sábado, 28 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Reputação tem efeito financeiro e psicológico nas pessoas


A dificuldade de comunicar estrategicamente, o papel da comunicação no desenvolvimento e execução da estratégia, a importância da reputação, o uso de análise de riscos para prever crises, as mídias sociais afetando a reputação. Estes foram os pontos básicos do treinamento desenvolvido pelo consultor norte-americano Paul Argenti, na primeira edição do ano do Programa ABERJE de Cursos Avançados Internacionais. O curso foi desenvolvido no Paulista Plaza no dia 11 de fevereiro de 2009, em São Paulo/SP, para uma platéia de profissionais de cinco estados diferentes.

Professor de Comunicação Corporativa na The Tuck School of Business desde 1981, ele inicia equalizando os conceitos. Afinal, a comunicação empresarial é entendida tanto como um departamento com várias funções e fonte de produtos comunicativos, quanto como um processo de mensagens-chave uma atitude de hábitos mentais. Segundo ele, a comunicação é estratégica quando é consistente com as hierarquias de postulados corporativos (missão, visão, valores) e apta a colaborar com o posicionamento e a competitividade. A comunicação é um processo lógico, com uma estrutura de funcionamento que precisa estar conectada à estratégia geral do negócio. Entre os motivos de comunicar estrategicamente estão as crises externas, as crises internas, os imperativos regulatórios, a complexidade organizacional, as múltiplas expectativas dos públicos. “A comunicação tem que ser sempre vista da perspectiva da audiência, de quem são os stakeholders”, enfatiza.

Numa relação entre envolvimento de audiência e controle de conteúdos, existe uma ação gradativa: contar, comprar, prestar consultoria e unir-se. Em todos os passos, deve haver uma escolha apropriada de canais, o que é difícil pela atual pulverização de meios. Mas é bom perceber: os canais antigos falam, os novos ouvem e conversam. “As mídias sociais estão mudando como a informação é consumida”, analisa, acrescentando que “o boca-a-boca tem importância crítica e os mecanismos de busca são mais relevantes do que nunca”. A complexidade dos públicos, que se transformam e criam necessidades mais exigentes, torna as estratégias de aproximação mais difíceis. A limitação na credibilidade das corporações e gestores os força a agir estrategicamente em comunicação, entendendo-a como um processo interativo de longo prazo.

ESTUDOS - Pesquisa da Yankelovich, CNN/USA Today e Gallup Poll aponta que a percepção positiva do público sobre a responsabilidade empresarial é de apenas 20% em 2007, contra 70% em 1968. A Gallup Poll, em junho de 2008, indicou a confiança limitada nos grandes negócios, na ordem de 7%, tendo abaixo somente o Congresso Nacional e as organizações de saúde. Nesta lista, os militares e os pequenos negócios estão no topo de confiança com índices de 45% e 28%. Não é diferente o resultado do estudo “The Business of Trust”, realizado no World Economic Forum Voice of the People Forum pela Accenture, onde figuram nos primeiros lugares as Forças Armadas (43%), as organizações não-governamentais (27%) e o sistema educacional (26%), ficando as companhias multinacionais com grau negativo de 9% e as grandes empresas nacionais com percentual negativo de 10%.

Para tratar da relevância da reputação no contexto atual, ele relembrou casos de abalo de credibilidade em situações de crise da Union Carbide, Exxon Mobil, Parmalat, Enron e Arthur Andersen. A forma de condução dos processos comunicativos, basicamente sua transparência, é quesito fundamental no tema. Mas há problemas gerenciais básicos que ocasionam questionamentos, como a absurda desproporção do valor do salário de CEO’s em relação aos demais trabalhadores – em geral, ganham 50 vezes mais, segundo o Economic Policy Institute. A Associated Press divulgou em 2006 que um CEO ganhava em uma hora 30 vezes o que uma família média recebia em um ano. Na opinião de executivos, entre as causas principais de problemas de reputação, de acordo com o Safeguarding Reputation em 2007, estão as irregularidades financeiras (72%), o comportamento anti-ético (68%), as violações ambientais (60%) e o recall de produtos (60%). Argenti não esconde que, para executivos sêniors nos Estados Unidos, a comunicação não é vista como uma boa função, como ponto de geração de valor, de lucro. Como explicação, ele refere que normalmente o pessoal de comunicação não têm background de business.

Com a experiência de ter sido professor da Harvard Business School e da Columbia Business School, afora ter atuado na Universidade Internacional do Japão, na Escola de Economia de Helsinque, na Erasmus University nos Países Baixos, na London Business School e na Universidade de Gestão da Singapura, e para posicionar todos os presentes no mesmo entendimento, ele conceituou cada termo. Identidade, na opinião do especialista, é o conjunto de auto-representações da organização, como nome, marca, símbolo, comunicação. Já imagem é a percepção destas exposições por públicos estratégicos. A reputação, por sua vez, é a soma das percepções de todos os públicos ao longo do tempo. Empresas bem lembradas geralmente comandam os preços, obtêm grande lealdade interna e externa, têm maior valor de mercado, garantem investidores, porque “têm efeito direto, financeiro e psicológico, sobre as pessoas”. A Business Week e a Interbrand produzem uma pesquisa anual que tangibiliza a força da comunicação estratégica e da reputação, indicando a Coca-Cola, Microsoft, IBM, GE e Nokia nas primeiras posições. (ler mais, acesse: mundorp)




por Rodrigo Cogo / São Paulo

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Inovar para responder à crise

Temos vindo a ser bombardeados diariamente com notícias consecutivas sobre a crise económica mundial e nacional. Já todos sabemos que estamos em recessão, que a taxa de desemprego aumenta de dia para dia e que ganhar um euro hoje é sem dúvida mais difícil do que era ontem. Este é de facto um tempo de sofrimento, onde muitos apenas querem sobreviver. Mas é esta (falta de) atitude que os levará à morte. Tal como é usual dizer-se na gíria futebolística "quem joga para o empate, arrisca-se a perder", no mundo dos negócios quem apenas pretende sobreviver, arrisca-se a desaparecer.

Os marketeers vivem hoje aterrorizados pela crise económica e pelos efeitos que esta conjuntura provoca ao nível dos recursos humanos nas empresas. Por terem medo de serem despedidos, evitam apostar em formatos e abordagens diferentes, continuando a preferir os modelos convencionais, mesmo que estes proporcionem resultados cada vez menos palpáveis.

O risco é uma daquelas palavras que assusta todos os marketeers, pois não existe nenhuma fórmula no seu Excel que dê resposta a este factor que transporta muita incerteza e imprevisibilidade.

No campo da Comunicação, os tempos actuais são ideiais para analisar e questionar os instrumentos que tem utilizado até aqui. Será que têm sido eficazes? As mensagens veiculadas chegam efectivamente ao seu target? Têm contribuido para o aumento das suas vendas? Com a resposta a estas questões constará certamente que está na altura de alterar a sua estratégia e apostar na inovação. Isto não significa que irá gastar mais dinheiro. Antes pelo contrário, muito provavelmente irá gastar menos.

A chave do sucesso está em não copiar algo já experimentado pelos outros e utilizar mensagens verdadeiras. A criatividade é uma perda basilar de toda comunicaçção que tende a ser menos instrutiva e mais participativa. Os clientes estão fartos de serem incomodados pelas marcas com suas abordagens que são na maioria das vezes SPAM.

As Relações Públicas têm aqui um papel determinante no sentido de conseguirem impactar os seus clientes de forma indirecta e criativa através dos meios de comunicação social. Por outro lado, prestam um forte contributo na construção de relacionamentos fortes e profícuos entre as empresas e os públicos com os quais tem contacto ou possam vir a a ter. Estes são determinantes para o cumprimento ou não da missão das organizações.

O êxito das Relações Públicas consiste em fazer consegiur coincidir o interesse público com o privado, ou seja, alcançar o equilíbrio entre o que ambas as partes valorizam. Este é um desafio de elevada dificuldade e requer uma correcta análise dos objectivos da empresa e uma interpretação clara do que a opimião pública ou clientes prentendem. Se for executado com criatividade, irreverência, originalidade e de forma integrada, irá certamente merecer a confiança dos seus clientes por longos anos.

Os blogs como o meu e o do Danilo têm uma papel fundamental, pois geram diálogo e permitem uma troca de ideias positiva que fazem crescer este sector e melhorar a percepção que as pessoas têm sobre RP. Reforço que esta iniciativa e empenho de todos vocês aí são muito importantes. Espero que esta iniciativa que junta Portugal e Brasil seja a primeira de muitas.

Um grande abraço a todos e obrigado pelo convite!

Votos de muito sucesso para o Clube do RP de Pernambuco!

Até breve!

por Renato Póvoas / Portugal

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

TCC - Um caso prático da complexidade empresarial (parte III)

Com toda a competitividade que encontramos no mercado dos negócios, somente as empresas com os melhores diferenciais conseguirão se destacar. Sem dúvida a comunicação é um desses diferenciais e um dos fatos que propicia o crescimento de uma organização; ferramenta muito importante e necessária para o sucesso junto aos clientes sejam eles internos ou externos.

A empresa em que estamos desenvolvendo nosso projeto experimental enfrenta um grande problema de comunicação, principalmente no que classificamos como comunicação interna. Por ser uma empresa familiar, possui as características de centralização do poder, postura autoritária por parte da direção da empresa e falta de planejamento a médio e longo prazo. Todas essas características influenciam diretamente no desempenho dos seus funcionários.

Estes não participam da gestão com suas idéias e experiências de vida, muitas vezes nem chegam a tomar conhecimento, no tempo certo, das decisões tomadas pelos diretores. Prova disso é que a maioria dos colaboradores desconhece os objetivos da empresa. Um grave problema que prejudica o bom andamento dos negócios, pois a organização deve gerar o comprometimento dos colaboradores com as metas a serem alcançadas.

A empresa possui ainda uma falha na comunicação entre os próprios diretores da empresa, seus discursos e posturas divergem sobre diversos assuntos relacionados à gestão. Com a falta de um discurso unificado, não se sabe ao certo a quem seguir e que atitudes tomarem diante das ordens dadas.

A postura autoritária vem a contribuir em muito com a alta rotatividade de funcionários, que não possuem um treinamento adequado e recebem muitas cobranças por resultados quase que imediatos. A empresa não motiva os seus colaboradores para que eles possam produzir mais e melhor. Infelizmente seus gestores ainda não despertaram para a grande importância da definição de sua Missão, Visão e Valores que norteariam uma gestão estratégica em busca dos seus objetivos.

Somente uma comunicação bem estruturada por um Plano de Relações Públicas poderá amenizar essas características negativas de empresa familiar e desenvolver a comunicação estratégica para sanar os problemas encontrados na empresa e ajudá-la a se destacar entre tantas outras empresas concorrentes.



por Thayse Amorim - João Pessoa/PB

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Relações Públicas numa paixão nacional

Aquele grito contagiante da torcida parece nos ensurdecer a cada drible, a cada jogada bem planejada. A indústria do entretenimento investe pesado quando se fala em vender suas marcas, ou agregar sua imagem aos eventos que mobilizam toda uma população.

Fora das quadras, ginásios, gramados os profissionais de áreas distintas se articulam para defender suas bandeiras com as mais diversas armas. Uma verdadeira guerra fria. Basta visualizarmos aquelas plaquetas que ficam nas laterais dos gramados e das quadras, ou estampando os uniformes dos times com as marcas das empresas que veiculam, apóiam, ou patrocinam os eventos.

Outro fato curioso é associar a imagem de um atleta bem sucedido a produtos que tem boa projeção no mercado, claro visando vender mais e mais. Sejam produtos masculinos, femininos, unissex e mais uma variedade de outros produtos. Mas isso não é novidade, desde o que entendo por publicidade e propaganda que associar a imagem de um atleta famoso a um produto ou serviço de determinada organização é motivo para as estratégias de marketing se expandirem e marcarem seus territórios.

No entanto, o que vemos dentro das quatro linhas dos gramados, das quadras, ou até mesmo dentro de quatro paredes, são os atletas se envolvendo em confusões e conflitos com seus clubes...amados??

O impacto desses acontecimentos, certamente é muito maior do que podemos imaginar, ainda mais com esse momento em que vivemos. A crise.

Quem se lembra de Ronaldinnho enchendo uma garrafa com um determinado líquido? Ou Adriano “bombando” em uma festa, acompanhado de belas garotas? Ou o Cristiano Ronaldo, em sua Ferrari, batida em um túnel da cidade. O que estariam pensando os diretores das marcas que esses jogadores defendiam, ou defenderam?

Imagine um jogo de futebol, paixão nacional, final do campeonato brasileiro. Aos 45 do segundo tempo, aquele zagueiro bruto pára a jogada quebrando o joelho do jogador adversário. O que os RP podem fazer? Aquele zagueiro representa uma organização, defende uma cultura. Se ele defende seus interesses com unhas e dentes, sem pensar nas conseqüências, é certo afirmar então que aquela organização encara o mercado de forma desleal, agredindo os seus concorrentes?

Se as relações públicas têm sua função filosófica, acredito que esse seja um bom caso para estudarmos sob a ótica freudiana. Então filosofemos.


por Danilo Marinho

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Rumo à nova ordem comunicacional

Na edição 69 da revista comunicação empresarial da aberje de 2008, Luiz Gaulia faz uma análise do novo cenário surgido em função dessas novas demandas organizacionais. Na ocasião ele levantou uma questão bastante pertinente: Jornalista, publicitário ou RP. Qual desses profissionais é mais qualificado para gerir a comunicação dentro das organizações?

Nem jornalista, nem publicitário, ou relações públicas e, ao mesmo, tempo todos eles. Os novos renascentistas. Psicólogos, administradores, publicitários, relações públicas e jornalistas. Esse termo, adotado por Luiz Gaulia, parece ser muito adequado se levarmos em consideração que as relações na esfera organizacional deixaram de ser relações puramente de negócios. Isso já sinaliza uma evolução na conjuntura mercadológica. Por isso, o comunicador empresarial deve estar munido da maioria das ferramentas que a tecnologia oferece.

No entanto, o que as relações públicas propõem em sua essência? "...Relações públicas, a harmonia. A harmonia social”. (Seib e Fitzpatrick. Ethos – 1995).

A própria história das relações públicas revela seu princípio ético. Seu surgimento se deu ao fato de, na época, existirem conflitos entre as relações organização/públicos. Ivy Lee, “pai” das relações públicas, no início do século, tentou encontrar uma perspectiva conciliatória entre os interesses desses dois personagens.

O que mudou até agora? Os mesmos conflitos ainda existem, apesar de aparecerem também iniciativas que visam minimizar esses impasses. As novas demandas sociais impuseram aos poderes públicos e privados, mudanças em suas culturas, mercadológicas, econômicas, financeiras, administrativas. É nesse contexto que entra o profissional de comunicação. Profissional mestiço!!

Os discursos em torno desse profissional têm se tornado mote para debate entre empresários, estudantes e profissionais de outras áreas que interferem no processo de desenvolvimento.

Em sua em sua excelência, o comunicador empresarial, é o resultado híbrido de uma fusão inevitável das diversas áreas do conhecimento como marketing jornalismo, publicidade, psicologia, administração, antropologia, relações públicas e sociologia. Como o próprio Luiz Gaulia os nomeou: Os Novos Renascentistas.


por Danilo Marinho

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Cultura da gestão de crises é mandatória


Uma crise pode afetar ou destruir a reputação, a imagem, o clima organizacional, a confiança de seus clientes e a credibilidade de uma empresa ou instituição, pública ou privada, por vários anos. Pode também afetar seus resultados econômicos e financeiros, assim como trazer prejuízos profissionais a seus funcionários. Esta perspectiva deu a partida para a programação de cursos da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial/ABERJE na temporada 2009, com o curso “Gerenciamento e Comunicação de Crises Corporativas: A Teoria na Prática”. O tema foi tratado pelo consultor Eduardo Prestes no dia 5 de fevereiro de 2009 no auditório da entidade em São Paulo/SP para uma platéia de mais de 30 profissionais vindos de seis estados diferentes.

Crise é uma mudança súbita, decisiva, em geral desfavorável, com agravamento de uma situação. Em geral, leva a uma ruptura de uma situação de equilíbrio. Crise é um permanente duelo de credibilidade, de pessoas ou grupos com opiniões antagônicas sobre acontecimentos, podendo ser repentinos ou evolutivos. É uma área em estudo há mais de 25 anos nos Estados Unidos.

Engenheiro pela FEI/USP, Prestes alerta: “crise não é fato, é o desdobramento do fato”. Como fatores de influência, aponta o alcance territorial da corporação envolvida, a globalização, a ação invasiva da tecnologia na rotina empresarial e a proliferação dos meios de comunicação de massa. As crises abalam tanto os ativos tangíveis quanto intangíveis do patrimônio da organização, e muitas vezes com efeitos duradouros. A questão da interligação mundial via economias e telecomunicações potencializa a relevância do tema, porque as extensões dos conflitos tendem a ser amplas. “Por isso, o gerenciamento e comunicação de crise e de risco assume importância estratégica na vida das empresas e dos profissionais. Precisa estar incorporado à filosofia”, postula ele.

A crise global em andamento leva a uma crise individualizada nas empresas, chegando à crise pessoal de cada um dos 60 milhões de desempregados no mundo. É um processo evolutivo, que cresce em função de contextos. O mau gerenciamento de crise, sem as ferramentas adequadas, segundo o consultor, leva ao aprofundamento do problema ou à geração de outros. Uma estrutura formalizada no tema, com equipe treinada, é o caminho ideal. Somente sistemas formais de gerenciamento conseguem dar suporte às organizações para reduzir possibilidades de crises ou extensão dos danos, padronizando atitudes para enfrentar uma diversidade de percepções e monitorar o abalo à confiança. E complementa: “o sistema de gestão pereniza a empresa, a partir do desenvolvimento da cultura corporativa, dentro da atividade econômica.

Mas a cultura da gestão de crises hoje é mandatória”. Prestes é Mestre em Comunicação e Marketing pela Faculdade de Comunicação Cásper Líbero e especializado em Marketing Industrial pela Fundação Getúlio Vargas/SP e em Comunicação Corporativa e Marketing pela Universidade da Flórida.Uma gestão de crise é composta por cinco elementos, que devem ser tratados simultaneamente:

1) gerenciamento de contingências (situações cotidianas chamadas distúrbios operacionais), 2) gerenciamento da crise (cuidado com os desdobramentos dos fatos), 3) comunicação durante a crise (contato articulado com os stakeholders atingidos e interessados, de maneira imediata para não potencializar boatos ou fontes não-oficiais, 4) “issues management” (gerenciamento de riscos e oportunidades), 5) comunicação de risco (notificação clara sobre potencialidade de problemas), e 6) continuidade do negócio. A preparação para a crise permite estar num nível de organização de dados e informações e num nível de energia para superação dos impasses, podendo gerar grandes oportunidades logo depois.

É indicado proceder um mapeamento e uma análise das partes interessadas, que possam se tornar aliadas ou detratoras, ou mesmo serem futuros parceiros para readequação de produtos e processos e até da forma de condução dos negócios. “Teoricamente, todas as crises podem ser evitadas. Ou se não, devem ser contidas e mitigadas”, alerta, acrescentando contudo que grande parte do processo decorre da rapidez de reação e de combate de sintomas, reais ou não ­ aliás, ele sugere no máximo quatro horas para as primeiras ações.

Além disso, é preciso sempre tratar o caso de um ponto-de-vista de humanização, não de cifras materiais ou econômicas.VITIMIZAÇÃO - Toda crise gera vítima, física, moral ou emocional, e dependendo do tratamento do assunto, também gera o fenômeno da “vitimização”, com a indignação das pessoas envolvidas repercutindo o problema de maneira intensa e ganhando adesões. Há ainda um agravamento quando os envolvidos são formadores de opinião.

O professor sugere que seja feito um “de-briefing” em todas as situações vividas pela empresa em seus sistemas internos de comunicação (SAC, documentos, encaminhamentos) e em fontes externas (gravações de TV e rádio, publicações em jornais e internet) para mapear os passos tomados e permitir uma análise e novo planejamento para casos futuros. Afora questões negativas duradouras, que podem ser evitadas com esta técnica de disciplinamento, até porque há uma vigilância forte da opinião pública sobre questões empresariais, como a ética, os valores sociais e excessivo foco em quantificações financeiras. “Há um comportamento esperado junto a públicos interno e externo, e planos de gerenciamento demonstram responsabilidade social, porque garantem empregos, impostos, abastecimento”, opina.

Atualmente Prestes é diretor executivo da CMS Consulting ­ Crisis Management Solutions - empresa pioneira no Brasil, especializada em gerenciamento e comunicação de crises e de risco, com expertise na área Química, Petroquímica, Agroquímica, Farmacêutica e Alimentos -, o que permitiu o repasse de inúmeros casos reais para melhor aproveitamento da platéia. Para ele, gerenciar crises significa enfrentar ameaças corporativas, reconhecer seu potencial para se tornar uma crise e trabalhar para evitá-las ou mitigá-las de forma rápida e eficaz.

Com isto, busca-se responder de forma sistemática a acontecimentos inesperados que têm o potencial de ameaçar as pessoas, os patrimônios tangível e intangível e a continuidade operacional das empresas.Nas bases do gerenciamento de crises, há uma equipe de executivos, técnicos e funcionários do jurídico, RH, operações, segurança e comunicação, selecionados e treinados para reconhecer, analisar e avaliar as ameaças, desenvolver e implementar respostas ou soluções alternativas (negociação) , comunicar as informações e decisões às partes envolvidas, coordenando a volta às operações normais, uma vez controlada ou encerrada a ameaça ou crise. Este grupo vai redigindo um “timeline” das ações para ordenar com critério as etapas e contatos. O consultor resume: “em síntese, é uma resposta formal a qualquer acontecimento que ameace a estabilidade financeira, econômica, operacional, e o futuro de uma organização”.

Destaca que, acima de qualquer análise de cenários e impactos e de estratégias comunicacionais, entre as regras para administrar bem a crise está não mentir e respeitar a verdade. Informar objetivamente, ser rigoroso na verificação dos fatos e ser ágil está na lista de atribuições. Entre os trabalhos que envolvem o gerenciamento de crises corporativas estão auditórios pré e pós-crise, levantamento de vulnerabilidades, desenvolvimento de plano detalhado, formação e treinamento de time, organização, preparação e manutenção de sala especial e guia dos primeiros instantes. Na seqüência, há preparação de porta-vozes, “media-training” e preparação de argumentos.A teoria da área identifica alguns pecados capitais na comunicação de incidentes: esperar para ver, tentar desqualificar o problema, dizer que está tudo sob controle ou que domina o conhecimento integral na questão, solicitar confiança, desacreditar publicamente os críticos. É preciso sempre fazer a diferença entre o perigo (intrínseco) e o risco (probabilidade).

O instrutor também apresentou o “gerenciamento amador de crises” em todas as suas etapas, buscando aprendizagem pelos erros cometidos. Participaram representantes de empresas como Cimento Liz, Rede Gazeta, Bebidas Ipiranga, TRW, Kimberly-Clark, Construtora Andrade Gutierrez, Indústrias Nucleares do Brasil, MMX, Odebrecht e ainda órgãos públicos como a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado do Paraná e as Prefeituras do Rio de Janeiro e de Itapetininga.AGENDA ­ A programação do início do ano apresenta várias opções de qualificação na sede da entidade em São Paulo/SP (Av. Angélica, 1757 ­ 12. andar).

A próxima oportunidade é “Publicações Empresariais Estratégicas” no dia 10 de fevereiro, com o jornalista Luiz Chinan. Já no dia 11, inicia a versão 2009 do Programa Cursos Internacionais Avançados da ABERJE, com o tema “A Gestão da Reputação e da Comunicação Estratégica” ministrado pelo consultor norte-americano Paul Argenti. Dias 12 e 13, é a vez de “Análise de Retorno dos Investimentos em Comunicação”, com os professores e consultores Mitsuru Higuchi Yanaze e Ubaldo Crepaldi. Em março, já estão programados os treinamentos de “Melhores Práticas em Comunicação da Estratégia - A Comunicação como Apoio à Implementação do BSC” no dia 13, “Endomarketing: Prioridades empresariais através do estratégico alinhamento interno” com Saul Bekin no dia 17 e “Relatórios de Sustentabilidade GRI” com os consultores Carmen Weingrill e James Heffernan nos dias 19 e 20.

E ainda no dia 20, acontece o curso “Branding: Comunicação e Valor de Marcas Corporativas” com o arquiteto, consultor e professor Ricardo Rodrigues. Já a jornalista Pollyana Ferrari desenvolve o curso “Como construir e gerenciar blogs corporativos” no dia 24. Para a cidade do Rio de Janeiro (Rua São José, 40, 2º andar), está programado o curso “Construção de um Plano de Comunicação Interna” no dia 31 com o consultor Carlos Parente. Ainda no dia 12 de março, acontece o 9. Mix ABERJE de Comunicação Interna e Integrada em SP.Todos os participantes dos cursos vão receber gratuitamente a segunda edição do Dicionário de Mensuração e Pesquisa em Relações Públicas e Comunicação Organizacional, de Don W.Stacks.

Detalhes do conteúdo programático podem ser conferidos no http://www.aberje.com.br/ , e mais dados podem ser obtidos através do e-mail cursos@aberje.com.br ou ainda no telefone 11-3662-3990, com Carolina Soares ou Fernanda Peduto.

COMO ESTAR PREPARADO PARA A CRISE
*Desenvolva um programa de treinamento em gerenciamento de crise; Envolva a direção e os gerentes; Faça um media-training; Faça um brainstorming de vulnerabilidades; Desenvolva um questionário de possíveis dúvidas e respostas; Desenvolva mensagens-chave; Crie um Comitê de Crise e reúna-o para simulações e avaliações.

* Fonte: Curso de Crises Corporativas/ABERJE ­ Eduardo Prestes, fev.2009



RP Rodrigo Cogo ­ Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas

sábado, 7 de fevereiro de 2009

TCC - um caso prático da complexidade empresarial (parte II)

Seguindo com o nosso trabalho, é chegada a hora de entrevistar os diretores da empresa. Mas antes eu preciso esclarecer umas coisas aqui. Eu não mencionei anteriormente que essa é uma empresa familiar, ou seja, seus mais altos cargos já estão ocupados por pessoas que dificilmente sairão de lá. E como tal, é uma empresa centralizadora como nós bem conhecemos o perfil de empresas familiares.

O primeiro foi o Diretor Financeiro. Informações colhidas: este apenas se comunica com o contador da empresa (aquele que também é RH). Com os demais funcionários têm apenas uma relação de “Oi, como vai?”. O diretor financeiro está totalmente alheio ao que se passa dentro da empresa, tanto no que diz respeito aos funcionários como também a tomada de decisões, pois, questionado a respeito de rotinas administrativas, foi ele mesmo que disse que não sabia responder aos questionamentos e que nós deveríamos falar com o irmão dele, o diretor comercial (já já a gente chega nele).

Nossa! É isso mesmo? Diretor financeiro só saber responder sobre finanças? Claro que não! Um diretor tem por obrigação participar de tudo que acontece na organização, ainda mais se essa organização lhe pertence. Mas aos poucos nós fomos entendendo o que acontecia. O DF (diretor financeiro) é o irmão mais novo da família que tem o irmão mais velho na direção comercial. As relações de casa foram levadas à empresa: o irmão mais velho manda mais! Assim é também na empresa, o DC (Diretor comercial) é quem toma todas as decisões sozinho e depois apenas comunica aos demais.

Decisões estas que dificilmente chega aos funcionários no tempo certo. É sobre ele que recaem as acusações de assédio moral. Mas ele foi bem sincero na sua entrevista, afirmou ter um modelo administrativo centralizador e que a alta rotatividade dos funcionários se deve ao modo como ele trata seus funcionários e admitiu ainda se dar melhor com as máquinas do que com pessoas. Minha nossa! Chamem um médico porque essa empresa está doente!

Agora, algumas divergências encontradas nos discursos:
- O DF diz que a administração é participativa, o DC diz que é centralizadora;
-O DC diz que em 2009 vai implantar um projeto de responsabilidade ambiental, o DF diz que nunca faria um projeto do tipo porque isso só seria mais gastos para a empresa e não lhes trariam retorno de nenhuma espécie.
- Um acha que a rotatividade não é um problema grave, o outro diz já ter tentado de tudo para resolver a situação.
-O DC tem certeza absoluta que todos os seus funcionários conhecem bem os objetivos e metas da empresa, o DF não soube responder.

Nesse caso os dois estão totalmente perdidos quando o assunto é integração. Bom pessoal,o trabalho vai ser dureza, mas nós adoramos desafios, no próximo texto falarei sobre as relações com alguns públicos externos e trarei para vocês o nosso diagnóstico. Vamos ver qual é o remédio certo para essa empresa que agoniza por um planejamento estratégico e um profissional de RP.

por Thayse Amorim (João Pessoa/PB)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

RP 2.0 Web versão 2009.1

Já é bem sabido por todos nós que o profissional de RP possui vasta qualificação e inúmeras técnicas que podem ser empregadas com a finalidade de reestruturar a comunicação da instituição com os seus públicos de interesse. Entre elas, podemos citar a Comunicação Dirigida, que constitui importante artifício na construção de mecanismos que viabilizam o desenvolvimento da comunicação voltada para os públicos, previamente estudados e segmentados. Esta técnica de Relações Públicas oferece ao profissional a margem necessária para a identificação das necessidades e obtenção de resultados ambicionados pela instituição, caso a caso.

Saber dirigir a comunicação a cada público específico, através de meios adequados, se faz de extrema importância para este profissional, pois possibilita maior eficiência e eficácia no alcance dos resultados almejados, fazendo também com que os relacionamentos entre a instituição e os seus públicos sejam cada vez mais estreitados.

Assim como os tradicionais instrumentos de Comunicação Dirigida são empregados no trato com públicos segmentados, ferramentas de comunicação na Internet possibilitam a segmentação também no campo virtual. Num contexto sócio-cultural globalizado, aonde desenfreadas inovações tecnológicas se alastram e impõem significativas mudanças na forma como as instituições comunicam-se através da Internet, é preciso adequar-se de maneira a não se eximir da responsabilidade organizacional de acompanhar as novas tendências e formas de interatividade propostas pelas chamadas “redes sociais virtuais”.

Atentos a essas transformações estão os profissionais de relações públicas que, utilizando-se das peculiaridades do mundo virtual, introduzem novos caminhos para interatividade entre organização e seus públicos. As RP 2.0, como vêem sendo chamadas as Relações Públicas praticadas no mundo virtual, trabalham as faces positiva e negativa próprias desse espaço, promovendo não só a divulgação imagética da instituição como, também, desenvolvendo as modernas formas de comunicação entre ambas as partes.

Novos canais de comunicação são aproveitados por estes profissionais no intento de inovar, dinamizar e estreitar relações. Atenciosos com as novas tecnologias, os profissionais de relações públicas entrevêem aspectos relevantes, tais como: retroalimentações em tempo real, dinâmica nos contatos, quebra das barreiras geográficas, espaço para livre argumentação, diversidade de canais de comunicação, novas formas de utilização das tradicionais ferramentas de comunicação, tendência a melhor controle sobre informações, compartilhamento de idéias, divulgação instantânea, dentre muitas outras que podemos considerar indispensáveis ao profissional no exercício das suas atividades junto às organizações.

Nesse ínterim, as novas tecnologias impulsionam a configuração moderna de interação entre as áreas que constituem a chamada Comunicação Integrada: jornalismo, publicidade & propaganda e marketing. Estas áreas, também absorvidas pela tendência global de Comunicação 2.0, passam a adaptar suas ferramentas específicas a este novo conceito de comunicação.
Na construção de uma nova realidade que abrange muito mais do que exigia a antiga conexão entre essas áreas, os esforços são aplicados os conhecimentos reciclados, as novas linguagens de comunicação, sistematização das informações.

A Comunicação Integrada passa a exigir dos profissionais de relações públicas, publicidade & propaganda, jornalismo e markenting, um perfil generalista e multidisciplinar. Esses profissionais, compelidos pelas revoluções tecnológicas, possuem considerável importância por promoverem sinergia capaz de operar grandes feitos comunicacionais. Nesse contexto integrado, as Relações Públicas possuem o prestígio de atuarem como articuladores incontestáveis das relações e práticas comunicativas de fortalecimento da identidade e imagem organizacional.

por Wanessa Araújo

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Teoria matemática da comunicação


Já foram 60 anos de um passo dado que nos inspira até hoje. Temas de filmes, musicais e previsões do futuro. O senhor Claude Elwood Shannon seria com certeza o messias da comunicação digital. Sua teoria nos levou da idade das pedras a uma idade que ainda iremos conhecer e, de fato, não só atingindo a tecnologia, mas inovando, transformando, criando, modificando, a curto e longo prazos a comunicação em geral.


Saber usar os instrumentos, a velocidade de cada e sua importância, influenciando na atitude da troca de informações pessoais, impessoais, interpessoais e etc.


"O que precisa ser feito, pode ser feito. E o que pode ser feito eu faço".


Já ensinou um vitorioso uma vez, e com tanto a fazer, tomamos por base algo que até hoje é novo e que, por esse pensamento, criemos novidades para nossas obsolências atuais.
por Bruno Rodrigues