sexta-feira, 29 de maio de 2009

Quer conversar comigo?


Passeando pela blogsfera, econtrei um texto bacana sobre comunicação. O texto está no Blog do Gaulia. Nele, faz uma referência a uma das formas mais primitivas de comunicação, que é a boa e velha conversa. Pode ser aquela conversa de mesa de bar, aquela conversa em primeira pessoa, conversa com amigos da faculdade, ou aquela conversa no pé do ouvido. Já tentou conversar com algum desconhecido sem que suas primeiras palavras fossem qual o seu nome, o que você faz e onde você mora?

Depois de anos de estudo e avanços tecnológicos, parece que agora voltamos às nossas raízes. Começamos a nos preocupar com o "olho no olho". Qual a eficácia desse tipo de comunicação?

Talvez seja o grande desafio do milênio. Encontrar tempo para podermos visitar um parente, um amigo distante e colocar o "papo" em dia. Isso num relacionamento entre organização/público certamente tem um valor incomensurável. Por quê? Porque finalmente temos a possibilidade de acabar com aquela musiquinha do call center, que tanto nos torturam.

Infelizmente a relação custo/benefício é um fator determinante na hora de escolhermos as tecnologias mais adequadas para nos comunicarmos com os públicos de interesse. Mas, deixo aqui a sugestão, prefiram as conversas pessoais, pois o msn e o skype podem perder a conexão.

Por Danilo Marinho

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Profissionais discutem o impacto da crise nos eventos e sua influência no formato do segmento no futuro

O capítulo brasileiro da Meeting Professionals Internacional/MPI (www.mpibr.org) acredita que a crise financeira afetou também o segmento de eventos corporativos e deve mudar a forma de produzir esses encontros daqui para frente. Um foco maior em mensuração de resultados vai ser a premissa das grandes companhias antes de investir nessas ações de relacionamento. Para analisar e consolidar esta percepção, foi organizado, no dia 15 de maio de 2009 no Sheraton WTC Convention Center em São Paulo/SP, o Seminário sobre Estratégias e Planejamento de Eventos Corporativos ­ O Futuro dos Eventos. A ação reuniu cerca de 200 profissionais de sete estados brasileiros.

Eventos são uma plataforma, uma disciplina de marketing em crescimento, inclusive porque também são uma forma de gestão e de recursos humanos. Esta é a opinião do vice-presidente executivo da Associação Brasileira de Anunciantes/ABA, Rafael Sampaio, e entre as razões atribuídas para esta importância estão a possibilidade de fazer o que não pode ser feito por outras plataformas, por impedimentos legais ou “ausência de corpo” (presencialidade por vezes impedida diante das intermediações tecnológicas de várias formas de expressão organizacional na atualidade), e ainda a construção e o fortalecimento de marcas, prestando suporte a outras disciplinas, como relações públicas, propaganda e promoção. Além disto, ele aponta que eventos são uma boa ferramenta para criação de comunidades, com alto grau de fidelidade, afora permitirem mensuração de ROI ­ Retorno sobre Investimento em todo seu processo (satisfação e percepção, aprendizagem, impacto nos negócios, aplicações derivadas). Sampaio acredita que eventos têm missões estratégicas e táticas que precisam ser bem desenhadas, reunindo diversos “públicos” para múltiplos objetivos. “Dão vida e transcendência ao posicionamento da marca com a geração de experiência”, complementa.

Como tendências, o executivo prevê que o conceito de “contas” de eventos, como processo integrado de gerenciamento das ações com resultados em distintos prazos ­ tal como acontece com a administração das verbas publicitárias, deverá ser implantado no setor, não só focando em divulgação e execução, áreas priorizadas atualmente na contratação de fornecedores esparsos. E visualiza uma maior sofisticação estratégica, criativa e operacional, com alongamento significativo do envolvimento do prestador de serviços numa gestão logística mais complexa com aplicação racional de recursos. De outro lado, entende que o caminho é da organização de eventos de maior porte e impacto, realmente grandiosos dentro de investimentos mais direcionados. Além disto, vê a perpetuação de eventos, que nunca efetivamente terminam, com o encadeamento das edições e com a extensão virtual dos relacionamentos, preenchendo o tempo entre os momentos físicos predeterminados. Daí que Sampaio aponta o incremento da interatividade em todas as etapas, numa visão colaborativa para tomada de decisões. A sustentabilidade é outro tema de impacto.

CONEXÕES ­ A importância do evento para construção de marca foi o tema de Stephan Younes, gerente de Marca da Unimed Rio. Para ele, a relação da pessoa impactada com a comunicação acontece com cores, signos, imagens, sons, cheiros. O envolvimento é melhor quanto mais multisensorial for, até porque há uma ativação cerebral intensa na ebulição das emoções e uma maior fixação na memória. “O que as empresas desejam são relações duradouras”, diz ele, “então é inadiável o investimento em eventos”. E acrescenta: “os eventos é que ajudam a estabelecer as conexões emocionais e os vínculos que a gente precisa”. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Tecnologias móveis são a grande atração no mundo dos negócios em 2009

As tecnologias móveis continuam como as principais tendências de investimento e crescimento no mercado para 2009. Atualmente, mais de 3 milhões de pessoas já usam a rede 3G na América Latina, sendo 57% brasileiros. Acompanhando características da vida contemporânea e também altas expectativas dos usuários, recursos avançados nos aparelhos - como câmera, música (MP3 e rádio), bluetooth e vídeo ­ estão perto de se tornar aparato básico. Daí que as grandes empresas do ramo já exploram a capacidade de transmissão móvel de dados, como navegação pela internet, e-mail, games, GPS, vídeo-chamadas, TV móvel e ainda aplicativos que dão acesso remoto ao ambiente do computador por celular. Estes foram alguns dos temas tratados no II Mobile 2.0, conferência organizada no dia 13 de maio de 2009 pela Corpbusiness no Hotel Grand Meliá Jardim Europa em São Paulo/SP. Cerca de 150 profissionais lotaram o salão de eventos e mostraram que inegavelmente, a despeito da crise, a área tende a atrair todas as atenções.

Um estudo divulgado recentemente disse que, nos próximos 24 meses, 27% dos não-usuários dos serviços móveis nos Estados Unidos planejam contratar algum serviço. Já 58% dos usuários que já têm serviços de dados móveis contratados assumem que, no mesmo período, planejam ampliar o consumo apesar do momento de retração. Na Europa, esse número é, respectivamente, 28% e 55%. Os cinco serviços mais desejados pelos consumidores são: Internet móvel, MMS, download e upload de fotografias e e-mail. No levantamento, 40% dos entrevistados querem esse serviço nos próximos 24 meses, mas mostra também que o custo do serviço é considerado elevado e a qualidade é um ponto a ser levado em consideração pelas operadoras. Os serviços mais comuns de torpedos serão cada vez mais uma forma fundamental de interagir com blogs pessoais e serviços on-line tais como Facebook, Twitter e MySpace.

Com isso, o Gartner identificou algumas tecnologias sem fio que vão evoluir significativamente nos próximos anos, impactando no curto prazo as estratégias e políticas do mercado móvel e das organizações em geral. Entre elas, está o Bluetooth 3.0, os sensores de localização, o novo padrão de Wi-Fi 802.11n, que aumenta a taxa de transmissão de dados em três vezes, e as tecnologias de displays, que aumentam a vida útil da bateria e melhoram a qualidade da tela, permitindo o compartilhamento das imagens e informações de forma mais simples e fácil. O estudo também trata do Near Field Communication/NFC, que fornece uma maneira simples e segura de comunicação entre celulares em distâncias curtas, emergindo como um padrão líder para aplicações móveis, tais como pagamento móvel.

Apesar de o Brasil estar em patamar bem acima da média mundial no que tange ao uso das redes sociais (80% dos internautas nacionais freqüentam este tipo de canal), o acesso à internet pelo celular é de apenas 2,5%, e só 5% destes buscam redes sociais nesta plataforma. No país, o que chama atenção pelos dispositivos móveis é música, entretenimento, games e notícias. De toda maneira, entre 2007 e 2009, aumentou em 10 vezes o número de aparelhos 3G em circulação, demonstrando a potencialidade de crescimento. Esses foram alguns dos dados mostrados por Thiago Moreira, da Nielsen, no painel de abertura do evento. Já Guilherme Rios, gerente de Projetos da E.Life, tem uma visão mais otimista, já que foi de 156% o aumento do acesso às redes sociais via móbile de 2008 para 2009, sobremaneira devido ao Twitter, que permite postagens curtas por SMS. Ele mostrou uma migração na movimentação de posts na rede: em 2008, 62% vinham do Orkut, 20% do Blogspot, 5,2% do Wordpress e, alguns postos abaixo, 0,5% do Twitter; já em neste ano os relatórios de monitoramento da consultoria indicam 49% do Orkut, 18% do Twitter, 13% do Blogspot. A tendência é aumentar ainda mais o uso de celulares, afinal 49,5% do uso de redes sociais acontece por pessoas entre 19 e 25 anos, com total familiaridade no manuseio dos aparelhos. Sobre as vantagens do Twitter, Rios explica que é um canal de opiniões curtas e pontuais, tem opt-in (dá transparência à relação), articula vivência física e buzz virtual, faz organização por comunidades de afinidaes, tem alto poder de propagação e funciona na mobilidade. “O cliente cada vez mais está trocando informações preciosas sobre os seus negócios enquanto se move”, alerta. (ver na íntegra em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Ação e Reação


Frente a esses novos cenários de globalização, competitividade, velocidade e sem fronteiras, as crises se tornaram grandes vilões das organizações de todas as naturezas. Na maioria dos casos, elas atentam apenas para esse problema quando a crise se aproxima de seus negócios, ou quando se instala na empresa.

Grosso modo, será que essa é uma postura adotada por empresas no mundo todo? Acredito que são poucas as empresas que investem sistematicamente em políticas de gerenciamento de crises. Quem de fato se preparou para a crise pela qual estamos passando?

Quem se lembra da senhora que deixou de pagar o aluguel e desencadeou um verdadeiro colapso no mercado imobiliário americano? Crise anunciada? Foi essa ação que deu início a crise global que vivemos atualmente?

Tudo bem, sei que são muitos os questionamentos, mas se analisarmos as reações das grandes, médias e pequenas organizações perceberemos um ponto em comum: as demissões em massa. Deve ter custado uma grana para essas empresas no pagamento dos direitos trabalhistas dos mais de 10 mil demitidos em função da crise. Certamente sairia mais barato investir nessas novas políticas, a empresa fortaleceria sua imagem, se tornaria mais competitiva, sua credibilidade aumentaria diante de seus públicos estratégicos. Enfim, uma gama de possibilidades que as organizações teriam a seu favor.

Adotar uma postura proativa ou uma postura passiva? Eis a questão. Cada ação implica diretamente em uma reação. Neste caso as demissões. O que fará a diferença é a adoção de posturas mais adequadas para solucionar os problemas vigentes. Algumas adotam posturas proativas, outras preferem esperar a tempestade passar para retomar suas atividades normais.

Penso que, se antecipar, adotar medidas preventivas, são sempre as melhores ações a serem tomadas. Dessa forma as empresas sempre estarão mais preparadas para crise. Assim aconteceu com as empresas que aumentaram seus lucros nesse ano.

Por Danilo Marinho

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Diálogos ABERJE: Universidade discute comunicação estratégica

A universidade não sobrevive sem as experiências da prática, mas também pode trazer conhecimentos para a iluminar outros caminhos. Esta concepção ficou mais uma vez comprovada pela segunda edição do projeto Diálogos ABERJE Universidade, expressada pela opinião das professoras Ivone de Lourdes Oliveira e Maria Aparecida de Paula, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, no lançamento do livro “O que é comunicação estratégica nas organizações”, editado pela Paulus na coleção “Questões Fundamentais da Comunicação”. A atividade aconteceu no dia 30 de abril de 2009 na sede da entidade em São Paulo/SP.

Embora o tema comunicação estratégica seja tônica nas discussões e estudos sobre comunicação organizacional, os aspectos teórico-conceituais a respeito são ainda restritos. Basicamente, o assunto tem objetivo de distinguir funções gerenciais e táticas da comunicação, além de identificar e analisar mudanças que operam de um patamar instrumental para outro, de base estratégica. Para superar a lacuna, Ivone desenvolveu uma tese e recebeu a análise crítica e a conexão com o mercado de Maria Aparecida, por conta de seus mais de 20 anos de consultora empresarial. No capítulo 1, são analisadas as transformações da sociedade e seus impactos nas organizações, nas relações de produção e de trabalho, na conduta e na gestão dos negócios, e ainda no redimensionamento da forma de conceber e gerir os processos comunicacionais.


O Capítulo 2 apresenta o modelo de interação comunicacional dialógica na relação com os atores sociais. A construção teórica do modelo e a reflexão sobre a dimensão estratégica da comunica
ção fez identificar cinco componentes dessa dimensão, expostos no Capítulo 3. Por fim, o Capítulo 4 faz a conexão com a prática, dentro das pesquisas bibliográfica e empírica realizadas por Ivone, através do processo de comunicação interna da Alcan Alumínio do Brasil e da Samarco Mineração. “A instrumentalização da comunicação não dá conta da complexidade das organizações e da sociedade”, manifesta ela, acrescentando que o modelo linear e informacional clássico não é adequado para as novas demandas, que ultrapassam os processos de emissão-recepção. “A organização não tem mais o poder da centralidade da enunciação”, reiteira Ivone, ao que Maria Aparecida ilustra com exemplos de grandes obras públicas de infra-estrutura que são diretamente moldadas pela intervenção das comunidades.

O livro tem entre seus méritos o questionamento sobre várias concepções teóricas, como “público-alvo” e “entorno”, no instante em que se entende a corporação como mais um entre vários agentes sociais, assim como a idéia de “consenso” suplantada pela noção de entendimento entre as diferenças. Ivone acredita que a organização ainda é uma grande iniciadora de processos comunicacionais, “mas a significação está no outro, e suas reações não são previstas”. “Estratégia” seria outra terminologia descolada e sem fundamentação teórica, motivo que levou ao estudo, tentando apresentar o tema como um processo cotidiano. Seria a comunicação inserida na cadeia de decisão, numa globalidade, em que o planejamento precisaria de uma concepção mais avançada e flexível.(ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Livro traça perfil ideal do assessor de imprensa


Resultado da tese de Rodrigo Capella, Assessor de Imprensa Fonte Qualificada para uma boa Notícia acaba de ser lançado e traz consigo uma série de estudos embasados em pesquisa e entrevistas com relações públicas, jornalisatas, assessores de impresa e estudiosos da comunicação.

Ele traça o perfil ideal que o profissional deve ter para atuar dentro desses novos cenários. "Ainda continua atual a discussão que esta importante obra do Rodrigo Capella propõe: os limites do relacionamento entre os assessores de imprensa e jornalistas. O autor aborda a fundo o tema: pesquisou a literatura disponível e foi a campo. Munido de gravador e muitas perguntas, ele travou contatos com experientes colegas de redação e assessoria de imprensa, além de estudiosos sobre o assunto, para investigar até quando o trabalho de um pode ajudar no de outro, sem ultrapassar os limites éticos", assinala Marli dos Santos.

Rodrigo Capella é assessor de imprensa e escritor. Formado em jornalismo pela Umesp, é pos-graduado em comunicação jornalística, com ênfase em jornalismo institucional pela PUC-SP. Trabalha com assessoria de imprensa desde 2002 e tem experiência em ambiente corporativo.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Fechado para balanço?

Fechado para balanço. O que essa expressão implica nas relações entre as organizações e seus públicos de interesse? Sempre que passeio pelos centros comerciais me deparo, muitas vezes, como essa frase pregada em uma placa nas frentes das lojas. Será que pregar essa plaquinha na porta da loja significa correr o risco de perder clientes, perder para a concorrência, ou pior, perder dinheiro?

Acredito que sim, no atual momento em que vivemos não podemos nos dar ao luxo de fecharmos nossas portas para podermos "lavar os cômodos da casa". Ao menos é o que diz o manual globalizado do capitalismo.

Por isso, venho através deste, pedir desculpas publicamente por não ter postado nenhum texto novo até o momento. Aproveitar também para informar aos seguidores do Blog e eventuais admiradores do Clube, que estamos em plena atividade e que em breve teremos novidades. Aguardem!

Por Danilo Marinho

terça-feira, 5 de maio de 2009

Aprendendo a entregar o melhor da vida

Eu ouço e esqueço. Eu vejo e lembro. Eu faço e aprendo. A máxima de Confúcio parece bastante adequada ao enfoque de ação do marketing de experiência. Esta foi a constatação de conferência sobre o tema organizada pela International Business Communications/IBC, integrante do Informa Group, nos dias 14 e 15 de abril de 2009 em São Paulo/SP. Afinal, numa época de tantas ofertas de conteúdo, a memorização é um ativo importante.

A economia gira em torno de ciclos de expansão e retração, e cada virada traz muitas oportunidades de lançamento e redirecionamento. Afirmando que esta é a dinâmica do capitalismo, o diretor de Experiência da empresa O Melhor da Vida, Jorge Nahas, acredita que o mercado hoje vive um momento especial. A economia da experiência é o afastamento da massificação, uma era de alta customização e geração de diferenciais. Ao mesmo tempo, vê-se os consumidores desejando expressar valores por meio do consumo, e por isto as marcas podem participar da vida de forma integrada, interessante e emocionante. Para ele, é um período de aquisição de novos hábitos, com as pessoas querendo sair da rotina e demandando entretenimento. “É a marca que pode proporcionar este break-time”, aposta.

A seleção das ofertas de uma marca parte da escolha do público-alvo e sua concatenação com a cultura e o DNA da organização. A partir disto, identificam-se os atributos de valor mais apreciados e representativos do estilo de vida do grupo selecionado, alinhando todos os setores internos para dar sustentação às promessas e aos tipos e estágio de participação e experiência como elementos de competitividade. É uma interrelação entre postura (ativo e passivo) e intensidade (absorção e imersão). A empresa de Nahas criou então 12 universos de experiência (VIP, speed, gourmet, natural e outros), onde as aspirações das pessoas tornam-se realidade, aplicáveis em diferentes demandas: incentivo, soluções para eventos, promoção, brindes, comunicação e marketing e fidelização. Um exemplo de abordagem promocional foi a ação “Sonho Mágico” da Kopenhagen, com prêmios como gravidade zero; já o foco de sensações no PDV é a tônica do Samsung Experience. Segundo o executivo, trata-se sempre de uma dosagem de emoção, e a potencialização dos sentimentos vem da multisensorialidade, e portanto articular todos os sentidos é outra força de interesse e repercussão.

Já foram catalogadas 2.500 experiências distintas, e viabilizaram mais de 150 mil situações memoráveis, como corrida de Ferrari contra Porsche na Inglaterra, partida de golfe no Campo dos Sonhos na Escócia, pilotagem de MIG na Rússia, batismo de mergulho em Fernando de Noronha, vôo espacial, passeio de balão na França com hospedagem no Castelo de Napoleão, e toda uma série de atividades esportivas que estimulam o espírito de união, desenvolvem lideranças e apuram o senso de agir sobre pressão. Ele exemplificou com diversos projetos próprios, como a imersão cultural do Ibmec em homenagem aos japoneses, a Copa África de Hipismo para clientes da agência, clínica de gastronomia para o fabricante de tecnologia D-Link ­ onde até a entrega de convites era personalizada, através de “moto-chefs” caracterizados. “A chave é unir prazer e negócios. O cliente passa a ser seu. O melhor da vida acontece quando encontramos quem sabe fazer de pequenos instantes grandes momentos”, finaliza.

Sílvio Sato, gerente da Divisão de Estratégia de Comunicação e Branding da Vivo, mostrou a campanha “Redes”, que busca exemplificar o conceito através da valorização do tema sustentabilidade, com o engajamento dos clientes na gravação de imagens e envio de fotos concatenadas em poses seqüenciais para posterior edição num comercial convencional. A última versão traz uma mostra do trabalho em grupo (família e amigos) para oferecer uma experiência memorável à namorada, alçada num balão. A mensagem principal é inspirar as pessoas para que estejam cada vez mais conectadas e se beneficiem com suas próprias conexões.

Daniel Freixo, gerente de Projetos Especiais da ESPN do Brasil, falou do X Games Brasil 2008, maior evento de esportes radicais do país, com mais de 40 edições em oito países durante seus 14 anos de existência. São 500 atletas reunidos para skate, patins, moto, bike, rally, surf, com vários shows e espaços temáticos, brinquedos, games interativos, realizado no Sambódromo do Anhembi em São Paulo/SP, onde foram reunidas 43 mil pessoas ao vivo. Foram 12 marcas patrocinadoras envolvidas, como Oi, Guaraná Antárctica, Abril, Honda, Parmalat e Terra. A ação gerou 872 reportagens em 17 estados, e deu origem a mais de mil comunidades no Orkut e a 1 milhão de views em vídeos postados no YouTube pela platéia. Eles articularam ações diferenciadas para as marcas, como estacionamento VIP para motoristas de motos Honda, sobrevôo do evento em balão da Oi, contrato de rádio oficial para a Mix 106 e site oficial para o Terra. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Marketing de Experiência é relevante e memorável

Uma nova forma de ver o marketing e envolver o consumidor através da Brand e da Customer Experience, maximizando os resultados. Este era o apelo da Conferência Marketing de Experiência organizada pela International Business Communications/IBC, integrante do Informa Group. Mas o evento, realizado nos dias 14 e 15 de abril de 2009 no Hotel Quality Moema em São Paulo/SP, foi bem além: 11 painéis e três workshops mostraram que a estratégia agrega valor para todos os públicos prioritários de uma organização, dá concretude e torna memoráveis as ações de comunicação e relacionamento.

Para Marcelo Negrini, diretor de Planejamento da Garage Interactive Marketing, o assunto é uma ponte de experiência inovadora entre marca e o cotidiano do cidadão. Ele usa a Wikipédia para conceituar que marketing de experiência conecta o consumidor com as marcas de maneira relevante e memorável, se afastando do modelo tradicional de mostrar características e benefícios de produtos e serviços. Seria uma resposta à reação cada vez mais negativa dos consumidores a formas de marketing consideradas intrusivas. “O consumidor portanto está no centro, e a base agora são 4 C’s: conteúdo, comunidade, conversação e co-criação”, explica sobre o conceito de “people-centric”.

As marcas hoje precisam estimular e viabilizar as conversações entre as pessoas, aproveitando a dinâmica das redes. Afinal, há um novo consumidor que vai muito além de ser um simples comprador: ele é um explorador, um degustador, um criador, um contador de histórias, um ativista e um evangelista. E todas estas perspectivas podem ser bem aproveitadas. Uma grande oportunidade é o emprego da ferramenta de “transmedia storytelling”, que é a contação de histórias em múltiplos pontos de contato, com alto envolvimento pelo conteúdo instigante e com sentido aberto para cada pessoa completar de acordo com suas experiências e sensações. Um caminho de geração destas narrativas é a co-criação, com inovação construída em conjunto, produção customizada, validação por uma comunidade e encontrabilidade/visibilidade. “Com isto, fica evidenciado que o consumidor tomou posse do marketing”, arremata, sendo que uma boa experiência deve estar centrada no equilíbrio entre três aspectos: humanos, técnicos e de design, com a tendência dos argumentos falarem em estilo de vida e não em produtos e apresentarem uma agregação de valor através da prestação de serviços adicionais e inesperados.

Existem três níveis de experiência, na opinião do CEO da DOM Strategy Partners, Daniel Domeneghetti: entrega da promessa (necessidades), construção de lealdade genuína (expectativas) e estímulo do desejo (percepções), sendo as duas primeiras parametrizáveis, e portanto copiáveis, e a última a única realmente diferenciadora. A verdadeira experiência estaria no trabalho com estas três dimensões de maneira equilibrada, gerenciada e medida, tudo envolto na comunicação, que teria três formatos e possibilidades: de domínio e controle, de domínio e não-controle e de não-domínio e não-controle, dependendo do compartilhamento com demais protagonistas. O gerenciamento da experiência do cliente envolve, de maneira complementar, atendimento, interação, relacionamento, canais, mídia, abordagem, tecnologias e inovação, para chegar a estratégias que gerem ou protejam valor para a marca. E estratégia sempre responde a um cenário externo, estabelece o modelo de negócio, organiza os projetos e iniciativas, inspira a escolha de canais de comunicação e relacionamento e baliza a mensuração de resultados em curto, médio e longo prazos. Tudo isso em meio a uma nuvem de interações e vigilâncias, internas e externas, que determina a reputação da organização.

CASES – O projeto Quatro Rodas Experience, realizado no Autódromo de Interlagos em São Paulo/SP, foi mostrado por Marcos Gomes, diretor do Núcleo Motor Esporte da Editora Abril. A idéia foi oferecer às pessoas a oportunidade de pilotar um carro numa pista de corrida de Fórmula 1, com a criação de um parque de diversões temático para transformar sonhos em experiências e proporcionar um momento inesquecível com emoção, diversão e segurança. Ao mesmo tempo, instaurar um novo formato de recursos para a publicação, além de anúncios publicitários convencionais e arrecadação via assinaturas. O evento envolve venda de ingressos e de espaços internos de alimentação e outros serviços. Há públicos diferenciados atingidos por dia de entrada: imprensa, celebridades, assinantes, patrocinadores e comunidade. São articuladas diferentes atrações para toda a família, como pista on e off-road, pista de rali, pista de quadriciclos, test-drive de motos e carros, curso de direção segura, exibição de carros clássicos, área de games e simuladores, recreação infantil, estúdio de rádio, SPA. A edição de 2008, relata ele, contou com 44 mil visitantes, 350 jornalistas credenciados, nove montadoras como parceiras e mais de 10 mil test-drives realizados, numa equipe de sete mil pessoas de 60 empresas na organização. Para Gomes, a ação reforça credibilidade e transparência da publicação e permite um duradouro networking, que deixa na memória fortes sensações e associações em conhecimento, exclusividade, prestígio e entretenimento. (ler mais em mundorp.com.br)

por Rodrigo Cogo / São Paulo