segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Organizações reinventam comunicação interna para funcionários cada vez mais exigentes

Não tem como falar sobre comunicação sem ponderar sobre as mudanças no mundo corporativo, a eclosão de novas mídias e a necessidade de maior compliance, com controles cada vez mais rígidos inclusive para manter a credibilidade de muitas relações com ética e transparência mandatórias. E os funcionários estão invariavelmente integrados neste processo, agindo de maneira participativa e exigente, na opinião do administrador Carlos Parente, gerente de Relações Institucionais da Camargo Correa. Ele falou sobre o processamento da comunicação no cotidiano organizacional durante a terceira edição da conferência de Comunicação Interna da International Quality and Productivity Center/IQPC, realizada em São Paulo/SP entre os dias 24 e 26 de novembro de 2009 no Blue Tree Towers Paulista.

O investimento em conhecimento é o balizador da atualidade. O processo de CI não se dá somente na transmissão de fatos, mas também na maior consistência de conteúdo em forma de análises e opinião. O encadeamento de canais deve subsistir estes dois enfoques, constituindo molduras para diferentes destaques e profundidades das mensagens. Para Parente, “o factual em comunicação interna não transforma, e tem que ter veículo para tudo”. Com as novas demandas por seletividade, atratividade e credibilidade, a arma é evoluir: de comunicar para dialogar, de informar para compartilhar. Segundo o executivo, informar é para audiências passivas, ainda que depois possa levar à conscientização e à ação, e compartilhar dirige-se a audiências co-responsáveis em que o engajamento é a expressão da mensagem internalizada. A disseminação estratégica de mensagens deve prever contato com formadores de opinião interna e comitês multidisciplinares de comunicação como instâncias de apoio. Afinal, explica ele, o setor de CI aprova matérias com quem não é o público-alvo, e isto precisa de muito esclarecimento para não originar distorções. “E um ponto fundamental: todo comunicador é um educador, que maneja formatos de comunicação para formar, informar e transformar”, complementa.

REESTRUTURAÇÃO - A Pirelli é a quinta maior empresa do mundo no mercado de reposição de pneus, no qual o Brasil é um centro estratégico para a companhia, tendo recebido fortes investimentos para expansão da produção. São cinco fábricas: Santo André (SP), onde também está o board; Campinas (SP); Gravataí (RS); Feira de Santana (BA) e Sumaré (SP). Do total de mais de dez mil empregados, 93% são homens e 77% estão ligados ao processo de produção. O restante, 23%, é composto por empregados administrativos, com perfil profissional mais qualificado. Muitos são ‘carreiristas’ (liderança com tempo médio de 23 anos), mais críticos em relação à empresa e reticentes a novos projetos. As fábricas da Pirelli apresentam características regionais distintas, os centros de decisão estão distantes das áreas produtivas e sua força de vendas está pulverizada por todo o país. A cultura da empresa é predominantemente ‘industrial’, focada em produção, números e metas. O problema surgiu com pesquisas de clima organizacional apontando queda nos critérios de avaliação da “comunicação”, baixa adesão dos funcionários aos veículos internos e descrença dos empregados em relação ao discurso da empresa. Inicialmente, a empresa acreditava que poderia resolver esse problema aperfeiçoando os canais de comunicação interna. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Mudanças organizacionais dependem da qualidade da comunicação interna


A força da comunicação interna como agente transformador, num cotidiano organizacional tão marcado por mudanças, foi a base da terceira edição de conferência no tema organizada pela International Quality and Productivity Center/IQPC, realizado em São Paulo/SP entre os dias 24 e 26 de novembro de 2009 no Blue Tree Towers Paulista. Mais de 30 profissionais revezaram-se no palco para abordar diferentes facetas da comunicação e do relacionamento com funcionários como pressuposto de uma reputação corporativa consistente e influenciadora dos demais públicos de interesse.


O diretor de Assuntos Corporativos e Governamentais da Kraft Foods, Fabio Acerbi, deu partida à série de discussões lançada no evento sobre o papel da comunicação interna na transformação de cenários adversos. Em sua empresa, passaram três presidentes num período de 12 meses e as diferentes visões de cada um acabaram deixando planos de negócios desalinhados e mesmo inconsistências na reestruturação de pessoas. Como resultado direto na equipe, constatou-se certo ceticismo e descrédito nas determinações da cúpula, menor engajamento, certa “perda de paixão” e um distanciamento entre empregados e liderança, com maior ênfase entre pessoas da sede administrativa. O desafio de seu setor era conectar-se a uma audiência cética e não muito receptiva, mudar a postura de “vou esperar pra ver” para “vou jogar”, resgatar a paixão, divulgar as estratégias da empresa, usar uma linguagem nova e “não-corporativa”.

Como estratégia, ele mostrou o desenvolvimento de um plano com participação da equipe, usando histórias reais dos próprios colegas e planejando ações gradativas e de mútuo reforço. A campanha “Tô no Jogo” foi realizada durante cinco meses em quatro fases distintas. Na inspiração, foi distribuído um teaser com a pergunta “O que é vencer para você?” e um vídeo informal por e-mail com mensagem do presidente, além de uma campanha publicitária interna com alguns funcionários relatando suas histórias de vida (cartazes e vídeos-depoimento) para maior identificação. Na fase de participação, um hotsite mesclava diversão e educação sob o conceito “nada é de graça”, com jogos de estratégia e prêmios a partir de pontuação alcançada. Entre as seções do canal virtual, havia um quiz que levava a uma camiseta e a um ingresso para evento de lançamento, acesso a todos os depoimentos de vida e um Fale com a Diretoria em interface amigável com fotos dos executivos e respostas imediatas.

No evento propriamente dito, o lançamento da ação foi feito num ginásio esportivo, numa tarde de trabalho entre 14h e 18h, com 1200 pessoas entre funcionários administrativos de todas as unidades do país e representantes das manufaturas, escolhidos pelas próprias fábricas. Um vídeo-convite com o ex-jogador de basquete Oscar convocava para um evento e chamava para a ação coletiva com paixão. Havia um jogo de demonstração, em times montados com presença do esportista famoso e com funcionários voluntários. Para a plateia, houve distribuição de cachorro-quente, pipoca e distribuição dos produtos da marca, além de um squeeze como brinde. A estrutura envolveu breves discursos e também a invasão da quadra pelos participantes, na simbologia da participação integral, e a “assinatura” de um contrato individual através de autógrafos de cada pessoa em grandes bolas brancas. A última etapa consistiu de um concurso em busca das atitudes de quem “está no jogo”, quando cerca de 300 funcionários enviaram suas histórias ou de seus colegas, tendo havido votação interna para escolha de cinco vencedores, a partir de uma triagem inicial realizada por um comitê interdepartamental. Um jantar homenageou a equipe com premiação na forma de pins para fixar no crachá. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Múltiplos Canais



A nova regra de ortografia entra em vigor a partir do ano que vem e muito se espera sobre as mudanças causadas por ela. Para os profissionais de comunicação talvez não faça tanta diferença, pois basta estar antenado com essas alterações para que continue tudo novo de novo, como já dizia Moska, em uma de suas canções.

Na última noite, conversando com Márcia Ceschini sobre escrever, chegamos ao consenso de que existem muitos profissionais de Relações Públicas que ainda mantém o hábito, presente nos séculos XVIII e XIX, de escrever de forma rebuscada; característica típica dos escritores brasileiros desse período.

No entanto, a dinâmica do século XXI, motivada pela conexão sem volta da tecnologia e comunicação, provocou nos leitores uma nova postura. Dessa forma, a comunicação deve estar mais, cada vez mais próxima do leitor, estreitando as relações entre escritor, leitor, editora e a linguagem será o meio principal.

Assim, vislumbramos perspectiva da social democracia, pois a comunicação está simétrica, possibilitando ao indivíduo, na condição de leitor, questionar, refletir sobre os conteúdos disponíveis na web, nos livros, nas mesas de discussões. Daí a necessidade de se criar múltiplos canais de relacionamento. É onde entram os profissionais de comunicação, em especial relações públicas.

São diversos canais, mas o profissional de comunicaçãoem destaque os Relações Públicas, deve ter a preocupação de adequar a mensagem aos diferentes públicos. Sendo assim, o maior mérito dessa comunicação nesses múltiplos canais é ser bem comunicada e entendida, de maneira que a mensagem chegue a todos de maneira assertiva e eficaz.

Por Danilo Marinho e Márcia Ceschini / SP

sábado, 5 de dezembro de 2009

Comunicação e Música para as Relações Públicas


No último dia 25/11 o Clube do RP de Pernambuco esteve presente no II Seminário de Comunicação e Gestão Organizacional, com o tema Gestão de Talento nas Organizações, realizado na Escola Superior de Relações Públicas de Pernambuco - ESURP. Danilo Marinho, gereciador do portal do Clube na internet, ministrou, juntamente com Bruno Rodrigues a oficina: a musicalidade e suas interfaces com os processos comunicativos.

O objetivo foi apresentar novos canais em que possa se estabelecer o diálogo, de maneira mais interativa e dinâmica. O número representativo de participantes demonstrou a importância da música e musicalidade na gestão dos relacionamentos. Dentro da programação das oficinas, o ponto mais divertido foi os vídeos apresentados com as temáticas trilha sonora, música como ferramenta para dinâmicas de grupo e música e seus aspectos cognitivos.

Agora Danilo e Bruno se preparam para levar essa oficina para o Mutirão de Comunicação América Latina e Caribe, que acontecerá de 03 a 07 de fevereiro na PUCRS - em Porto Alegre. É esperar para conferir.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Comunicadores são gerenciadores de percepções públicas e podem influir nos riscos corporativos


O consultor espanhol Javier Puig levou muitos insights práticos para a última edição do programa 2009 de Cursos Avançados Internacionais da ABERJE. Ele tratou de gerenciamento de riscos corporativos e da importância de ter uma frente única de enfrentamento de situações de crise com discursos alinhados, atuando sobre um termômetro de confiança e buscando um “colchão de reputação”. Ele divide o trabalho na gestão de três tipos de comunicação: preventiva, de públicos e de crises. O evento foi no dia 13 de novembro de 2009 em São Paulo/SP.

Puig é fundador e responsável por todas as atividades da CGC Comunicação. Ao longo de sua carreira profissional, foi presidente da Edelman P.R. Worldwide na Espanha e membro do Conselho Europeu de Diretores da Edelman. Também desempenhou funções de Diretor de Assuntos Corporativos da Burson-Marsteller na Espanha e Diretor de Publicações da Radio Centre Ville Montreal no Canadá. Conta com uma grande experiência no âmbito da comunicação corporativa, onde tem desenvolvido estratégias inovadoras para organizacões nacionais e internacionais como REPSOL YPF, Endesa, DuPont, Gás Natural, Elf Atochem, Ence, Rhone Poulenc, Aragonesas, Dow Chemical, Iberia, Coca-Cola, entre outras. É graduado em Ciências Políticas pela Universidade de Quebec/Montreal e Mestre em Comunidades Europeias pela Escola Diplomática.

Para ele, gerenciamento de crise é uma filosofia de trabalho e não um foco em procedimentos e manuais, ainda que a documentação de processos possa ser importante para a padronização de contatos. E já que “risco zero não existe”, é preciso ter clareza e equilíbrio dos custos e benefícios de cada ação, onde então os riscos precisam ser conhecidos para serem controlados. Entre as necessidades de ponderação, está a própria falta de aceitação das organizações sobre a legitimidade da opinião dos outros e a tendência a decidir sobre os sentimentos alheios, numa posição autoritária que não tem mais espaço.

Outro ponto que merece debate é a prática equivocada de comparar riscos, esquecendo-se de toda a complexidade de contexto que envolve cada situação. Entre as abordagens do curso estão os 10 passos que uma empresa deve seguir para ter uma comunicação eficiente, caso passe por um momento de crise. Para ele, é preciso centralizar o controle da informação, formar uma equipe que reúna os conhecimentos necessários para a tomada de decisões e identificar o problema e suas conseqüências, montando um cronograma de ações para os dias ou meses subseqüentes. Além disto, seria necessário reduzir as dimensões da crise junto à opinião pública, sem deixar de demonstrar preocupação e apresentar alguma solução paliativa. Em relação à imprensa, ele destaca que é para evitar o comportamento agressivo com os jornalistas, entendendo suas prioridades e mantendo uma relação amistosa. Uma dica é evitar escolher um só veículo para divulgar informações. A regra de ouro é nunca buscar culpados, mas sim estar centrado em soluções, tampouco estimular ou precipitar causas para os acontecimentos, o que só  dá margem para especulações posteriores. Na parte de planejamento, Puig sugere que seja sempre pensado o pior, com a ideia de estar preparado se uma situação extrema vier a acontecer. A restauração de confiança é um procedimento bastante difícil, que não acontece somente por mensagens nos meios de comunicação, mas também por ações de relacionamento, na busca por formar, informar e motivar. “Sem esquecer que dizer a verdade é a fórmula de conquistar confiança”, destaca. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dia Nacional das Relações Públicas (02/12)

RELAÇÕES PÚBLICAS
Enfoca a Comunicação

Fonte: Folha de Pernambuco - Folha dos Empregos 01 a 07 de dezembro 2009

O profissional de relações públicas pode atuar no campo da comunicação empresarial, comunitária e governamental, planejando, exscutando e avaliando projetos e programas que objetivem a comunicação de instituições de diferentes ramos de atividade. O profissional de relações públicas, ou simplesmente "RP", é responsável, entre outras atividades, pela comunicação organizacional (planejamento, execução e avaliação) de empresas e/ou instituições.

É função dele mapear os relacionamentos de uma organização com seus públicos estratégicos, bem como monitorar essas relações para que a empresa (instituição, órgão governamental ou pessoa física) tenha um conceito positivo por parte de seus públicos. "O relações públicas planeja, executa e avalia as políticas de relacionamento da instituição, de maneira ética e estratégica, com todos os segmentos sociais, dando surporte para que ela se adpte num ambiente de constante transformação ", explica o coordenador de Comunicação Social - Relações Públicas da Fecap, em São Paulo, Ary José Rocco Júnior. "Em resumo, é um profissional que trabalha com a comunicação estratégica e que administra interações no mundo moderno, democrático, onde haja diferença", resume Ary José Rocco Júnior. De fato, o RP é um profissional dos mais importantes para uma organização, uma vez que colabora para a imagem corporativa da empresa seja cada vez mais sólida.

"O relações públicas deve promover e gerenciar o relacionamento institucional com  públicos estratégicos da empresa, identificando oportunidades e necessidades de comunicação da instituição com a socidedade, seja em situações hormônicas ou controversas", afirmao educador. O relações públicas pode atuar no campo da comunicação empresarial, comunitária e governamental, planejando, executando e avaliando projetos e programas que objetivem a comunicação de istituições de diferentes ramos de atividade.

"Como exemplo de organizações onde o RP trabalha podemos citar as ONGs, as empresas nacionais e multinacionais, as assessorias de comunicação, os órgão da administração pública, etc.", aponta Rocco, que completa: "Recomendo as áreas ligadas às atividades de responsabilidade social e ambiental; às novas tecnologias e comunicação dogital; de apoio ao marketing; de relacionamento com a mídia; e, principalmente, de gestão dos processos de comunicaçãoorganizacionais".

Para exercer a profissão é necessário obter o diploma do curso superior de Comunicação Social - habilitação em Relações Públicas. O coordenador da Fecap lembra que as disciplinas do curso oferecido estão divididas em três grandes grupos: de matérias destinadas à formação humana, social e geral do estudante (sociologia, teoria da comunicação, estética e história da arte, estatística, língua portuguesa, entre outras); disciplinas de gestão de comunicação (planejamento e gestão de noegócios, finanças, gestão do fator humano, comunicação dirigida, comunicação integrada etc.); e de matérias específicas da área de relações públicas, relações públicas institucionais, relações públicas internacionais, relações públicas comunitárias, entre outros).