quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Redes sociais.....

Era apenas para ser mais um experimento interno, mas a internet acabou se tornando o fenômeno que é hoje. Uma nova sociedade se construiu, ainda se desenvolve e se reinventa com as possibilidades que essa ferramenta pode nos proporcionar.

Um verdadeiro universo virtual parece nos tirar a realidade quando estamos conectados a ele, pois assim nada mais parece existir. Entretanto, essa realidade virtual só se sustenta a base do mundo real. Que paradoxal! Ainda me lembro quando o orkut, desde sua fase de bicho papão a monstro que aprendemos a conviver, de alvo de investigação policial à estratégia de análise de perfil profissional. Agora, ao que me consta são mais de 11 plataformas utilizadas com características semelhantes para se gerenciar relacionamentos.

A web se tornou 2.0, está mais dinâmica, é flex, não possui mais aquelas características de paisagem sem interação. Velocidade de informação, interação entre seus usuários, colaboração ditam as regras nesse novo cenário. Mas como falar de colaboração, sem antes lembrar de educação? Infelizmente, grande parte da população brasileira não tem acesso a um sistema de ensino de qualidade, consequentemente, o acesso à internet também se tornou limitado. Cerca de 24% da residências brasileiras possuem acesso à grande rede.

Segundo dados do IBGE, na região sudeste, 40% das residências possuem computador, enquanto que 31,5% tem acesso à internet. Já na região sul, o estudo aponta que 38,5% das residências possuem computador e 28,6% delas tem acesso à rede. Na região centro-oeste, 30,9% das residências possui computadores e 23,5% respectivamente. Os números são mais preocupantes quando o estudo se refere às regiões norte e nordeste. Apenas 17,4% das residências tem computadores e ínfimos 10,6% com acesso à internet. Esses números representam a desigualdade que existe entre os usuários da rede em todo país. O que sinaliza um estado de grande preocupação.

Outro agravante, muitas páginas da web são escritas em outros idiomas. O que fazer? Por um lado a população que não conhece sequer um computador, por outro os gastos com a publicidade aumentaram mais de 119% em agosto desse ano, apenas nos Estados Unidos. Nosso grande desafio, não podemos esquecer que existe uma parcela da população que não tem acesso à internet, e que, dessa forma, acaba excluída desse novo moviemento social.

É preciso investir em políticas públicas, em seu sentido latu, não apenas como iniciativa governamental, mas como ação da grande população, por ela estar mais próxima desses indivíduos, enfim...Afinal de contas uma cultura solidária se constrói através de processos contínuos e com participação coletiva.

Por Danilo Marinho

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Acolhimento é palavra de ordem em processos de fusão

O título não deixava dúvidas: “O papel da Comunicação Interna nos processos de reestruturações organizacionais, fusões e aquisições” era a tentativa de reunir num curso os impactos da reorganização cultural e do clima interno a partir de mudanças estruturais significativas. Este foi o desafio assumido pelo administrador Carlos Parente, que desenvolveu a atividade na ABERJE no dia 17 de setembro de 2009 para uma platéia de comunicadores de cinco estados.

Quando se fala em grandes processos de reestruturações organizacionais, fusões e aquisições, dois grandes pilares do DNA de uma empresa são impactados: a marca e a cultura. Com relação aos stakeholders ­ os públicos de relacionamento da empresa ­ mais do que os acionistas, os clientes, os fornecedores, o mercado e a sociedade em geral, a parte mais afetada é o público interno. Por isso, nenhuma marca nasce forte ou se modifica de forma consistente por acaso. Mais do que representar uma organização sólida, transmitir credibilidade e ser reconhecida pelos clientes e o mercado, é preciso que a marca represente os profissionais que contribuem para o crescimento e a consolidação da empresa e de suas estratégias no dia-a-dia. Por isto, Parente acredita que “a gente devia chorar mais a morte da empresa, com sofrimento externalizado. Se não, vêm os líderes negativos”.

O consultor assinala que o mundo está mudando: há tolerância zero para erro e omissões, controles muito mais rígidos, exigência de transparência e ética num processo educacional contínuo. Ele constata uma certa sensação de “narcotização da informação”, com um consumo desenfreado de dados sem haver processamento e uso efetivo deles. Neste sentido, cita a Universidade de Berkeley que apontou a produção mundial de 10 hexabytes de conteúdos em 2007 ­ o dobro do que foi produzido em toda a história até 2000. Independente da velocidade dos fatos, algumas questões não se alteram. Ele elenca os desejos das pessoas que permanecem, como respeito e confiança, autonomia, interações agradáveis, tratamento justo, orgulho com as próprias realizações e possibilidade de aprender. “O atendimento a essas necessidades auxilia as pessoas a se sentirem completas e a obterem o significado do que fazem”, ressalta. Na comunicação, novas demandas se apresentam como a relevância de conteúdo e a seletividade das pessoas. Então, “comunicar não é mandar mensagem, é fazer-se compreender e preferencialmente levar a uma ação. A Comunicação informa, forma e transforma. Todo profissional de comunicação é educador”, arremata ele. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Ação em rede transforma a perspectiva comunicacional

Há um novo perfil de comunicador para uma nova realidade de interação. As redes sociais e o múltiplo protagonismo exigem uma postura estratégica; sem, contudo, perder a ousadia de testar modelos e abordagens. Este foi o temário do 10º Encontro ABRP – Edição Comunicação Digital, realizado no dia 12 de setembro de 2009 no auditório da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado/FECAP em São Paulo/SP. Para debater as tecnologias, os processos e as ações e estratégias de relacionamento das organizações e seus públicos, foram convidados os profissionais e pesquisadores Beth Saad, Marcelo Coutinho, Carolina Terra, André de Abreu e Eduardo Vasques.

Transitamos entre a era industrial e a era da informação, onde a cultura de parcerias se transforma numa grande ação em rede. A contagem de inovações não se dá mais em gerações como antes, mas apenas em anos. Ainda assim, há convivência de diferentes consciências e práticas, que precisam ser integradas sem ser desrespeitadas. A relação com o meio digital se estabelece a partir da natureza do negócio, a cultura da organização, as características dos stakeholders e a própria visão de futuro e a direção dos investimentos dentro da clareza da relevância dos relacionamentos. O ingresso das organizações neste universo interativo pressupõe a contratação de equipes especializadas em tempo integral, numa ação qualitativa que gera necessidade de orçamento, ao contrário dos sistemas e plataformas que estão disponíveis gratuitamente. “É um processo operacional de trabalho para o que não estamos preparados, ainda mais em ambiente digital”, afirma a pesquisadora e professora da Escola de Comunicações e Artes da USP, Beth Saad.

Ela sugere a categorização dos públicos segundo seu uso e envolvimento emocional com a internet (espectador, novato, explorador, conector, profissional). A análise envolve três grandes temas: conteúdo, tecnologia e colaboração. No cardápio de usos do cenário 1.0 da rede constam ferramentas como e-mail, FAQ’s, enquetes, fale conosco, onde estão a maioria das organizações. No ambiente 2.0, entram novas tecnologias e interfaces amigáveis como blogs, microblogs, RSS, wiki, fóruns, processos de recomendação. E o mundo 3.0 está em construção, onde os sistemas de indexação vão ganhar importância. A dica da consultora é experimentar redes sociais para escutar e aprender a participar e compartilhar, preferencialmente com conteúdo de valor agregado que possa ser replicado nas redes de cada interagente. Neste sentido, é ver a comunicação contemporânea como organismo vivo, mutante, flexível e adaptável, podendo assim até antecipar tendências.

SOCIALCAST - Na internet, vê-se um novo padrão de comunicação, saindo do broadcast (um para muitos) e indo para o socialcast (milhares para milhares). Na perspectiva broadcast, a intenção é exposição da marca e os parâmetros de decisão estão embasados em alcance e eficiência. Já no socialcast, a base são fatos – gerados exatamente pelo encontro da comunicação organizacional e pela repercussão das pessoas, com outros tipos de parâmetros de mensuração. Este foi um dos princípios comentados pelo consultor de análise de mercado do IBOPE Inteligência e professor da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Coutinho. No início da rede, a visão predominante das empresas foi no sentido de aplicar o mesmo conceito de canal de difusão de informações para a internet, até surgir alguns espaços baseados eminentemente em interação contínua entre vários agentes, compreendendo que a mídia colaborativa funciona também como expressão e identidade social dos indivíduos. “No funil das decisões, o boca-a-boca é o ponto de diferença”, assinala. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

domingo, 20 de setembro de 2009

Qual o futuro dos stakeholders?

Volta e meia eu comento, afirmando com alguns colegas de faculdade que stakeholders não existe mais. Em função, na maioria das vezes, das mudanças constantes no cenário, econômico, social e político da sociedade.

Alguns meses atrás postei um texto em que expressava a minha ideia da não mais existência dos stakeholders. Profissionais concordaram, colegas discordaram. Mas é certo afimar que o próprio modelo ainda é novidade para muitos profissionais e o próprio mercado que muitas vezes não consegue atender a tanta demanda.

Público, ou stakeholder, como queiram chamar, é peça fundamental na constituição de toda organização, etretanto, três décadas não foram suficientes para afirmar o modelo na comunidade acadêmica, ou entre profissionais. Para provar isso é o que o professor Deepak Malhota, da Harvad Business, propôs em evento realizado pela Universidade de Virgínia. Uma revisão do modelo que, para ele "...não ajudaria as organizações a decidir diante das questões e desafios referentes à conquista e manutenção da confiança dos negócios..."

Por um lado isso é bom, porque com a velocidade e inconstância em que vivemos, devemos sempre rever nossos conceitos, por outro lado ainda continuo me pergutando, será que três décadas não foram suficientes para afirmar esse modelo, ou ele realmente não mais se enquadra na sociedade pós-moderna em que vivemos? Deixo então essa reflexão para que possamos discutir, e já adiantando um convite que faço aos colegas e profissionais. Vamos sentar, tomar um café e debater essas questões, vai ser legal....(Eu pago o café)!

por Danilo Marinho

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Gestão de marcas como estratégia de relações públicas

Muito se fala em gestão de marcas nos cursos de comunicação social. Principalmente os estudantes e profissionais de Relações Públicas. Assistindo a uma das aulas na faculdade, se comentou sobre uma instituição que, anos atrás não utilizava a identidade visual como estratégia de comunicação, mas que hoje é uma referência em todo o país.

O que me estimulou a escrever esse texto foi o fato de que, quando estudantes apredemos que as Relações Públicas são uma das mais promissoras profissões em nosso país, pesquisas apontam que esses profissionais têm se tornado, cada vez mais estratégicos nas organizações. Somos incentivados a defender veementemente a bandeira das RP´s. Mas passeando pelo universo virtual me daparei com uma situação: as páginas da internet dos conrerps.

Sabemos que hoje, sobretudo com a velocidade da comunicação dentro do mundo virtual e os avanços tecnológicos, a internet é um dos principais veículos de comunicação, seja de massa ou dirigida, utilizados nos planejamentos de comunicação da maioria dos profissinoais de comunicação. No entanto, quando visitei as páginas dos conrerp´s 2ª, 3ª, 4ª e 5ª região, percebi que existe uma grande diferença estética nesses endereços.

Na página do Conrerp 2ª região, logo de início, o usuário é convidado a entrar com a mensagem "bem vindo", navegando pela página, se tem fácil acesso a informações e uma grande variedades de recursos para facilitar a navegação do usuário. Até aí tudo bem. Na página do Conrerp 3ª região já percebemos uma diferença em relação a página do Conrerp 2ªregião. A disposição das informações estão distribuídas de forma diferente, inclusive as tonalidades de azul. Já no Conrerp 4ª região essas diferenças estão mais visíveis, também com a mudança das cores do título da página de branco para preto, mas ainda mantendo a mesma intenção das outras páginas dos conrerp´s. A página do Conrerp 5ª região já é gritante a diferença, começando também pelas cores do fundo da página, predominantemente marrom. Informações distribuídas de forma incoerente e ainda, o endereço de e-mail para contato não recebe mensagens.

O sistema Conferp apresenta um layout mais claro e de fácil acesso para os seus usuários. O que pergunto é: Existe uma autonomia para os gestores dos conselhos regionais desenvolverem suas páginas da web de forma independente? Sendo assim, deixo minha sugestão para se reverem os conceitos na construção das páginas dos conselhos regionais, criando-se uma unidade, fortalecendo a indentidade visual, reposicionando a marca "Relações Públicas" em nosso país, facilitando a comunicação conrerp´s/usuários.

Porque a impressão que tenho é que: Cada um por si e Deus por todos e ainda me parecendo a briga do pré-sal onde cada estado quer ficar com a maior fatia do bolo....

Por Danilo Marinho

domingo, 13 de setembro de 2009

Permanente estado de reinvenção define a internet

As mudanças no marketing a partir das interações digitais, as novas métricas de avaliação de desempenho na comunicação online e as múltiplas telas de relacionamento abertas com a tecnologia foram alguns dos temas que dominaram a seqüência da terceira edição do seminário Digital Age 2.0, realizado no Sheraton WTC Hotel em São Paulo/SP nos dias 26 e 27 de agosto de 2009. Convidados internacionais dividiram espaço com especialistas brasileiros para analisar e tentar consolidar as novidades para uma platéia lotada de profissionais de diversas áreas.

O vice-presidente e diretor de Insights da Edelman Digital, Steve Rubel, deu início ao segundo dia de atividades para estabelecer as cinco maiores tendências digitais. Uma delas diz respeito ao uso da internet como intermediadora da resolução de problemas e como expressão de identidades, sobremaneira em plataforma de redes sociais. Com isto, ele indica ser necessário auditar os pontos-de-vista postados online e a partir dos insights construir relacionamentos com embaixadores digitais preparados para engajar e ágeis para tomar decisões. Outro ponto destacado foi a aglutinação das mídias, que se põem em permanente estado de reinvenção, e por isto é um ecossistema que deve ser visto com maior abrangência. Por extensão, cresce o espaço de curadoria de conteúdo por nichos. “Menos é o novo mais”, menciona o executivo, comentando que a sobrecarga de informação leva à necessidade de simplificação e objetividade. A atenção é cada vez mais seletiva. Diante disto, sugere providenciar conteúdos úteis. Para encontrar o que é interessante para cada indivíduo ou grupo, basta “semear” a discussão nas redes sociais e agir. A quarta tendência apontada não tem tradução ­ seriam os “corporate All-Stars”, termo para designar a identificação e engajamento de pessoas influentes na trajetória da organização, tornados representantes das marcas e disseminadores da interação e de uma postura de ouvir. Por fim, Rubel falou do poder de atração, ou seja a relevância e a periodicidade de conteúdos como determinante para garantir que seja encontrado nas buscas e para conquistar a atenção das pessoas.

Na opinião do diretor, há uma aproximação cada vez maior entre relações públicas e serviços de atendimento ao cliente, porque são áreas centradas no estímulo, recepção e resposta a interações de públicos. Trata-se de uma nova perspectiva de marketing, que compreende as sensações correntes para impulsionar as estratégias de diálogo, que depois podem desembocar em vendas efetivas. É o desafio da mobilização aliada a um modelo de negócio com geração de receitas, porque mídias sociais lidam com reputação e o restante viria como conseqüência. Afora isto, ele assinala que a comunicação não é a solução para maus produtos e serviços ­ e isto fica evidenciado nas redes. Os discursos inconsistentes não se sustentam mais. (Ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A internet é uma plataforma de relacionamento

A palavra digital não pode mais ser usada para definir uma mídia ou produto. Digital é um modo de vida. Para comprovar esta afirmativa, bastava estar presente à terceira edição do Digital Age 2.0, conferência que uniu marketing, publicidade e negócios, tendo a internet como plataforma de relacionamento, nos dias 26 e 27 de agosto de 2009 no Sheraton WTC Hotel em São Paulo/SP. O evento contou com mais de 30 especialistas em marketing, publicidade, comunicação, negócios e internet, incluindo seis palestrantes internacionais, para discutir temas como relacionamento com o consumidor na web e em múltiplos canais, o valor da audiência online e as tendências tecnológicas.

Tony Hsieh, CEO da loja virtual Zappos.com, deu início à maratona de aprendizagem com um enfoque bem distinto: ao invés de falar especificamente em tecnologia de atendimento ao cliente, que é de fato o grande diferenciador do canal online de compras, preferiu comandar uma reflexão sobre o papel de cada um na sua própria existência e na sua relação com o mundo. No lugar do lucro, a grande busca do ser humano seria a felicidade, e é mirando neste caminho que todas as estratégias empresariais são estruturadas. A empresa tem 1300 funcionários e quatro milhões de itens para comercializar para um cadastro de 11 milhões de pessoas. Ele aponta que “ao invés de gastar com publicidade e marketing, coloco este dinheiro na experiência do cliente com a marca”. A estratégia da companhia - de valorizar o aspecto humano mais do que as ferramentas digitais - fica clara quando Hsieh destaca que o objetivo da Zappos.com é criar um sentimento “wow” entre seus clientes. Por "wow", o empresário se refere à capacidade de surpreender o consumidor. “Ocasionalmente, até direcionamos as pessoas para sites de rivais”, revela.

Neste sentido, apesar de ser uma loja eminentemente virtual, em todas as páginas há registro de um número de telefone 0800 para contato imediato se desejado pelo internauta. Também o funcionamento 24 horas, inclusive na entrega dos produtos, e a ausência de taxas, é outro diferencial. O tele-atendimento não é automatizado e não tem script padronizado, num tom de diálogo amistoso e próximo. O sistema de recrutamento é igualmente inovador, com uma série de dinâmicas voltadas a determinar a adequação do candidato ao espírito da organização, acima das habilidades técnicas. Um recurso inusitado é, após o primeiro mês, haver a oferta ao recém-contratado de dois mil dólares para que desista do emprego. Se recusar o dinheiro e optar pela vaga, estará demonstrando sintonia com os valores da empresa e visão de futuro. Em 2007, 3% aceitaram a oferta financeira, enquanto em 2008 o número baixou para 1%, segundo Hsieh. Ele ainda falou sobre o “Livro da Cultura”, montado a partir da pergunta, a cada membro, sobre o que significa trabalhar na Zappos, com respostas divididas por departamento. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

VOZ (Relações Públicas - especial para comunicadores)


O que é voz senão a emissão de sons
ressoando na nossa boca. Esse elemento
fundamental para a nossa sobrevivência
num ambiente social. Como assim, e as pessoas
que têm problemas de fala, ou são mudas?

Tudo bem, todos nós sabemos da existêcia
de (libras), mas quantos de nós, comunicadores,
fazemos uso desse tipo de linguagem, ou do corpo,
como componente essencial para se construir
novos processos comunicativos?

A voz representa identidade, uma realidade,
nos traem como aqueles amigos infiéis que,
ansiosos por nos delatarem, reclamam barulhentos
por um direito seu.

Para comunicadores representa mais que isso,
representa estratégia, planejamento, ação.
Imaginemos construir uma ação em silêncio.
Vamos construir um planejamento estratégico
de comunicação em que não se fale nada,
afinal de contas, quem fala demais acaba
sem nada por fazer!

Por Danilo Marinho

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Tri, tricolor, tri, tri, tri,tri, tricolor (Crise entre ética, estética e Responsabilidade Social)

Não poderia deixar essa passar em branco. Em matéria exibida pelo jornal local sobre futebol, em que mostrava o sonho de um ex jogador, atualmente trabalhando como gari, em voltar aos gramados, mostrou o preconceito e a falta de visão dos dirigentes do Santa Cruz Futebol Clube, treinadores, enfim...

Sandro, o gari, que já foi jogador das equipes de base, ficou sabendo por colegas que iria ter um peneirão do Santa e não teve dúvidas, se preparou, arrumou as chuteiras, deu um gás na limpeza do gramado e esperou o treino coletivo do Santa começar. Para surpresa de todos, ele foi um dos últimos a entrar em campo, entretanto teve também um dos melhores desempenhos e aguardou a seleção do treinador do grupo.

Alguns minutos depois, após o término do coletivo, o treinador falou com cada jogador, informando quem passaria pelo peneirão, ou não. Uns receberam a boa notícia, outros não, como Sandro, que, apesar de ter tido o melhor desempenho no treinamento, não foi selecionado por uma questão bastante simples: estética. Como ficaria um clube, com tamanha tradição no estado, que possui uma das maiores torcidas do nordeste, tendo em seu elenco um gari?

Pois esse foi o motivo alegado por Dado, treinador do Santa Cruz, que não quis se pronunciar e também pela direção do clube. O medo de serem zoados pela torcida, como afirmou um dos dirigentes foi mais alto e prejudicou a tão saturada imagem do prórpio clube. Onde anda o departamento de marketing? onde anda os profissionais de comunicação? Daí resolvem se explicar, dando uma declaração, que não convenceu a ninguém. Ao menos para mim.

Será que contratando o Sandro, um dos melhores em campo no momento, poderia ajudar a reposicionar a imagem do clube frente a seus próprios torcedores? Sim e ainda, iria chamar a atenção da sociedade, pois seria uma ótima oportunidade de se criar programas de relacionamento baseados em fundamentos éticos e não estéticos como nesse caso.

De que adianta tanto produtos nas prateleiras do clube, se não existe valor agregado a eles? Tem um amigo que não acredita em responsabilidade social nas empresas. Talvez um profissional de Relações Públicas tivesse sensibilidade e perceberia aí uma grande oportunidade de projeção e reposicionamento da marca e não motivo de chacota do adversários e torcedores. Pensem!

Por Danilo Marinho

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Interdependência está na base de processos comunicacionais vencedores

Empresas em processos de transição (globalização, fusão, aquisição, profissionalização de gestão) não podem tomar decisões na pontualidade do mercado. Seus ativos intangíveis, nestes momentos, estão sob intenso risco e pode-se esquecer da essência da organização. O grande esforço, segundo o consultor e presidente da Thymus Branding, Ricardo Guimarães, é fazer que tudo possa, mesmo em mudança, continuar o mesmo. Ele participou do 2º Encontro Mega Brasil de Executivos de Comunicação Corporativa, realizado no dia 19 de agosto de 2009 no auditório da Vivo em São Paulo/SP. Com a palestra “Interdependência ou Morte”, ele reuniu cerca de 50 executivos brasileiros para debater as fortes alterações de comportamento da sociedade e seus impactos nos negócios, num cenário de transformações revolucionárias, particularmente no universo da Comunicação.

Como a empresa é um sistema vivo integrante de um ecossistema complexo, com o qual interage e do qual pertence, fica evidente a necessidade de desenvolver estruturas adaptativas rápidas diante de mudanças. A velocidade da atualização de processos no mercado é o novo indicador de êxito, ao contrário das padronizações da qualidade. “É a ampliação do entendimento de gerir uma dinâmica de relacionamentos”, explica. Para tanto, é relevante ter um pensamento sistêmico, e o consultor cita Einstein ­ “um problema não pode ser resolvido no mesmo nível de consciência em que foi criado”. Uma visão mais ampla sobre os processos é um novo requisito, porque a globalização trouxe uma sinergia surpreendente e uma grande fonte de riquezas, mas ao mesmo tempo expôs a interdependência. E ele avalia: “a crise denuncia a nossa incompetência. Precisamos hoje ser mais científicos e menos românticos”. Guimarães, que tem destacada atuação em dois dos maiores cases de branding do país - Natura, que é case study na London Business School, e Banco Real, que é case study na Harvard University, formatado por Elizabeth Moss Kanter - é membro do Conselho Deliberativo do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, do Conselho Curador da FNQ - Fundação Nacional da Qualidade, do Conselho Consultivo do ARES - Instituto para o Agronegócio Responsável e do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas. Trabalha para organizações como Vivo, Carrefour, TAM, Grupo Santander Brasil, CPFL, Contax, Toyota, Grupo Algar, Fleury, Rossi, Suzano e Organizações Globo.

A nova dinâmica de interrelações por indivíduos com o poder de comunicar e mobilizar evidencia a obsolescência das corporações, que não tem agilidade para acompanhar. A estratégia um-a-um é imensamente engajadora e recria as zonas de influência de opinião, dentro da chamada Sociedade do Conhecimento, no que o especialista denomina “transição épica” da Sociedade Industrial. O enfoque é a atualização rápida da estratégia através de insights, para o que é imprescindível a aderência dos profissionais à causa, sabedores de suas metas. Riscos mal dimensionados são um dos maiores erros da gestão na atualidade, decorrentes da ignorância sobre os sistemas interdependentes. Um sistema de comunicação antigo é rígido e lento, incompatível com a agilidade requerida em um panorama de inconstância. Ele qualifica como ingenuidade postar-se numa perspectiva de não se convencer da alteração do pressuposto das relações sob impacto da tecnologia. O presidente da Thymus então fez a diferenciação entre tempo diferido, como tempo entre o fato acontecer e se saber de sua ocorrência, e o tempo real, da instantaneidade e de transparência de cenário como condição de alta exposição e falta de controle. “A perenidade da organização vai depender da capacidade de interconexão”, resume, acrescentando que “quem conta com bastidor como premissa para dar certo, está em risco. Não existe mais off”. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo