sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Por onde andam as Relações Públicas Comunitária...


Relações Públicas ainda é um tema que poucas pessoas, sociedade em geral, saberiam definir com certa segurança. Quando envolvemos as relações públicas com a comunidade a coisa fica mais complicada.

Relações Públicas Comunitária, para os menos avisados, é um conceito precoce e carente de atenção. Isto é, como as relações públicas podem ser atreladas aos interesses da comunidade se ela foi criada no auge da Revolução Industrial e na efeverscência do capitalismo, e ainda, para salvar a pele de uns empresários que não estavam nem aí para seus funcionários?

O surgimento das relações públicas se deu diretamente ao fato de que alguns empresários norte americanos, no início do século XX precisarem melhorar sua imagem diante da sociedade e diante de seus funcionários. O que mudou de lá para cá? tivemos diversas mudanças, evoluções sociais que transformaram cenários e realidades; ONG´s, fundações, associações, organizações populares, entre outras, surgiram para atender as demandas que nem o Estado nem a iniciativa privada estavam aptos a suprir.

Dentro de uma perspectiva solidária, seria impossível pensar em relações públicas, refletindo no sentido do relacionamento público, sem incluir nos processos de comunicação a sociedade, para quem, em todas as instâncias a comunicação (informação) é desenvolvida, dirigida e enviada.

"dar oportunidade ao povo para que expresse sua voz; desenvolver a consciência crítica, quer dizer, a capacidade das pessoas de julgar, de maneira mais objetiva, as mensagens que recebem; capacitar o povo para a participação na tomada de decisões, encaminhadas à satisfação de seus genuínos interesses; etc" Díaz Bordenave e Carvalho (1979, p. 184).

Portanto, quando pensamos em Relações Públicas Comunitária, pensamos, certamente, em movimentos sociais, classes populares, enfim, movimentos e organizações que tiveram sua fundação fora da lógica convencional do mundo. Entenda-se capitalismo.

Este novo cenário - com uma maior consciência social - através das políticas e do surgimento da Responsabilidade Social impôs uma mudança de comportamento por parte das organizações privadas, públicas e sociais. E nesse sentido as relações púbilcas souberam se posicionar, se antecipando as novas tendências...

Por Danilo Marinho

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Comunicação interna apresenta diversidade de posicionamento hierárquico nas organizações

O desenvolvimento da área de comunicação interna nas organizações brasileiras demonstra uma diversidade de pontos de localização na divisão hierárquica para o tema. Ora vinculado à Marketing, em outros momentos agregado ao setor de Recursos Humanos ou ainda consolidado em estrutura independente, afora os diferentes níveis de intimidade e influência na gestão estratégica, em geral este desenho diz muito sobre o estilo do trabalho a ser desempenhado e mesmo sobre a interpretação do negócio em relação ao fator humano na movimentação da engrenagem produtiva e relacional. Todas estas possibilidades estiveram presentes na 4ª edição da Conferência de Comunicação Interna da International Quality and Productivity Center/IQPC para trocar experiências. O evento aconteceu nos dias 24 a 26 de agosto de 2010 no Blue Tree Faria Lima em São Paulo/SP, e mostrou que não existe determinação de manual, pois cada empresa ou instituição acompanha um grau próprio de postura dialógica e de atribuição de importância ao pensamento neste universo de atuação. Parece haver ao menos um ponto em comum: quanto maior o investimento em CI e mais próxima esta equipe estiver da tomada de decisões relevantes, mais fluido e maduro fica o relacionamento entre as pessoas no ambiente de trabalho.

A compatibilidade de percepções dos colaboradores e dos públicos externos sobre determinada organização é a grande missão da comunicação interna, com impacto no comprometimento e na qualidade dos produtos e do negócio. Esta é a visão expandida da coordenadora de Comunicação Corporativa do Grupo Petrópolis (detentor de marcas como a cerveja Itaipava e o energético TNT), Eliana Cassandre, que gere três mil funcionários em quatro unidades. São três pessoas na área, antes executando funções dentro de um setor de Recursos Humanos. Neste formato, o entendimento é que a reputação é o guia da ação, atuando como geradora de links. A sequência de encontrar o caminho, descobrir o público, definir a linguagem e escolher os canais para então viabilizar a comunicação continua importante, mas vem sendo cada vez mais abreviada pela urgência ou sobrecarga de demandas, num contrasenso com a constatação de que “se não gerar conhecimento, não há comunicação”.

Desde o início dos trabalhos, Eliana aponta que foi buscado o foco a partir da expectativa dos pares internos, para depois haver desenvolvimento de cenários, respectivas mensagens e estratégias. Conversas com gestores, visitas às unidades, definição de políticas e procedimentos estiveram entre os passos tomados para chegar na elaboração de um plano e na determinação de canais de interface. Além de jornal, folder institucional, jornal-mural, intranet, programa de visitação Beer Tour, foi implementado um projeto de informação variável nos fundos de tela de todos os monitores. Outras novidades foram a produção de um relatório de desempenho social, com investimentos realizados em 2009 como o projeto Área de Mobilização Ambiental feito nas comunidades, e um treinamento sobre comunicação corporativa para gestores. Suas novas frentes de trabalho são gerenciamento de crise, implantação de um painel eletrônico de informações e um programa de incentivo à inovação. A coordenadora aponta alguns mitos que envolvem a área, como a noção de que todos os colaboradores sabem o que é comunicação interna, o que nem sempre acontece, assim como a ideia de que o setor de CI é responsável por toda a comunicação. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Comunicação interna enfrenta desafio de divulgar valores e estratégias

Fica cada vez mais distante o cenário onde setores de comunicação interna de organizações eram simples atendentes de demandas de outras áreas, em processos pontuais de transmissão de informação no ambiente de trabalho. Com um renovado status de consultoria estratégica, as equipes agora estão empenhadas na difícil tarefa de comunicar valores e promover um alinhamento verdadeiro de expectativas e discursos. Numa época em que as pessoas lutam cada vez mais por seus direitos e pelo pleno atendimento de suas demandas, dentro e fora do universo profissional, vê-se o grande desafio que há pela frente. Esta pode ser uma das conclusões diante das realidades de mais de 18 organizações nacionais e multinacionais presentes na 4ª edição da Conferência de Comunicação Interna da International Quality and Productivity Center/IQPC. O evento aconteceu nos dias 24 a 26 de agosto de 2010 no Blue Tree Faria Lima em São Paulo/SP, reunindo cerca de 100 participantes de vários locais do país.

Carmem Murara, gerente de Comunicação Institucional da Rede Paranaense de Comunicação/RPC, falou do desenvolvimento e implementação de plano de estruturação da área de comunicação com base nos conceitos de missão, visão e estratégias empresariais. Para ela, o trabalho envolve uma ênfase na visão humanística, com a convicção de que a personalidade pode e deve ser continuamente aperfeiçoada como perspectiva da busca da excelência humana e do desenvolvimento de uma postura mais solidária e menos individualista. Até o final de 2008, apesar de representar uma empresa de comunicações, não existia o setor formalmente na estrutura, apenas como um grupo multissetorial voluntário formado por jornalistas e com enfoque transmissor de novidades ou “furos”, sem o embasamento institucional progressivamente requisitado. Além disto, Carmem entende que este profissional não tem no DNA os processos necessários de gestão, para além das técnicas comunicacionais. E foi com esta perspectiva que a gerência foi estruturada dentro da Diretoria de Marketing Corporativo, pensando em informar, envolver, engajar e reconhecer, numa integralidade de intenções que viabiliza a satisfação. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sustentabilidade em eventos deve ser compreendida de modo sistêmico

É falando em sustentabilidade em eventos como algo sistêmico e com gestão realizada com compromisso e responsabilidade em todas as fases e processos que o administrador André Dornelles tem conquistado plateias e aproximado mais um setor de negócios da tripla visão de perenidade e eficiência, articulando olhares econômicos, sociais e ambientais. E foi assim que ele causou impacto junto a mais de 150 profissionais de comunicação, marketing e organização de eventos, reunidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial/SENAC no lançamento de parceria com a Associação de Marketing Promocional/Ampro no dia 12 de agosto de 2010 no Senac Consolação.

Administrador de empresas, consultor especializado em sustentabilidade e leis de incentivo fiscal e sócio-diretor de planejamento da empresa Apó Soluções Consultoria e Comunicação, Dornelles está há 12 anos neste enfoque de formatação de marcas sob a inspiração da sustentabilidade. Já realizou projetos especiais para organizações como Banco Bradesco, Petrobras, Mercedes-Benz, Governo do Estado de São Paulo, Prefeitura Municipal de São Paulo, Pirelli, Unesco e TAM. Para o especialista, não há nada mais agressivo que a postura do mercado em trabalhar com uma espécie de obsolescência planejada na produção e uma obsolescência perceptiva na comunicação e no design. Por isto, ele fala em atitude sistêmica, significando a abrangência de determinados princípios em todos os atos organizacionais, como redução da pobreza, busca de qualidade de vida, poupança de recursos naturais, destinação correta de resíduos e produção limpa. A intenção é esclarecer sobre a aplicação permanente do ciclo repensar, reduzir, reutilizar e reciclar, sendo que para tanto é necessário mudar a gestão sustentável para a própria vida das pessoas, antes de desejar qualquer transposição e conscientização corporativas.

A tarefa é difícil para todos os segmentos, porque envolve sair de uma zona de conforto e despertar para novas experiências e compartilhamentos. Segundo Dornelles, é exatamente a instauração de novos hábitos no mercado de organização de eventos que ele procura trazer à tona para criar uma nova cultura. E complementa: “é uma programação mental que precisa ser superada”, nem que seja acelerada pelo viés econômico: a sustentabilidade aumentando como influenciadora de compra. Eventos sustentáveis são aqueles que, necessariamente e de modo continuado, aplicam, em sua gama de processos e atividades, os princípios da sustentabilidade na concepção, preparação, organização, realização e pós-evento, atendendo a preocupações sociais, ambientais e econômicas. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

TV Digital, eis a questão!


Em tempos de inclusão digital e democratização da tecnologia, a TV Digital, assim como a internet representa a quebra de paradigmas no que se refere ao acesso a informação. Finalmente parece que ela, a TV deixou de ser artigo de luxo e passou a ser produto de necessidade básica em nosso país, como mostra pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em 2002, em que as vendas de aparelhos eletrônicos representam 68,3% da atividade de venda de material eletrônico e de comunicação.

A demanda da TV Digital é um reflexo dos avanços tecnológicos e da mudança econômica/cultural da sociedade brasileira. O aumento do poder de compra do consumidor nos últimos anos foi um dos principais indicadores econômicos que contribuíram para essa nova realidade. Mas afinal, o que é TV Digital? À primeira vista parece-me que a televisão está se tornando um veículo digitalizado como uma plataforma web, isto é, uma rede social. Como a própria designação indica, a TV Digital é um novo modelo de transmissão de áudio e vídeo baseados em sinais digitais.

Se é digital, inevitavelmente não podemos deixar de pensar em interatividade: principal característica da TV Digital e o elemento que transformou o modelo de web 1.0 em 2.0. De maneira geral, as funcionalidades do novo modelo de transmissão de TV são uma oportunidade de telespectador e emissora dialogarem em tempo real.

As semelhanças de TV digital com a internet vão muito mais além do que apenas questões técnicas e avanços funcionais. Aquele clássico chuvisco na imagem e o áudio parecido com um velho tocador de vinil foram extintos com o novo modelo de transmissão. Agora será possível também fazer compras, bater papo, entre outros. Na medida em que as novas mídias evoluem e caracterizam os modelos de relacionamento modernos, a televisão digital - resultado e resultante da mudança de postura política, social e cultural - representa uma evolução em se tratando de políticas públicas no Brasil. 

Entretanto, como declara a professora Cicília Peruzzo no portal Cidadania1, da Universidade Metodista: "O problema é que o sistema de televisão digital, em processo de implantação, está centrado mais como um modelo de negócio lucrativo para as atuais grandes redes de comunicação do que para oferecer à sociedade toda a potencialidade, em termos de número de canais e sistema de interatividade, que o sistema digital possibilita." A convergência de novos saberes em tecnologia transforma a mídia televisiva em uma mídia associada, ou seja, ela será apenas uma referência que fará link com os dados compartilhados na rede.  

Por um lado, a TV Digital tem uma representação simbólica de democratização da informação, baseada em interatividade, mobilidade, variedade e versatilidade, além de representar, para as classes C, D e E a máxima popular: “Banana é um real”. Por outro, a carência de uma programação de qualidade parece estar ainda longe do ideal do almejado por educadores, comunicadores, estudantes, professores. É esperar para ver.
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1 http://www.metodista.br/cidadania/numero-51/tv-digital-nao-garante-a-democratizacao-da-comunicacao

Por Danilo Marinho

I ENCONVRP “O papel do Relações Públicas nos espaços de poder”

 
         De 10 e 11 de Setembro, o Diretório Acadêmico da Escola Superior de Relações Públicas de Pernambuco - Esurp, com o apoio dos representantes de turma e das professoras Cristina Maranhão e Maria José Rosa, sob a coordenação Acadêmica da Profª Eliane Costa, promovem na Escola Superior de Relações Públicas – Esurp, em Recife (PE), o I ENCONVRP sob o tema: “O Papel do Relações Públicas nos espaços de poder”. Durante o evento, profissionais renomados e acadêmicos de todo o Nordeste poderão trocar experiências e dividir conhecimentos sobre os temas específicos abordados em cada Encontro.

      “Nossa intenção é abordar de forma direcionada e bem especifica, as mais diversas áreas de atuação do Relações Públicas, para que nossos futuros RP’s saibam como trabalhar com as mais diferenciadas ferramentas da profissão. Com grande prazer estamos convidando a todos para o I Encontro de Convivência em Relações Públicas. Dando um pontapé inicial a uma atividade que iremos torná-la regular para o nosso currículo acadêmico. Esperamos desta maneira tornar a função de Relações Públicas mais atraente tanto para o futuro profissional de RP que atua em diversas áreas bem como para o especialista”.

Por Juliana Coeli / Recife

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Influência, confiança e engajamento integram nova ordem da comunicação

Os perfis no Facebook definiram um novo modelo nos relacionamentos entre empresas e seus clientes, permitindo que o marketing personalize as experiências com os produtos. Essas ações são potencializadas com a “transferência de confiança” que as mídias sociais também proporcionam. A recomendação ou a crítica a um determinado produto entre membros de uma mesma comunidade pode ser um elemento decisivo nas decisões de compra. Entre os motivos do Facebook tornar-se um modelo de identidade digital está na configuração aberta que permite transitar dados pré-cadastrados em outros canais ou agregados em widgets. Estas foram as impressões principais comentadas por Clara Shih, autora do livro "The Facebook Era" e fundadora/CEO da Hearsay Labs, especializada em soluções de gestão e métricas corporativas em redes sociais. Ela fez parte de um time de especialistas convidados para falar no  Digital Age 2.0, realizado nos dias 18 e 19 de agosto de 2010 no Sheraton WTC Hotel em São Paulo/SP.

Para Clara, o Twitter e o Facebook são novos modelos de comunicação, dentro da noção de “uma confiança transitiva que facilita para atingir pessoas e para interagir com marcas”. A indicação é escutar cada vez mais para poder compreender as pessoas, e para tanto é preciso uma presença digital diversificada. Nos casos de sucesso de marketing social apresentados, as empresas se dedicaram a escutar seus públicos e praticar ações especificas por segmento (hypertargeting). O hiperfoco é aproveitar a possibilidade de forte direcionamento a nichos, numa diversidade de cruzamento de dados para personalizar mensagens e proposições de experiências. Ela também chama atenção sobre a relocalização de websites de pequenos negócios, que encontram um complemento de visibilidade no Facebook, com suas páginas de divulgação com facilidade e agilidade de atualização de conteúdo, e também sugere distribuição de aplicativos úteis como meio de propagação e engajamento e lançamento de games sociais como proposta de marca.

Andrea Harrison, vice-presidente da Razorfish, responsável pela divisão de Social Influence Marketing e especialista em inteligência competitiva sobre mídias sociais e mercados verticais, tem posições semelhantes à de Clara. Com o caráter “open graph”, mais de 360 mil sites aceitaram adotar plugins ou aplicativos sociais, fazendo com que o marketing seja sinônimo de envolvimento e dê ênfase a questões de socialidade. As relações são o foco e a plataforma em si já gera significado. Deve haver uma integração de capacidades, como mídia e boca-a-boca, na ideia de adquirir e reter pessoas em torna de uma visão de mundo. A co-criação é outra potencialidade neste panorama, como demonstrou o pioneiro Starbucks Idea, que já implementou diversas alterações em processos e produtos a partir das indicações de usuários. Harrison comenta que marketing de influência é mais do que boca-a-boca, porque pressupõe uma tentativa de fazer eclodir e sistematizar as conversações. Um dos caminhos é a instauração de plataformas sociais próprias de marcas, e não uso de ambientes abertos como Orkut e Facebook. (ler mais em mundorp.com.br)


Por Rodrigo Cogo / São Paulo

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Novo marketing é relações públicas

Quando se começa a ler os conceitos fundamentais da área de relações públicas, uma das habilitações dentro do universo acadêmico da Comunicação Social, é possível deparar-se com todas as previsões de futuristas e especialistas de mídias sociais. O lado social das marcas, os novos modelos de interação, a co-criação e a co-produção e outras variantes colaborativas estão no escopo de RP. Isto ficou ainda mais claro com palestra do norte-americano Brian Solis na quarta edição do Digital Age 2.0, realizado nos dias 18 e 19 de agosto de 2010 no Sheraton WTC Hotel em São Paulo/SP, ainda mais quando ele começa dizendo: “há uma nova métrica no marketing, chamada engajamento, a obtenção do envolvimento das pessoas”. Para ele, “não é o que você diz que conta, mas é a experiência que as pessoas contam que interessa”.

Presidente da FutureWorks, Solis é especialista em convergência de PR, Mídia e Social Media. É também colunista dos blogs TechCrunch (http://techcrunch.com) e Mashable (http://mashable.com) e autor do livro Engage!, que trata sobre mídia social  e o trabalho de Relações Públicas das empresas. Além disso, é cofundador do Social Media Club e membro do Media 2.0 Workgroup, além de manter o blog http://www.briansolis.com . “O desafio das agências de relações públicas não é diferente do desafio de todas as agências de comunicação, incluindo marcas, publicidade e marketing. O futuro está na capacidade de reconhecer e priorizar os canais de maior importância, aliada à aptidão para conectar os principais pontos entre as marcas, os consumidores e os indivíduos que influenciam as tendências e a tomada de decisões”, disse Solis em entrevista ao IDG!Now. Segundo ele, uma boa dica para as empresas que querem interagir com os consumidores nas redes sociais é concentrar esforços e recursos em redes de relevância, ou seja, aquelas em que sua presença realmente contribui com a comunidade. E ainda aconselha que os valores, finalidade e responsabilidade social, por exemplo, sejam trabalhados dentro e fora das redes sociais, inspirando atividades online e offline.

Na visão do especialista, as relações entre marcas e pessoas não criavam conexões como agora as redes permitem. O que ele chama de “last mille" é a tendência à socialização do negócio, com a consolidação de um outro “p” no famoso composto de marketing: as pessoas. Mas seria muito mais que conversação, e sim confiança. As Ciências Sociais estão na base da compreensão destas questões, porque tudo parte do indivíduo e dele em interação, construindo experienciações. “Mídias sociais é mais sobre Sociologia e Psicologia do que tecnologia”, arremata. Se hoje as pessoas são definidas por suas conexões, é bom lembrar que elas mudam de acordo com o tema, o que torna o cenário complexo. O conteúdo, assim, deixa de ser o rei para dar lugar ao contexto. (ler mais em mundorp.copm.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Para Admilson Gomes de Oliveira – in memoriam

Esse não apenas um espaço para discutirmos comunicação, relações públicas, ou qualquer coisa do gênero. É um espaço também para dizermos que acima de todo tipo de debate, discussão, embate, estão as pessoas. Por isso, venho abrir esse espaço para prestar minhas condolências a um senhor que durante minha permanência em Recife também gritava, mais alto do que eu! Caza, Caza! Sport!


CAZÁ, CAZÁ, ADMILSON!
                                                           (Para Admilson Gomes de Oliveira – in memoriam)
           
            Como vou ver agora a tua inesquecível figura - camisa do Sport, radinho de pilha ao ouvido, a caminhar pelo entorno do Mercado da Encruzilhada, atento aos lances de Sport versus qualquer time de dentro ou de fora do Estado?
            Como ouvir os teus comentários - mais que apaixonados -, enaltecendo as virtudes, ou achincalhando os jogadores do Leão da Ilha, conforme tenha sido o seu desempenho bom ou mau, na última partida? E os papos ao portão da casa duplex onde fomos vizinhos, tu no térreo, eu no primeiro andar?  As gostosas histórias de família (especialmente a da “doação”, à sua revelia, da camisa Volta ao Mundo –  história tantas vezes repetida, para nosso deleite) ; as peraltices do cachorro choquito, a arranhar com suas patas, os carros da familia e a quebrar jarros de plantas no jardim.
            Como ouvir novamente: “Filha, vem ver quem tá aqui!! - referindo-se ao “neto postiço” Iago Marinho - na verdade meu neto – a quem demostravas carinho de verdadeiro avô?
            Não mais teremos esse gozo. Ele agora é privilégio dos teus novos vizinhos, novos amigos, novos “netos”.
            Em outros entornos, circulas, olhando, de longe, o teu time jogar.
            Os campos agora são outros. São campos celestes. Neles, conforme dizem, só existe uma torcida. Todos estão do mesmo lado. E parece que todos são vencedores. Não sei bem como pode ser isso, mas acredito que assim seja.
            Tens aí um radinho, para acompanhar as partidas? Parece que não é necessário. Os sentidos são mais aguçados, no lugar onde estás.
            Certamente estás feliz.
            Por isso, não ficamos tristes com a tua partida. Sabemos que a tua companhia faz bem a outros que partiram antes de ti.
            Nos conformamos. Guardamos de ti pequenas lembranças; a tua marca nos objetos que deixaste; a tua imagem na nossa memória; mas a lembrança maior que guardamos é a da pessoa Admilson. A tua singeleza. A tua simpatia; a tua facilidade de comunicação com todos os que gravitavam ao teu redor: o segurança da rua; o porteiro do prédio vizinho; o vizinho do prédio ao lado; o coronel, o garçon, o engraxate, enfim, todos os que conheceste ou com quem, de alguma forma, tiveste contato.
            É muita gente para ter saudade. É muita saudade dentro da gente.
            Mas, como disse, nos conformamos. Alguém do outro lado, precisava de ti. Também queria ouvir o que tinhas pra contar. Talvez quisesse discutir futebol. Ou, quem sabe, ouvir as últimas de choquito. Ou, ainda, saber a programação do carnaval. Tu sabias tudo de carnaval!
            Não importa! Importa saber que atendeste ao chamado.
            E que nós podemos contar que tivemos um amigo especial. Que, independentemente de partida, torcia sempre por nós.
            É por isso que eu, tricolor de coração, trago-te o meu adeus com o grito do Leão.
            Cazá, Cazá!!
           
            J. C. Marinho
            Recife, maio, 2010

                       

            Também em nome de: Valdete, Victor, Daniele, Danilo, Vanessa e Iago Marinho



terça-feira, 11 de maio de 2010

Comunicação interna não pode mais ser dissociadas das estratégias externas

Não há mais espaço para uma comunicação interna dissociada das estratégias externas da organização, sob pena de causar confusão e questionamentos de credibilidade de discurso. A situação é ainda mais crítica em tempos de multiprotagonismo, quando os chamados “stakeholders” assumem diferentes papéis em distintos agrupamentos de relação. A Associação Brasileira das Agências de Comunicação/Abracom, buscando ampliar sua visibilidade junto a outros segmentos empresariais como interlocutora de discussões do gênero, renovou parceria com a PR Newswire e promoveu, no dia 5 de maio de 2010 no L´Hotel em São Paulo/SP, um debate sobre a visão da comunicação interna como ferramenta da gestão de pessoas em seu tradicional café de Comunicação Corporativa. O espaço lotado deu uma noção da relevância do tema entre várias empresas e instituições.


Claudia Zanuso, diretora da Klaumon Forma e também coordenadora do grupo de Comunicação Interna na Abracom, deu início aos trabalhos para mostrar os principais resultados de uma pesquisa exatamente sobre formatos de operação da comunicação interna nas organizações, ao lado do trabalho já desenvolvido de formatar e divulgar um caderno especial (impresso e digital) sobre o tema. Segundo, o enfoque do estudo partiu do conceito de Comunicação Interna como um sistema entre organização e público interno, de mão dupla, estruturado, dinâmico e pró-ativo ­ funcionando como agente inspirador e transformador das relações humanas, sociais e empresariais. Entre os objetivos principais da atividade estão a difusão da visão, missão e valores corporativos, ampliação e harmonização de diálogo entre capital e trabalho e valorização do funcionário como importante fornecedor de opinião positiva. A função estratégica de CI abrange o alinhamento com negócios da empresa, para o que é necessário o envolvimento e o comprometimento de todos os níveis da empresa, a produção de um discurso coerente com a comunicação externa para ter a credibilidade de um discurso único.

A entidade, criada em 2002 então com 5 membros, hoje reúne mais de 334 associados e está centrada na obtenção de padrões de qualidade e ética no segmento e no aperfeiçoamento de profissionais da comunicação corporativa. Em torno de 23% das agências trabalham há ao menos três anos em CI, e apresentam algumas dificuldades comuns: apontam a verba em 26% como maior problema, seguida de 23% para falta de entendimento pelo contratante da necessidade do trabalho de comunicação interna, e 11% para a juniorização das áreas de comunicação corporativa, que afeta a visão estratégica de alguns trabalhos. Há ainda dificuldades de aferição de resultados frente a investimentos, disputa entre os setores de Comunicação e de Recursos Humanos e falta de cultura de diálogo aberto com empregados. Para Claudia, é preciso entender que CI colabora para que os funcionários se tornem porta-vozes da organização, além de ser responsável pela disseminação de conhecimento de grande valor no compartilhar.

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Comunicadores tentam visualizar o futuro das interações online

Comunicadores hoje são caçadores de tendências. Num período de tamanha transição - de um lado postulados e práticas tradicionais de alcance de audiência e preferência de consumidores; e de outro, intercâmbios e diálogos permanentes com públicos diversos - não se pode falar com segurança em formatos estabelecidos de contato. Foi o que se viu no Web Expo Fórum, organizado pela Converge Comunicações no Centro de Eventos do Shopping Frei Caneca no final de março de 2010 em São Paulo/SP.


Para Eric Klinker, CEO da Bit Torrent, “todos vivemos nesta idade de ouro da experimentação de modelos transmedia”. A internet, basicamente, veio resolver um problema de escassez (ou concentração) de mídia e de conteúdos. Ele defende o conceito de “affinity network”, como engajamento mais intenso e produtivo entre pessoas com interesses específicos efetivamente em comum, em substituição ao “social network”. Isto pode colaborar com a qualificação das informações trocadas no atual caos da rede. Entende que a conexão entre as pessoas é otimizada com modelos mais pessoais e artesanais, com mais valor agregado aos produtos e serviços. A Bit Torrent é uma imensa rede de consumidores usando softwares e websites para obter e compartilhar conteúdo de pessoas para pessoas. São 100 milhões de usuários ativos, com ênfase para troca de vídeos (entre 60 e 70% do tráfego), com predominância para filmes e games. Aliás, com o aumento do tamanho das telas e mesmo sua variedade e com o alastramento da banda larga, Klinker aposta na linguagem audiovisual.

A visão não é diferente para Luca Messaggi, diretor da Zooppa (http://zooppa.com.br), para quem o futuro da publicidade está em unir vídeo online e redes sociais. O compartilhamento de vídeos na rede acontece basicamente por email, mas o networking via redes sociais vem sendo cada vez mais ativado. Ele aposta no formato “crowdsourcing advertising”, uma proposição coletiva de conteúdos publicitários com difusão viral, coordenado por uma marca. A criação sai das agências e vai para a rede numa concorrência livre pela melhor ideia, remunerada posteriormente. Os participantes, altamente engajados, geram buzz pelo prazer de participar, mas acabam também ganhando dinheiro se seus trabalhos forem escolhidos e veiculados oficialmente. A Zooppa administra atualmente uma comunidade internacional de criadores com 60 mil membros ­ seis mil deles brasileiros. Além do último comercial do intervalo do Super Bowl nos Estados Unidos ter sido criado desta maneira, também o Google veiculou um VT resultante de um concurso competitivo de criações entre seus funcionários. Messaggi explica que os criadores responsabilizam-se pela propriedade intelectual, inclusive judicialmente. De todo modo, via plataforma da empresa, se houver indicação de qualquer violação, o material é retirado do ar. As votações de escolha da melhor proposta têm três possibilidades ­ triagem pela própria comunidade Zooppa em níveis e pesos distintos (júnior e sênior), pela própria marca contratante e pelo Conselho da empresa. Os valores de premiação também variam em cada fase, de acordo com a estratégia do anunciante. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

segunda-feira, 29 de março de 2010

Pesquisa analisa os desafios e estratégias em Comunicação 2.0 das grandes empresas

Um levantamento exclusivo, realizado pela Fundamento Análises com 50 executivos de TI e Comunicação de 31 empresas nos três primeiros meses de 2010, foi alvo de um dos painéis do Web Expo Fórum, organizado no Centro de Eventos do Shopping Frei Caneca entre os dias 17 e 19 de março em São Paulo/SP. Mais de 500 participantes de vários estados brasileiros estiveram envolvidos numa maratona de 49 atividades ­ entre palestra, painel, keynote e workshop ­ com 68 ministrantes. Os resultados do estudo foram apresentados pela diretora de Planejamento da Fundamento Comunicação Empresarial, Adriana Panzini, e pela coordenadora do trabalho, Madu Troyano, e debatidos pelo diretor geral da Aberje e professor-doutor da Escola de Comunicações e Arte da ECA/USP, Paulo Nassar, e pelo consultor e professor Rogério de Andrade.

Evidenciando que a natureza das empresas ainda não está tão alinhada à velocidade que os meios digitais permitem e exigem, 52% dos consultados apontam a falta total de interação das organizações com seus públicos online. De todo modo, quando isto acontece, é através do Twitter (24%), Orkut (22%) e Facebook (17%), e depois os blogs (14%). Esta falta de interação é atribuída à ausência de estratégia definida (20%) e receio de se expor (20%), além de não verem benefícios para geração de negócios B2B (17%) e de reconhecerem não haver estrutura interna para atender as demandas (17%). Para Madu, “a aprendizagem contínua precisa passar pelo recebimento de críticas”, algo que as organizações não estão preparadas.

A maior parte das empresas afirmou começar a tentativa de interação através do setor de comunicação interna, que ajuda a disseminar a cultura Web 2.0 na empresa. Outra “porta de entrada” são sites com interação, que ajudam a monitorar o volume de interações e os  assuntos predominantes, afora ações pontuais que permitem monitorar repercussão, fechamento de negócios e geração de buzz. Como exemplos de sucesso foram citadas as redes sociais internas nas organizações, que demonstram a efetividade de compartilhar informações e melhorar a produtividade. A internet como apoio a marketing é outro modo de reconhecer a pertinência da rede, em suporte a campanhas em mídias tradicionais e como plataforma para promoções e jogos. A captação de novos talentos também é outro indicador, porque já vem sendo feita via redes sociais, com evidente economia e precisão de perfil. Conteúdos informativos distribuídos têm mostrado força como geradores de novos negócios e foram outro apontamento daquelas organizações com experiência nas interfaces online. “Em geral, a mentalidade tradicional nas empresas é de restrição de informação”, comenta Adriana.

Como marcas de esforços inadequados para o meio, foi citada pelos entrevistados a manutenção de perfis falsos ou manipulados, em que a interação em redes sociais feitas por funcionários que se passam por clientes satisfeitos. Quando a idéia era excelente, muitos casos relatam problemas técnicos que impediram a execução, sendo outro ponto de preocupação. O alarde sobre lançamentos de portais, conteúdos ou campanhas que não se concretizaram na data ou forma divulgada vem acrescer na política imprópria para a presença digital, bem como não ter uma identidade única na internet e fora dela, ocasionando falta de alinhamento na comunicação e resultados abaixo do esperado.


Por Rodrigo Cogo / São Paulo

quinta-feira, 25 de março de 2010

Posicionamento estratégico da comunicação interna

Refletir sobre os benefícios de investir em inteligência em comunicação interna pode ser um passo importante na promoção estratégica da área dentro da organização. Este foi um ponto unânime entre os palestrantes da Conferência Internal Communications Intelligence da International Business Communications/IBC, integrante do Informa Group, realizada nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2010 no Hotel Park Plaza em São Paulo/SP. Quanto mais organizado, planejado e rigoroso for o processo ­ dentro da realidade de mudanças contínuas típicas de ambientes vivos, mais chance de demonstrar influência nos resultados do negócio e garantir reconhecimento.
O gerente de Assuntos Governamentais e Institucionais da Caterpillar Brasil, Antonio Carlos Bonassi, relata que o planejamento estratégico na unidade começou em 1996, com estruturação de visão, missão e valores e com atenção ao engajamento. Vencedora dos prêmios de melhor empresa para se trabalhar em dois rankings (Great Place to Work e Revista Exame), hoje a organização enfrenta com maior sintonia e até antecipação todos os movimentos do mercado. O setor de Comunicação conta com nove funcionários com todas as graduações do segmento. Apesar da demanda pela área ser cada vez maior, as equipes vêm sendo enxugadas, relata o relações públicas, para quem dizer que comunicação empresarial precisa ser estratégica é uma grande redundância. A área em si precisa estar impregnada deste olhar de longo prazo, integrado e concatenado com cenários numa postura proativa de um time de especialistas. A ideia é ser referência no tema da informação e do relacionamento junto a todos os setores da empresa. O uso da inteligência na comunicação colabora com este patamar de reconhecimento, tornando as interações fluidas na estratégia do negócio.

Na Caterpillar, há 18 canais internos para uma equipe de 4.300 pessoas em uma única fábrica, entre veículos impressos, eletrônicos e plataformas presenciais trabalhados de maneira transparente, consistente e alinhada com a estratégia. A manutenção da periodicidade de todos os meios é tido como ponto crucial de credibilidade. O telejornal Bola da Vez tem o funcionário como protagonista falando histórias ligadas ao trabalho, mesmo recurso empregado na escolha das pessoas para figurar em campanhas internas. A grande maioria dos membros sinaliza a preferência pelo recebimento de dados diretamente do gestor, revela o executivo. A formação de líderes como comunicadores, por isto mesmo, configura-se como uma busca constante com vistas a evitar boicotes aos fluxos formais.
Entre os desafios para 2010, aponta a renovação da linguagem e formato de meios internos, facilitação de acesso às comunicações na fábrica com interatividade, criação de um programa de visitação para funcionários e estímulo do espírito empreendedor. A definição destes itens deu-se por pesquisa de clima, focus groups e enquetes pela intranet. Há ainda um índice mundial que relaciona indicadores como engajamento, liderança, diversidade, mudança, qualidade, valores, remuneração, gerenciamento executivo e desenvolvimento sustentável. O conhecimento sobre redes sociais é o investimento atual, inclusive com liberação de acesso no ambiente de trabalho. “Precisamos de pessoas empreendedoras, identificadas com a cultura organizacional. É o olho do dono, com outra visão de negócio”, explica. Neste sentido, uma campanha de incentivo recente resultou na entrega de duas ações da empresa para cada funcionário, significando um compartilhamento da propriedade e demonstrando o quanto o comprometimento com resultados é função e lucro de todos.

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

quinta-feira, 18 de março de 2010

Sabedoria popular - post em rede

Passei minha infância ouvindo ditados populares. Quem é caipira sabe o reflexo que isso tem na vida da gente. Um apego danado a estas frases feitas que tão bem resumem a sabedoria do povo. Os gurus do marketing que me perdoem, mas acho que elas são imbatíveis e na maioria das vezes ajudam mais que os tantos manuais da vida empresarial que existem por aí.

Outro dia recebi, via email, uma consulta a respeito da pesquisa em comunicação corporativa. Foi quando resolvi misturar alhos com bugalhos e selecionar alguns ditados para esclarecer minha opinião.

4. Cada macaco no seu galho.
Você, caro leitor, já viu médico restaurando dentes? Ou um físico construindo viadutos? Uma fonoaudióloga fazendo fisioterapia? Pois bem. Nós, profissionais de humanidades, temos o privilégio da versatilidade. Somos intuitivos, multidisciplinares e transitamos com desenvoltura ímpar em áreas tão variadas quanto jornalismo, recursos humanos, relações públicas, publicidade, psicologia, administração. Ousamos palpitar em quaisquer espaços que nos dêem voz.

Isso nos caracteriza como generalistas. Mas pesquisa é assunto que requer especialidade, domínio de certas técnicas, conhecimento de metodologias.    Portanto, se precisar de pesquisa de comunicação ou de opinião, chame um profissional para discutir o assunto, informe-se sobre as técnicas possíveis, domine o vocabulário.

* este material foi escrito pela relações públicas Suzel Figueiredo, pesquisadora pós-graduada em Pesquisa de Mercado, Mídia e Opinião/ESPM-SP e mestranda em Ciências da Comunicação/ECA-USP. Ela é diretora da Ideafix Estudos Institucionais e coordenadora do Instituto Aberje de Pesquisas. Contatos pelo suzel.figueiredo@ideafix.com.br .

** esta é uma postagem em rede, então, pra continuar sua leitura, leia a quinta parte no blog Comunicação Empresarial ( http://marcio-comunicacaoempresarial.blogspot.com). Veja que este post tem o quarto dito popular: o primeiro você encontra no blog O Cappuccino ( http://ocappuccino.blogspot.com), o segundo está no blog Gecorp ( http://gecorp.blogspot.com) e a terceira parte está no blog Ser.RP ( http://serrp.blogspot.com).

terça-feira, 16 de março de 2010

É hora de aplicar inteligência nos processos de comunicação interna nas organizações

A formatação de business plan para aperfeiçoar a área, qualificar a equipe e garantir retornos financeiros aos investimentos chegou na comunicação interna das organizações. Diagramas, planilhas, projeções de despesas e receitas e outras ferramentas típicas dos setores administrativo-contábil agora fazem parte do cotidiano dos comunicadores. Com orçamentos cada vez mais enxutos, é preciso programar este universo de ação como gerador de valor e não como fonte de gastos. Foi o que se viu na Conferência Internal Communications Intelligence da International Business Communications/IBC, integrante do Informa Group, realizada nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2010 no Hotel Park Plaza em São Paulo/SP.

A diretora de atendimento da Press&Mídia Comunicação, Dirce Alves, entende que inteligência competitiva diz respeito à busca de manutenção ou desenvolvimento de vantagem em relação aos concorrentes, a partir da captação, filtragem e análise de dados para embasar tomada de decisão. No contexto da sociedade do conhecimento, onde a interação dos âmbitos social, cultural, econômico, político e institucional é intensa, a efetividade da leitura de cenários influencia na qualidade da ação e reação. A inovação tecnológica e a busca da integração da informação são pontos fundamentais neste cenário, ao lado do alinhamento e da disseminação de missão, visão e valores como base para a reputação. “A inteligência competitiva é um componente crucial da emergente economia do conhecimento, com análise de players de mercado e antecipação de tendências”, complementa. Todo trabalho nesta área precisa levar em conta o diagnóstico dos pontos frágeis e fortes, análise de contexto regional e limitações de tempo e recursos. Com a consciência de que a informação gera negócio, os gestores estão cada vez mais atentos à potencialidade do tema.

A relações públicas Cynthia Provedel, gerente de Comunicação Interna da Ericsson Telecomunicações, trouxe uma equação bastante simples e interessante: se processos são criados de uma somatória de pessoas e ferramentas, e pessoas significam uma conjunção de competências e atitudes, a união entre processos e profissionais leva à inteligência e à otimização. Só atendendo à estratégia do negócio é possível posicionar a comunicação interna como agregadora de valor, com os subsídios necessários para definir plano tático e demandas e alocar ferramentas e recursos. Um ponto importante é reunir uma equipe que apresente competências técnicas, comportamentais e de negócio para dar andamento eficiente a este fluxo. Sobre competências técnicas, cita a formação em si, as habilidades táticas em mídias, conteúdos e ferramentas, o conhecimento sobre mensuração e de temas transversais como branding, sustentabilidade e recursos humanos. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

terça-feira, 9 de março de 2010

Sustentabilidade uma questão digital ou analógica?

Tem se tornado frequente a discussão sobre a quantidade de "lixo midiático" produzido pelas grandes metrópoles brasileiras. Em entrevista à revista REP - Educação e Terceiro Setor nº 260, o jornalista André Trigueiro comenta que, segundo estimativas da Comlurb, no município do Rio de Janeiro, entre 40% e 50% dos resíduos urbanos são resíduos recicláveis.

Isso permite a possibilidade de um conjunto de ações sustentáveis para a preservação da natureza. A transformação da reciclagem em hábito já é uma realidade não tão distante dos nossos sonhos. Políticas públicas que fomentam as práticas sustentáveis estão presentes em cidades como Curitiba que troca o lixo reciclável por cestas básicas. Na cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul, garrafas pet viraram decoração natalina. Assim, um verdadeiro "efeito viral" se espalha por diversas cidades brasileiras, contribuindo para a preservação ambiental.

Parece que foi ontem que as primeiras páginas em papel reciclado de revistas e impressos revolucionaram a sociedade, dando um pouco de esperança aos movimentos em favor da ecologia. Até um Ministério do Meio Ambiente foi criado. Todos esses pontos convergiram para que se chegasse a um questionamento: Sustentabilidade é uma questão digital ou analógica? onde se lê analógica, leia-se mundo real.

No ambiente analógico (real) seria possível listar uma série de ações que promovam, valorizem, defendam e até institucionalizem. Já no ambiente digital, a realidade parece ser outra. Irônico né? Ao passo que esse universo potencializa as possibilidades de interação, ele também serve de pano de fundo para uma exposição demasiada de informações, muitas vezes prejudiciais e agressivas. O Brasil, que é apontado como um dos países que mais utiliza a ferramenta das redes sociais, tem indicadores bastante expressivos nesse aspecto. números Segundo pesquida desenvolvida  pela Nielsen Media Research em março de 2009, 80% dos brasileiros que acessam a internet estão conectados aos sites de relacionamento.

Como a própria designação indica, sustentabilidade é possibilitar à comunidade, à sociedade, à um grupo, produzir aquilo que consome (valores, bens e serviços) de maneira consciente, ética e duradoura. Na revista do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação nº 10, o escritor inglês Andrew Keen afirma que o uso de blogs, myspace, youtube e a pirataria digital estão destruindo a ecnomia, a cultura e os valores. Por essa lógica, se formos mais adiante, perceberemos que o universo digital está destruindo a sustentabilidade. Putz! que doideira....

A web 2.0 e o universo real proporcionam um grande paradoxo quando: " em termos de inteligência pura, elews são tão espertos como sempre foram. Mas quando falamos você vê o conhecimento deles de história,  literatura, filosofia eles são completamente ignorantes. " Afirma Mark Bauerlein, professor de literatura inglesa da Universidade de Emory, nos Estados unidos. Por outro lado, a web ofertou um novo modelo de relacionameto, modificando também a forma  de se fazer comunicação nos contatos interpessoais, na propagação de informações e na ampliação dos laços sociais.

Afinal, sustentabilidade é uma questão digital ou analógica?

Por Danilo Marinho

quarta-feira, 3 de março de 2010

Comunicação e pesquisa estão no centro da metodologia de Balanced Scorecard

Cases de sucesso em estágios avançados na implementação de BSC e os processos utilizados para internalizar e manter a sustentabilidade da metodologia com o engajamento dos colaboradores, sob influência direta dos líderes, foi o que se viu na terceira edição da conferência “Melhores Práticas em Balanced Scorecard”. E um ponto não deixou dúvidas sobre o centro do trabalho: a importância da comunicação e da pesquisa. O evento reuniu mais de 60 profissionais de vários estados e foi organizado pela International Quality and Productivity Center/IQPC, no Hotel Quality Moema em São Paulo/SP, nos dias 23 e 24 de fevereiro de 2010.

Para Fanny Schwarz, sócia-diretora da consultoria Symnetics, à medida em que a organização evolui no mapeamento estratégico é vital o engajamento do capital humano. A excelência deve estar tanto na estratégia quanto na execução e o BSC existe, na verdade, como método de comunicação e de medição do progresso de uma estratégia num ambiente - embora o desafio seja sempre transformá-lo em processo, inserido no dia-a-dia. Segundo a executiva, é preciso colocar a estratégia no centro de tudo que a organização faz. Para isto, ela deve ser traduzida e transformada em processo contínuo e tarefa de todos, criando sinergias. Estas ações não prescindem da liderança executiva como mobilizadora da mudança. “A implementação da estratégia requer um envolvimento pessoal. Daí vem o compartilhamento, o desdobramento”, acrescenta Fanny, com uma conexão top-down para alinhamento, mas sem deixar de lado o bottom-up para incorporar esta visão das coisas.

O propósito de alinhar o capital humano à estratégia é permitir que todos os colaboradores compreendam o sistema e conduzam suas tarefas cotidianas de modo a contribuir para o  seu êxito. A consultora assinala que, mesmo distantes da corporação e das sedes regionais, todos os indivíduos devem descubrir formas de atuação compatíveis. Para a criação de um clima que sustente a mudança estratégica, indica-se a garantia da compreensão da estratégia, o alinhamento de objetivos pessoais à estratégia corporativa e a vinculação com sistemas de recompensa e reconhecimento.

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Música e Relações Públicas

Afinal de contas, o que é música, qual sua relação com as Relações Públicas? Esse tema tem me tirado o sono nos últimos meses. Conversando com alguns amigos músicos, estudantes e profissionais de relações públicas tenho percebido que a música está presente na maioria das situações que vivenciamos.

Seja tomando banho (cantando no chuveiro), seja, conversando com amigos nas praças, na sala da aula, debatendo algum tema, ou ouvindo música enquanto lavamos os pratos, varremos a sala, ou limpamos nossos quartos. Partindo do pressuposto de que música é qualquer elemento sonoro, então a voz humana emitida já pode ser considerada música. Entretanto, o conceito de música é bastante abstrato e muito particular. Na condição de um fenômeno cultural, ela só funciona também porque é um fenômeno de comunicação. Desse modo, poderemos chegar a algumas discussões preliminares: a música contém comunicação? A música faz uso da linguagem?

Segundo Peirce, toda e qualquer produção e expressão humana são questões semióticas. Assim, esse fenômeno, como tantos outros, só se comunicam porque se estruturam como linguagem. Isto é, todo fato cultural e práticas sociais se constituem como, fundamentalmente, partes integrantes de um processo, pois todo processo comunicativo faz uso de signos, significados e significantes. A música é mais um integrante desses processos, seja na condição de coadjuvante ou protagonista. Ela enquanto linguagem carrega consigo um grande potencial cognitivo, através de suas modalidades.

A musicalidade é uma dessas modalidades que fazem parte do repertório em que se desenvolvem os processos de comunicação. É aí que reside o grande diferencial para os profissionais de Relações Públicas. Segundo Margarida Kunsck,

As relações sociais que ocorrem no processo de comunicação envolvem o emissor, receptor e seus efeitos recíprocos um no outro à medida que se comunicam. Quando um emissor é intimidado por seu receptor durante o processo de envio de uma mensagem, a própria mensagem e a interpretação dela serão afetadas”. (KUNSCH apud HALL. 1984, p.133)

Estes são os elementos básicos que também compõem a produção musical: emissor (compositor), mensagem (produto musical) e receptor (ouvinte). Nesse contexto, o profissional de relações públicas tem a possibilidade de, parafraseando o músico Leonardo Correa, manipular o som, a fim de comunicar.

Desde a Segunda Guerra que a música é utilizada como estratégia de comunicação, na época para fins não tão nobres, mas hoje, a música enquanto produto cultural representa uma evolução significativa, pois acompanhamos de perto a sua aplicação de caráter pedagógico nas escolas primárias em tratamentos terapêuticos como a musicoterapia. Segundo dados do IBGE, a música, enquanto manifestação cultural representa 38,7% e a atividade musical em todo o país representa 47,2%. Esses dados por si só justificam o uso da música nas estratégias de comunicação pelas organizações.

No ambiente organizacional tratamos de públicos, de pessoas. Dessa forma, a complexidade existente dentro do ambiente organizacional pode se tornar um grande pano de fundo para se construir relacionamentos com base no respeito, confiança e responsabilidade social. Inclusive esses são valores intrínsecos à música e musicalidade. Gutierrez afirma:

“A comunicação no ambiente empresarial e dele com os públicos está alicerçada na compreensão daquilo que se pretende transmitir, na linguagem comum que estabelece o universo de debates e efetiva o diálogo...” (GUTIERREZ, 2003)

“Transmitir na linguagem” (sugerindo aí a música) o estabelecer efetivo do diálogo, pois a musicalidade permite a comunicação, ou interação entre dois sistemas ou organismos.

Relações Públicas é em sua essência a prática dos relacionamentos entre diversos grupos, nas diferentes esferas da sociedade, cultural, econômico, político, social, mercadológico. No entanto, fazer uso de meios, que vão além da simples aplicação de técnicas mecanicistas, pressupõe a adesão de uma perspectiva democrática, em que, efetivamente, todos possam participar.

Por Danilo Marinho

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Amplitude das diretrizes da comunicação interna demonstra complexidade do trabalho de engajamento


Transmitir informação, desenvolver ações de valorização das equipes e perceber oportunidades, favorecendo ambiente de trabalho e contribuindo para melhorar resultados devem estar entre as diretrizes da Comunicação Interna de uma empresa. Esta é a visão e a opção de trabalho do coordenador de Comunicação e Integração da TV Globo, Mauro Mosqueira, mostrada em conferência no tema da International Quality and Productivity Center/IQPC em São Paulo/SP entre os dias 24 e 26 de novembro de 2009.

Para o executivo, cuja equipe é formada por sete pessoas e ligada à estrutura de Recursos Humanos da empresa, a premissa básica deve ser a “comunicação diretíssima”, terminologia empregada para não confundir com comunicação direta ou dirigida ou ainda marketing direto, desejando isto sim expressar a comunicação face-a-face, no entendimento de que “nada substitui o líder como comunicador”. Funcionários devem ser público prioritário e receber informação antecipada do público externo. A segmentação é outro pilar, com interfaces específicas para públicos específicos, dentro da compreensão de que a sobrecarga informativa é prejudicial. De outro lado, também é trabalhada a redundância, através de vários veículos, com conteúdos complementares, quando determinado tema for considerado relevante. Mosqueira releva que um de seus maiores cuidados está nas diferenças entre grupos internos, como a equipe alocada no Projac que não tem conexão integral com a internet, por exemplo. Do contrário, a tendência é entender como se todos formassem o mesmo bloco-alvo de mensagens e canais.

O coordenador entende que a comunicação é fator estratégico, porque faz a disseminação da missão, conceitos e premissas e contribui para aceleração de mudanças, a partir do trabalho em equipe e do compartilhamento de resultados. Isto tudo interfere no aperfeiçoamento da gestão e na promoção de clima organizacional, com ambiente estimulador, produtivo, divertido e inovador. E postula que “não podemos ser anotadores de pedidos”, dado que esta postura não consegue quebrar paradigmas ou estabelecer novas formas de trabalhar. A área de comunicação interna tem interferência no posicionamento competitivo, no papel social e imagem da empresa, na capacitação em qualidade e produtividade, no estímulo a uma visão de futuro e a um ambiente aberto à criatividade. Ele mostrou o perfil do público da TV com uma diversidade desafiadora, sobremaneira no manejo de registros de linguagem compatíveis. Entre os canais instaurados, e detalhados na palestra, estão a newsletter Espaço Globo, emitida duas vezes por semana e também fixada impressa nos quadro-de-avisos, os e-mails emergenciais segmentados, o house-organ bimestral Aldeão nos formatos impresso e online focados em projetos da empresa, a televisão segmentada por praça CATV com programas pontuais de gestão e de informação, a intranet Via Global com informações, quiz, serviços, pesquisas e blog interno.

A gerente de Comunicação para América Latina da Bayer CropScience, Claudia David, não faz rodeios para estabelecer o novo cenário de atuação dos comunicadores: o mundo mudou e de uma comunicação de mão única hoje é preciso um entendimento global de impactos e intersecções, tornando complexo o cotidiano de envolvimento e diálogo nas organizações. O universo corporativo, diante de tantos desafios, precisa de flexibilidade sem perder credibilidade. Como dificultador, as equipes são cada vez mais enxutas e com tempo de planejamento e execução cada vez mais curtos. Com 900 funcionários entre fábrica, campo e sede, ela conta com nove profissionais para toda a comunicação corporativa. “Treinamentos, diretrizes, manuais e regras não resolvem o problema. E pior, as lideranças não dão conta de seu papel de compartilhamento”, pontua. (ler mais em mundorp.com.br)



Por Rodrigo Cogo / São Paulo