segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Relações Públicas sob uma perspectiva filosófica

Esse tema parece ser bem sugestivo. Quando falamos em filosofia, logo nos lembramos daquelas aulas de história, no período do colégio, bastantes monótonas, em que a maioria dos alunos tentava esquecer.

Mas quando falamos em filosofia lembramos dos três filósofos mais citados nos períodos históricos: Sócrates, Platão e Aristóteles. De maneira geral, esses três filósofos influenciaram diretamente diversas áreas do conhecimento: política, lógica, moral, ética, poética, física, pedagogia, didática, entre diversas outras.

Parece que foi ontem que, na 5ª série, na aula de redação, a professora pediu para que eu ficasse de pé e lesse o texto para a classe. Mal conseguia ler, gaguejava mais do que Machado de Assis...

O que esses filósofos têm a ver com Relações Públicas? Eles tinham um ponto em comum, todos valorizavam a inteligência humana.

Tudo bem, depois da revolução industrial tudo mudou, de médico e louco, todo mundo tem um pouco. Esse ditado se transformara em “verdade absoluta” depois que a máquina passou a fazer parte de nossas vidas. A industrialização, o poder que esse novo sistema começou a exercer nas grandes cidades transformava a população em máquina, como dizia Charles Chaplin: “Tempos Modernos...”.

Sim, mas o que tem a ver esses filósofos com Relações Públicas? Ah, já ia esquecendo, absolutamente tudo. Isso, absolutamente tudo. Bem, tempos modernos realmente vivemos agora. Essa chamada nova economia, a responsabilidade social, a responsabilidade ambiental, os direitos do consumidor, a lei Maria da Penha, tudo isso abriu caminho para que todos passassem a valorizar o que aqueles três filósofos já praticavam antes de Cristo. A valorização do humano. E o que é que as Relações Públicas propõe? “Toda profissão tem um propósito moral. A Medicina tem a saúde. O Direito tem a justiça. Relações Públicas tem a harmonia – harmonia social”. (Seib e Fitzpatrick, Public Relations, 1995)

É promover a interação, é aproximar os grupos através dessas ferramentas que a tecnologia nos ofertou. Internet, jornal, rádio, tv. É fazer uso consciente dos recursos ambientais, financeiros, humanos que temos para desenvolvermos as potencialidades das organizações sociais, não governamentais, empresariais. É dar a possibilidade de criarmos a harmonia social, enfim...Relações Públicas.
por Danilo Marinho

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Trocando seis por meia dúzia (gerenciamento de crises)

Seu João - Fimino, pega a carta de Severino José, pois ele vai para nosso cliente e precisa estar lá amanhã sem falta, às 08:00.
Firmino - Certo seu João vou pegar...
Firmino - Joaquim, cadê a carta de Severino José?
Joaquim - Está aqui Firmino...
Firmino - Está carta está vencida!!!
Joaquim - Como assim Firmino??
Firmino - Veja a data, é do ano passado.
Firmino - Seu João, a carta do Severino José está vencida.
Seu João - É impossível, ele estava em outro cliente que também solicitou a mesma carta.
Firmino - Caramba Joaquim, falei com seu João sobre a carta vencida do Severino José e ele disse que seria impossível, pois ele estava em outro cliente até semana passada. E agora, fiquei mal com seu João, o que ele vai pensar de mim?
Joaquim - Acho que seu João se enganou, quem estava no cliente era o José Severino, pois ele já esteve lá no mês passado, e o Severino José, não.
Firmino - Será que seu João trocou o nome?
Joaquim - Acho que sim Firmino, vou verificar...
Joaquim - Olha aqui Firmino, ele realmente trocou o nome de nosso colaborador...
Firmino - Putz Joaquim, eu já estava com peso na consciência, pensando que tinha dito besteira, ufa!


por Danilo Marinho

sábado, 20 de dezembro de 2008

Relações Públicas na "onda" da Comunicação Empresarial

No início da década de 1990, a evolução tecnológica foi um dos fatores determinantes para o que posteriormente chamaríamos de globalização. Algumas características desse movimento como velocidade de informação, dinamismo dos processos operacionais, planejamento, impuseram ao empresariado novas demandas para garantir a sustentabilidade da organização. Mas, para isso seria necessário implantar políticas que suprissem essa necessidade.

Em função disso, grandes corporações tiveram que acompanhar as mudanças desse cenário. Atualmente, a busca por profissionais que tenham visão empresarial prática apresentam-se como a tônica nas reuniões, debates, seminários e, também, mote para discussão entre professores, alunos e profissionais da área.

Inserida nesse contexto mercadológico, a comunicação ganhou força, tendo em vista sua relevância administrativa, através de seus meios, veículos e instrumentos. Vale salientar que todos receberam influência direta das três eras históricas, chamadas por Alvin Toffler de primeira onda, segunda onda e terceira onda. Estes períodos marcaram significativamente a história da comunicação.

A primeira onda foi marcada pelo predomínio da agricultura, a subsistência das cidade vinha, em geral, do trabalho agrícola, ou seja, a fazenda e os feudos eram considerados as unidade geradoras de empregos. A segunda onda, ou sociedade industrial foi marcada pela revolução industrial, caracterizados principalmente pela invenção da prensa. Por fim a terceira onda, ou sociedade da informação, caracterizados pelos avanços tecnológicos, robótica, que se sustentam-se até hoje.

As ciências da computação talvez sejam as que mais contribuem para a sustentabilidade da terceira onda. O universo virtual faz parte do mundo contemporâneo e, como não poderia deixar de ser, influencia a comunicação, criando novas possibilidades como o e-mail, as salas de bate papo, a intranet, o telefone celular, a internet sem fio, o gps... Estes elementos vislumbram para um cenário de meios de comunicação alternativos, antes nunca imaginados para democratização da informação.

É de fundamental importância que as organizações entendam que planejamento estratégico de comunicação é um componente essencial para seu próprio desenvolvimento. A interação, os processos de troca, de relacionamento entre as organizações e seus públicos, são o que podemos chamar de Comunicação Empresarial.

Tal planejamento define seus rumos, define seu papel, "marca seu território" no mercado. Para isso, implantar ações que agreguem os interesses comuns das empresas e seus públicos não é tarefa das mais fáceis. Então, executar o processo total da comunicação institucional da organização como recurso estratégico de interação com diferentes públicos é nosso papel, por isso temos muito trabalho a fazer. Mãos à obra.


por Danilo Marinho

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Qual a importância da Comunicação?

Ao passear pelo site Observatório da Imprensa me deparei com o texto de Carlos Castilho que dizia o seguinte:

"Depois de fazer um pente fino nos cursos de medicina e direito, o Ministério da Educação vai colocar sob a lupa os cursos de comunicação e jornalismo de todo o país, numa operação que seguramente vai provocar muita polêmica... Embora o ministério ainda não tenha dito claramente o que quer e como vai implementar as mudanças, é voz corrente que o ministro Fernando Hadadd deseja transformar o curso de comunicação numa espécie de complemento da graduação. Os médicos, engenheiros, e advogados, por exemplo, poderiam ter um diploma de comunicação cursando apenas mais dois anos..."

É certo que toda essa especulação causará e já está causando muita polêmica. Uma delas é que essa mudança baixará os níveis de qualidade na formação dos comunicadores. Em contra partida o ministério sugere que, ao invés de o curso ter quatro anos de duração, passará a ter seis anos.

Em tese "isso significa maiores exigências para a qualificação, mas essa suposta melhoria depende do que for ensinado nos dois anos de especialização." Completa Castilho.

Chego a conclusão de que querem, mais uma vez, adotar a polítca de importação, visto que esse plano é aceito nas universidades americanas, onde o curso de jornalismo é uma especialização e não uma graduação completa, de quatro anos. Claro, não podemos tirar o mérito de que o governo está tentando melhorar a qualidade no ensino superior, mas colocar em cheque um curso de graduação apenas porque mais um rostinho bonito daqueles reality shows está apresentando um programa de TV, um telejornal ou um programa de rádio.

Proponho que façam as coisas mais simples. Fiscalizem mais, avaliem e reavaliem a qualidade do ensino superior em nosso país, afinal a comunicação exerce um papel vital para sobrevivência de qualquer organismo social.

por Danilo Marinho

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Comunicação de Massa = Comunicação Dirigida, hein?!

Você já teve aquela sensação, ouvindo sua música preferida no rádio, lendo uma reportagem no jornal, vendo seu programa preferido na TV, de que as mensagens eram ditas para você? Parece que aquele programa de tv, reportagem do jornal e a música no rádio são enviados diretamente para cada indivíduo que, com ou sem contigüidade física, é atingido por elas de uma forma avassaladora a ponto de mudar sua postura diante dos fatos.

Esse fenômeno, atribuido à comunicação de massa, é um dos fenômenos mais bem planejados em termos de comunicação. Hitler e Mussolini conheciam bem o poder homogeneizador da comunicação de massa, utilizando o rádio e o cinema para espalhar suas ideologias e mobilizar a grande massa. Mas, falar em comunicação de massa nos remete, inevitavelmente, em falar sobre cultura de massa ou indústria cultural, resultado dos acordos entre os grandes veículos de comunicação e mercado.

Atualmente os detentores dos grandes veículos de comunicação de massa têm uma visão pessimista da sociedade. Baseiam a programação dos veículos de acordo com o nível de escolaridade da população. O produto e/ou serviço oferecidos em suas grades, na maioria, não dão à sociedade possibilidade de escolher uma programação adequada.

Na 2ª Guerra Mundial, Adorno e Horkheimer já previram esse mau uso dos meios de comunicação de massa e, talvez por isso, tenham sido perseguidos por Hitler. Sabe-se lá. O que caracteriza a cultura de massa, ou indústria cultural, grosso modo, são as manifestações culturais, as expressões, tradição, crenças de um povo. E quando essas expressões, tradições e crenças são fruto de um planejamento político-social a fim de atingir um determinado objetivo, a fim de manipular uma população...agora entendi porque os teóricos alemães (judeus) foram perseguidos por Hitler.

A Era de Ouro do rádio, a partir de 1920 e a expansão da televisão no início da década de 1950, transformaram completamente a sociedade. Nesse período, olhos e ouvidos da população viviam grudados nessas novidades, a procura de qualquer coisa que lhe dessa a sensação de intimidade que os veículos de comunicação proporcionavam.

Veio o século XXI, a globalização, teoricamente, essa sensação deveria estar extinta, né? Mas as coisas mudaram para permanecerem as mesmas. Percebemos mais claramente esses eventos nos interiores dos grandes centros urbanos, aonde nao chegaram todos esses fenômenos. Se fizermos um passeio pelas áreas mais distantes dos grandes núcleos urbanos, encontraremos senhores e senhoras que conversam com seus aparelhos de tv e rádio, ouvindo suas novelas e programações preferidas.

Por que será que ninguém consegue resistir àquele brega "rasgado" tocado no boteco lá da esquina, apesar de detestarmos esse tipo de música, por que será que não conseguimos resistir a esses reality shows, quando sabemos que são mera programação barata, fútil e sem conteúdo. Já sei! É porque do outro lado está nossa própria imagem e semelhança.

Agora, se isolarmos esses eventos e pegarmos cada momento em que o senhor ou a senhora, ao ouvir seu rádio, ou ver sua TV, tem a certeza de que os aparelhos estão falando com vocês e para vocês, isso seria comunicação dirigida? Quantas vezes nos pegamos ouvindo uma música que relata fielmente um fato de nossas vidas, ou uma reportagem que nos lembre um acontecimento, eles estão falando realmente conosco? Isso é comunicação dirigida.

Comunicação de Massa = Comunicação Dirigida (Cm = Cd). hein?!



por Danilo Marinho

domingo, 14 de dezembro de 2008

Relações Públicas é uma atividade artística.

Sempre fui fascinado pela complexidade das relações interpessoais, nunca conseguia entender porque, às vezes, ou constantemente aconteciam brigas entre irmãos, familiares, amigos, casais, e até nossos pais. Isso sempre me causava bastante reflexão e diversos momentos de introspecção. Pois é, as relações entre organizações e seus públicos nada mais são que as relações entre indivíduos, entre duas ou mais pessoas e, como toda relação interpessoal, está suscetível a essas crises. Afinal, por detrás de todo aquele complexo organizacional existe gente, existe a gente.

Se analisarmos mais atentamente, perceberemos que é preciso ser muito sensível para "gerenciar" tais relações quando vivemos num mundo pós-moderno, globalizado, em plena fase de transição, acompanhado dessa crise mundial e dessa onda de violência que assola nosso planeta. Em muitos dos casos, essas relações se transformaram em relações descartáveis, em relações puramente de negócios, o ser humano perdeu, ou estava perdendo sua importância. No entanto, todos esses eventos abriram precedente para que a sociedade voltasse seus olhos a esses fatos, gerando na população uma sensação de ponderação, conscientizando-a das consequências dos seus atos. Ufa! até que enfim...

Sensibilidade, substantivo que estava fazendo falta no mundo e que a sociedade precisava entender para melhorar suas condições de vida. Ou seja, ter a faculdade ou capacidade de sentir tornou-se um elemento essencial para a sobrevivência. Qualidade essa que é uma das principais características de umas das mais promissoras profissões: As Relações Públicas.

Talvez seja engraçado e até estranho fazer esse comentário, mas o que são relações públicas afinal? Essa atividade em plena expansão se mostra cada vez mais dinâmica e versátil por diveros motivos. Por atuar na esfera política, social, econômica, mercadológica, turística, ambiental e até artística. Isso mesmo, artística.

Esse profissional na condição de mediador, administrador, gestor de relacionamentos, ou qualquer outro nome que se queira dar, está apto, legalmente, a atuar em todas essas áreas, é capaz de lançar luz sobre a problemática que advem de sua complexidade: A comunicação.

Imaginemos agora o processo de constução de uma obra de arte. Por exemplo, um artista tem aqueles momentos de "brainstorm"até chegar a uma figura concreta, ainda que em seu imaginário, até se materializar e se transformar em uma pintura, uma música, uma escultura, um livro.

E qual o primeiro passo para a construção dessa obra? A matéria prima. Para o escultor, o barro; para o pintor, a tinta; para o escritor, o verbo; para o músico, o som; para as relações públicas, o público, o indivíduo. Um complexo organismo que, analisado sob todos aqueles aspectos sociais, políticos, econômicos, culturais, mercadológicos, pode se transformar no mais importante aliado para as organizações em um mundo globalizado e cada vez mais competitivo.

Por isso considero relações públicas uma atividade artística, por ter a capacidade de analisar cada indivíduo, respeitando suas particularidades,transformando sua conduta, percebendo suas necessidades. Ou seja, mudar a realidade de um contexto social, político, econômico, cutural, através de sua matéria prima, o público. Isso a torna uma atividade multidisciplinar.

Se se relacionar é um sistema muito complexo, "gerenciar" os relacionamentos requer muito mais atenção, muito mais sensibilidade. Como todo artista é dotado naturalmente de sensibilidade, o profissional de relações públicas é um artista nato.


por Danilo Marinho