sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Amplitude das diretrizes da comunicação interna demonstra complexidade do trabalho de engajamento


Transmitir informação, desenvolver ações de valorização das equipes e perceber oportunidades, favorecendo ambiente de trabalho e contribuindo para melhorar resultados devem estar entre as diretrizes da Comunicação Interna de uma empresa. Esta é a visão e a opção de trabalho do coordenador de Comunicação e Integração da TV Globo, Mauro Mosqueira, mostrada em conferência no tema da International Quality and Productivity Center/IQPC em São Paulo/SP entre os dias 24 e 26 de novembro de 2009.

Para o executivo, cuja equipe é formada por sete pessoas e ligada à estrutura de Recursos Humanos da empresa, a premissa básica deve ser a “comunicação diretíssima”, terminologia empregada para não confundir com comunicação direta ou dirigida ou ainda marketing direto, desejando isto sim expressar a comunicação face-a-face, no entendimento de que “nada substitui o líder como comunicador”. Funcionários devem ser público prioritário e receber informação antecipada do público externo. A segmentação é outro pilar, com interfaces específicas para públicos específicos, dentro da compreensão de que a sobrecarga informativa é prejudicial. De outro lado, também é trabalhada a redundância, através de vários veículos, com conteúdos complementares, quando determinado tema for considerado relevante. Mosqueira releva que um de seus maiores cuidados está nas diferenças entre grupos internos, como a equipe alocada no Projac que não tem conexão integral com a internet, por exemplo. Do contrário, a tendência é entender como se todos formassem o mesmo bloco-alvo de mensagens e canais.

O coordenador entende que a comunicação é fator estratégico, porque faz a disseminação da missão, conceitos e premissas e contribui para aceleração de mudanças, a partir do trabalho em equipe e do compartilhamento de resultados. Isto tudo interfere no aperfeiçoamento da gestão e na promoção de clima organizacional, com ambiente estimulador, produtivo, divertido e inovador. E postula que “não podemos ser anotadores de pedidos”, dado que esta postura não consegue quebrar paradigmas ou estabelecer novas formas de trabalhar. A área de comunicação interna tem interferência no posicionamento competitivo, no papel social e imagem da empresa, na capacitação em qualidade e produtividade, no estímulo a uma visão de futuro e a um ambiente aberto à criatividade. Ele mostrou o perfil do público da TV com uma diversidade desafiadora, sobremaneira no manejo de registros de linguagem compatíveis. Entre os canais instaurados, e detalhados na palestra, estão a newsletter Espaço Globo, emitida duas vezes por semana e também fixada impressa nos quadro-de-avisos, os e-mails emergenciais segmentados, o house-organ bimestral Aldeão nos formatos impresso e online focados em projetos da empresa, a televisão segmentada por praça CATV com programas pontuais de gestão e de informação, a intranet Via Global com informações, quiz, serviços, pesquisas e blog interno.

A gerente de Comunicação para América Latina da Bayer CropScience, Claudia David, não faz rodeios para estabelecer o novo cenário de atuação dos comunicadores: o mundo mudou e de uma comunicação de mão única hoje é preciso um entendimento global de impactos e intersecções, tornando complexo o cotidiano de envolvimento e diálogo nas organizações. O universo corporativo, diante de tantos desafios, precisa de flexibilidade sem perder credibilidade. Como dificultador, as equipes são cada vez mais enxutas e com tempo de planejamento e execução cada vez mais curtos. Com 900 funcionários entre fábrica, campo e sede, ela conta com nove profissionais para toda a comunicação corporativa. “Treinamentos, diretrizes, manuais e regras não resolvem o problema. E pior, as lideranças não dão conta de seu papel de compartilhamento”, pontua. (ler mais em mundorp.com.br)



Por Rodrigo Cogo / São Paulo

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