo que o estado era o Recife e não Pernambuco.

Não obstante, em outra situação; um programa de TV levou ao congresso o mapa do nordeste perguntando aos parlamentares onde ficava o Estado de Pernambuco. A maioria não sabia onde ficava. Mas todos sabem onde fica a Bahia?! É o que acontece quando externo as primeiras palavras para alguém desconhecido. “Você é baiano?”

Parece irrelevante essa contextualização, mas, em termos de comunicação e, sobretudo de educação, não podemos deixar de lançar luz sobre essa complexidade. Onde e como entra o papel dos meios de comunicação social em nosso cotidiano?

Ao que me parece, o que está por traz desse tema é uma questão de fundo, que tem sua pedra fundamental na educação – enquanto formação de cidadãos. Em termos de geografia e história do Brasil já ouvi comentários em escolas de ensino fundamental como: a capital de Pernambuco é... Fortaleza? Ou “porque você fala assim?” Se referindo às varações fonéticas dia, djia, tio, txia. Mas aí já entraríamos em outra discussão, com teor linguístico. Talvez coubesse outro comentário (digo texto).

O papel da comunicação nestes ambientes também se faz presente, ao passo que é através dela que se processam dezenas de milhares de informações, derrubando estas mesmas fronteiras geográficas e aproximando a história recente de nosso país à realidade social de nosso tempo. Tendo a instituição de ensino como uma organização social com fins educacionais é preocupante para mim, enquanto comunicador, ter o cuidado de trabalhar essas particularidades.

Portanto, nos ambientes corporativos não é diferente. Admitindo que estes são um reflexo da sociedade, as organizações (empresas) também assumem papel de veículos de comunicação quando, de dentro de suas fronteiras saem profissionais propagando a ideia de que sua empresa é uma das melhores em que já trabalhou. Isto é, além de ser um ambiente onde se desenvolvem formadores de opinião, também ajudam a construir sua imagem e fortalecer sua reputação, ao se estabelecer uma relação entre mídia (formadora de opinião), empresa (formação profissional) e cidadão (mediador). É iminente e inevitável, para não dizer fundamental.

Por Danilo Mrinho


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Aberta as inscrições para o V Congresso Abapcorp 2011

Estão abertas de 04 de janeiro a 29 de abril as inscrições para o V Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e Relações Públicas, o V Congresso Abrapcorp 2011. O tema desta edição, que acontecerá em São Paulo de 05 a 07 de maio de 2011, no Campus da Universidade de São Paulo (USP), é Redes Sociais, Comunicação, Organizações.
A programação do evento conta com convidados internacionais, como o professor João Pissarra Esteves da Universidade Nova de Lisboa, com o tema opinião pública, comunicação; o professor Peter Monge da Southern University of California, que discorrerá sobre redes, mídias sociais e seus desafios para as organizações; e a professora Janet Fulk da Escola de Comunicação e Administração da Southern University of California, que falará sobre  o conhecimento organizacional através das redes sociais. 

A submissão de trabalhos de pesquisadores de diferentes campos de conhecimento no Congresso traz abertura de um espaço para a discussão multidisciplinar. Nas Mesas Temáticas, os participantes terão a oportunidade de conhecer e dabater sobre as interferências políticas, sociais e econômicas, que as redes e mídias sociais provocam nos ambientes organizacionais
Ainda completam a programação cursos, painéis e espaço para apresentação de trabalhos de Iniciação Científica.
Confira a programação completa, valores de inscrições e outras informações no site da Abrapcorp (www.abrapcorp.org.br). Para fazer a sua inscrição, acesse o site: http://abrapcorp.gestaodecursoeevento.com.br/CAE/DetalharCae.aspx?CAE=4673

Para mais informações, envie um e-mail para congresso@abrapcorp.org.br ou entre em contato pelo telefone 55 11 3091 2949, com Vanessa Magalhães.

V Congresso Abrapcorp 2011 recebe trabalhos de Ininiação Científica


O V Congresso Abrapcorp 2011 receberá trabalhos de Iniciação Científica de  14 de fevereiro a 14 de março para apresentação no Espaço de Iniciação Científica do evento. Com a temática  Redes Sociais, Comunicação, Organizações, o congresso acontecerá de 05 a 07 de maio de 2011 na Universidade de São Paulo (USP).
São aceitas duas modalidades de trabalhos:
– Trabalhos de Iniciação Científica (TIC): resultantes de projetos desenvolvidos em nível de graduação, provenientes dos Programas de Iniciação Científica das Instituições de Ensino Superior.
– Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC): monografias desenvolvidas e aprovadas pelos cursos, sendo indicados pelos professores orientadores da IES.
Confira as normas, padrões de formatação dos trabalhos e mais informações sobre o V Congresso no site da Abrapcorp: www.abrapcorp.org.br.
Para submeter o seu trabalho de Iniciação Científica, acesse a página da Abrapcorp a partir de 14 de fevereiro.
Em caso de dúvida, envie um e-mail para congresso@abrapcorp.org.br ou entre em contato pelo telefone 55 11 3091-2949, com Vanessa Magalhães

V Congresso Abrapcorp 2011 abre chamada de trabalhos

Está aberto o prazo para submissão de trabalhos a serem apresentados nas Mesas Temáticas do V Congresso Abrapcorp 2011, que acontecerá em São Paulo de 05 a 07 de maio de 2011, no Campus da Universidade de São Paulo (USP) e tem como tema Redes Sociais, Comunicação, Organizações.
As Mesas Temáticas substituem os Grupos de Trabalhos (GTs), formato utilizado até o IV Congresso Abrapcorp 2010 para apresentação de trabalhos científicos. Nesta nova forma de submissão, a Comissão de Avaliação acolherá os trabalhos por meio de uma entrada única. Após avaliação, a Comissão Científica organizará os trabalhos por afinidades temáticas. Serão aceitos até 40 trabalhos, que serão subdivididos e organizados em dez sessões.

O prazo de submissão dos trabalhos vai de 04 de janeiro até 12 de fevereiro.
Para conhecer as normas, submeter seu trabalho e obter outras informações acesse a seção Congresso no site da Abrapcorp (www.abrapcorp.org.br) ou o link abaixo:
 
Em caso de dúvida, envie um e-mail para congresso@abrapcorp.org.br ou entre em contato pelo telefone 55 11 3091-2949, com Vanessa Magalhães.