terça-feira, 16 de março de 2010

É hora de aplicar inteligência nos processos de comunicação interna nas organizações

A formatação de business plan para aperfeiçoar a área, qualificar a equipe e garantir retornos financeiros aos investimentos chegou na comunicação interna das organizações. Diagramas, planilhas, projeções de despesas e receitas e outras ferramentas típicas dos setores administrativo-contábil agora fazem parte do cotidiano dos comunicadores. Com orçamentos cada vez mais enxutos, é preciso programar este universo de ação como gerador de valor e não como fonte de gastos. Foi o que se viu na Conferência Internal Communications Intelligence da International Business Communications/IBC, integrante do Informa Group, realizada nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2010 no Hotel Park Plaza em São Paulo/SP.

A diretora de atendimento da Press&Mídia Comunicação, Dirce Alves, entende que inteligência competitiva diz respeito à busca de manutenção ou desenvolvimento de vantagem em relação aos concorrentes, a partir da captação, filtragem e análise de dados para embasar tomada de decisão. No contexto da sociedade do conhecimento, onde a interação dos âmbitos social, cultural, econômico, político e institucional é intensa, a efetividade da leitura de cenários influencia na qualidade da ação e reação. A inovação tecnológica e a busca da integração da informação são pontos fundamentais neste cenário, ao lado do alinhamento e da disseminação de missão, visão e valores como base para a reputação. “A inteligência competitiva é um componente crucial da emergente economia do conhecimento, com análise de players de mercado e antecipação de tendências”, complementa. Todo trabalho nesta área precisa levar em conta o diagnóstico dos pontos frágeis e fortes, análise de contexto regional e limitações de tempo e recursos. Com a consciência de que a informação gera negócio, os gestores estão cada vez mais atentos à potencialidade do tema.

A relações públicas Cynthia Provedel, gerente de Comunicação Interna da Ericsson Telecomunicações, trouxe uma equação bastante simples e interessante: se processos são criados de uma somatória de pessoas e ferramentas, e pessoas significam uma conjunção de competências e atitudes, a união entre processos e profissionais leva à inteligência e à otimização. Só atendendo à estratégia do negócio é possível posicionar a comunicação interna como agregadora de valor, com os subsídios necessários para definir plano tático e demandas e alocar ferramentas e recursos. Um ponto importante é reunir uma equipe que apresente competências técnicas, comportamentais e de negócio para dar andamento eficiente a este fluxo. Sobre competências técnicas, cita a formação em si, as habilidades táticas em mídias, conteúdos e ferramentas, o conhecimento sobre mensuração e de temas transversais como branding, sustentabilidade e recursos humanos. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

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