terça-feira, 9 de março de 2010

Sustentabilidade uma questão digital ou analógica?

Tem se tornado frequente a discussão sobre a quantidade de "lixo midiático" produzido pelas grandes metrópoles brasileiras. Em entrevista à revista REP - Educação e Terceiro Setor nº 260, o jornalista André Trigueiro comenta que, segundo estimativas da Comlurb, no município do Rio de Janeiro, entre 40% e 50% dos resíduos urbanos são resíduos recicláveis.

Isso permite a possibilidade de um conjunto de ações sustentáveis para a preservação da natureza. A transformação da reciclagem em hábito já é uma realidade não tão distante dos nossos sonhos. Políticas públicas que fomentam as práticas sustentáveis estão presentes em cidades como Curitiba que troca o lixo reciclável por cestas básicas. Na cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul, garrafas pet viraram decoração natalina. Assim, um verdadeiro "efeito viral" se espalha por diversas cidades brasileiras, contribuindo para a preservação ambiental.

Parece que foi ontem que as primeiras páginas em papel reciclado de revistas e impressos revolucionaram a sociedade, dando um pouco de esperança aos movimentos em favor da ecologia. Até um Ministério do Meio Ambiente foi criado. Todos esses pontos convergiram para que se chegasse a um questionamento: Sustentabilidade é uma questão digital ou analógica? onde se lê analógica, leia-se mundo real.

No ambiente analógico (real) seria possível listar uma série de ações que promovam, valorizem, defendam e até institucionalizem. Já no ambiente digital, a realidade parece ser outra. Irônico né? Ao passo que esse universo potencializa as possibilidades de interação, ele também serve de pano de fundo para uma exposição demasiada de informações, muitas vezes prejudiciais e agressivas. O Brasil, que é apontado como um dos países que mais utiliza a ferramenta das redes sociais, tem indicadores bastante expressivos nesse aspecto. números Segundo pesquida desenvolvida  pela Nielsen Media Research em março de 2009, 80% dos brasileiros que acessam a internet estão conectados aos sites de relacionamento.

Como a própria designação indica, sustentabilidade é possibilitar à comunidade, à sociedade, à um grupo, produzir aquilo que consome (valores, bens e serviços) de maneira consciente, ética e duradoura. Na revista do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação nº 10, o escritor inglês Andrew Keen afirma que o uso de blogs, myspace, youtube e a pirataria digital estão destruindo a ecnomia, a cultura e os valores. Por essa lógica, se formos mais adiante, perceberemos que o universo digital está destruindo a sustentabilidade. Putz! que doideira....

A web 2.0 e o universo real proporcionam um grande paradoxo quando: " em termos de inteligência pura, elews são tão espertos como sempre foram. Mas quando falamos você vê o conhecimento deles de história,  literatura, filosofia eles são completamente ignorantes. " Afirma Mark Bauerlein, professor de literatura inglesa da Universidade de Emory, nos Estados unidos. Por outro lado, a web ofertou um novo modelo de relacionameto, modificando também a forma  de se fazer comunicação nos contatos interpessoais, na propagação de informações e na ampliação dos laços sociais.

Afinal, sustentabilidade é uma questão digital ou analógica?

Por Danilo Marinho

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