quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Comunicação interna apresenta diversidade de posicionamento hierárquico nas organizações

O desenvolvimento da área de comunicação interna nas organizações brasileiras demonstra uma diversidade de pontos de localização na divisão hierárquica para o tema. Ora vinculado à Marketing, em outros momentos agregado ao setor de Recursos Humanos ou ainda consolidado em estrutura independente, afora os diferentes níveis de intimidade e influência na gestão estratégica, em geral este desenho diz muito sobre o estilo do trabalho a ser desempenhado e mesmo sobre a interpretação do negócio em relação ao fator humano na movimentação da engrenagem produtiva e relacional. Todas estas possibilidades estiveram presentes na 4ª edição da Conferência de Comunicação Interna da International Quality and Productivity Center/IQPC para trocar experiências. O evento aconteceu nos dias 24 a 26 de agosto de 2010 no Blue Tree Faria Lima em São Paulo/SP, e mostrou que não existe determinação de manual, pois cada empresa ou instituição acompanha um grau próprio de postura dialógica e de atribuição de importância ao pensamento neste universo de atuação. Parece haver ao menos um ponto em comum: quanto maior o investimento em CI e mais próxima esta equipe estiver da tomada de decisões relevantes, mais fluido e maduro fica o relacionamento entre as pessoas no ambiente de trabalho.

A compatibilidade de percepções dos colaboradores e dos públicos externos sobre determinada organização é a grande missão da comunicação interna, com impacto no comprometimento e na qualidade dos produtos e do negócio. Esta é a visão expandida da coordenadora de Comunicação Corporativa do Grupo Petrópolis (detentor de marcas como a cerveja Itaipava e o energético TNT), Eliana Cassandre, que gere três mil funcionários em quatro unidades. São três pessoas na área, antes executando funções dentro de um setor de Recursos Humanos. Neste formato, o entendimento é que a reputação é o guia da ação, atuando como geradora de links. A sequência de encontrar o caminho, descobrir o público, definir a linguagem e escolher os canais para então viabilizar a comunicação continua importante, mas vem sendo cada vez mais abreviada pela urgência ou sobrecarga de demandas, num contrasenso com a constatação de que “se não gerar conhecimento, não há comunicação”.

Desde o início dos trabalhos, Eliana aponta que foi buscado o foco a partir da expectativa dos pares internos, para depois haver desenvolvimento de cenários, respectivas mensagens e estratégias. Conversas com gestores, visitas às unidades, definição de políticas e procedimentos estiveram entre os passos tomados para chegar na elaboração de um plano e na determinação de canais de interface. Além de jornal, folder institucional, jornal-mural, intranet, programa de visitação Beer Tour, foi implementado um projeto de informação variável nos fundos de tela de todos os monitores. Outras novidades foram a produção de um relatório de desempenho social, com investimentos realizados em 2009 como o projeto Área de Mobilização Ambiental feito nas comunidades, e um treinamento sobre comunicação corporativa para gestores. Suas novas frentes de trabalho são gerenciamento de crise, implantação de um painel eletrônico de informações e um programa de incentivo à inovação. A coordenadora aponta alguns mitos que envolvem a área, como a noção de que todos os colaboradores sabem o que é comunicação interna, o que nem sempre acontece, assim como a ideia de que o setor de CI é responsável por toda a comunicação. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Comunicação interna enfrenta desafio de divulgar valores e estratégias

Fica cada vez mais distante o cenário onde setores de comunicação interna de organizações eram simples atendentes de demandas de outras áreas, em processos pontuais de transmissão de informação no ambiente de trabalho. Com um renovado status de consultoria estratégica, as equipes agora estão empenhadas na difícil tarefa de comunicar valores e promover um alinhamento verdadeiro de expectativas e discursos. Numa época em que as pessoas lutam cada vez mais por seus direitos e pelo pleno atendimento de suas demandas, dentro e fora do universo profissional, vê-se o grande desafio que há pela frente. Esta pode ser uma das conclusões diante das realidades de mais de 18 organizações nacionais e multinacionais presentes na 4ª edição da Conferência de Comunicação Interna da International Quality and Productivity Center/IQPC. O evento aconteceu nos dias 24 a 26 de agosto de 2010 no Blue Tree Faria Lima em São Paulo/SP, reunindo cerca de 100 participantes de vários locais do país.

Carmem Murara, gerente de Comunicação Institucional da Rede Paranaense de Comunicação/RPC, falou do desenvolvimento e implementação de plano de estruturação da área de comunicação com base nos conceitos de missão, visão e estratégias empresariais. Para ela, o trabalho envolve uma ênfase na visão humanística, com a convicção de que a personalidade pode e deve ser continuamente aperfeiçoada como perspectiva da busca da excelência humana e do desenvolvimento de uma postura mais solidária e menos individualista. Até o final de 2008, apesar de representar uma empresa de comunicações, não existia o setor formalmente na estrutura, apenas como um grupo multissetorial voluntário formado por jornalistas e com enfoque transmissor de novidades ou “furos”, sem o embasamento institucional progressivamente requisitado. Além disto, Carmem entende que este profissional não tem no DNA os processos necessários de gestão, para além das técnicas comunicacionais. E foi com esta perspectiva que a gerência foi estruturada dentro da Diretoria de Marketing Corporativo, pensando em informar, envolver, engajar e reconhecer, numa integralidade de intenções que viabiliza a satisfação. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sustentabilidade em eventos deve ser compreendida de modo sistêmico

É falando em sustentabilidade em eventos como algo sistêmico e com gestão realizada com compromisso e responsabilidade em todas as fases e processos que o administrador André Dornelles tem conquistado plateias e aproximado mais um setor de negócios da tripla visão de perenidade e eficiência, articulando olhares econômicos, sociais e ambientais. E foi assim que ele causou impacto junto a mais de 150 profissionais de comunicação, marketing e organização de eventos, reunidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial/SENAC no lançamento de parceria com a Associação de Marketing Promocional/Ampro no dia 12 de agosto de 2010 no Senac Consolação.

Administrador de empresas, consultor especializado em sustentabilidade e leis de incentivo fiscal e sócio-diretor de planejamento da empresa Apó Soluções Consultoria e Comunicação, Dornelles está há 12 anos neste enfoque de formatação de marcas sob a inspiração da sustentabilidade. Já realizou projetos especiais para organizações como Banco Bradesco, Petrobras, Mercedes-Benz, Governo do Estado de São Paulo, Prefeitura Municipal de São Paulo, Pirelli, Unesco e TAM. Para o especialista, não há nada mais agressivo que a postura do mercado em trabalhar com uma espécie de obsolescência planejada na produção e uma obsolescência perceptiva na comunicação e no design. Por isto, ele fala em atitude sistêmica, significando a abrangência de determinados princípios em todos os atos organizacionais, como redução da pobreza, busca de qualidade de vida, poupança de recursos naturais, destinação correta de resíduos e produção limpa. A intenção é esclarecer sobre a aplicação permanente do ciclo repensar, reduzir, reutilizar e reciclar, sendo que para tanto é necessário mudar a gestão sustentável para a própria vida das pessoas, antes de desejar qualquer transposição e conscientização corporativas.

A tarefa é difícil para todos os segmentos, porque envolve sair de uma zona de conforto e despertar para novas experiências e compartilhamentos. Segundo Dornelles, é exatamente a instauração de novos hábitos no mercado de organização de eventos que ele procura trazer à tona para criar uma nova cultura. E complementa: “é uma programação mental que precisa ser superada”, nem que seja acelerada pelo viés econômico: a sustentabilidade aumentando como influenciadora de compra. Eventos sustentáveis são aqueles que, necessariamente e de modo continuado, aplicam, em sua gama de processos e atividades, os princípios da sustentabilidade na concepção, preparação, organização, realização e pós-evento, atendendo a preocupações sociais, ambientais e econômicas. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

TV Digital, eis a questão!


Em tempos de inclusão digital e democratização da tecnologia, a TV Digital, assim como a internet representa a quebra de paradigmas no que se refere ao acesso a informação. Finalmente parece que ela, a TV deixou de ser artigo de luxo e passou a ser produto de necessidade básica em nosso país, como mostra pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em 2002, em que as vendas de aparelhos eletrônicos representam 68,3% da atividade de venda de material eletrônico e de comunicação.

A demanda da TV Digital é um reflexo dos avanços tecnológicos e da mudança econômica/cultural da sociedade brasileira. O aumento do poder de compra do consumidor nos últimos anos foi um dos principais indicadores econômicos que contribuíram para essa nova realidade. Mas afinal, o que é TV Digital? À primeira vista parece-me que a televisão está se tornando um veículo digitalizado como uma plataforma web, isto é, uma rede social. Como a própria designação indica, a TV Digital é um novo modelo de transmissão de áudio e vídeo baseados em sinais digitais.

Se é digital, inevitavelmente não podemos deixar de pensar em interatividade: principal característica da TV Digital e o elemento que transformou o modelo de web 1.0 em 2.0. De maneira geral, as funcionalidades do novo modelo de transmissão de TV são uma oportunidade de telespectador e emissora dialogarem em tempo real.

As semelhanças de TV digital com a internet vão muito mais além do que apenas questões técnicas e avanços funcionais. Aquele clássico chuvisco na imagem e o áudio parecido com um velho tocador de vinil foram extintos com o novo modelo de transmissão. Agora será possível também fazer compras, bater papo, entre outros. Na medida em que as novas mídias evoluem e caracterizam os modelos de relacionamento modernos, a televisão digital - resultado e resultante da mudança de postura política, social e cultural - representa uma evolução em se tratando de políticas públicas no Brasil. 

Entretanto, como declara a professora Cicília Peruzzo no portal Cidadania1, da Universidade Metodista: "O problema é que o sistema de televisão digital, em processo de implantação, está centrado mais como um modelo de negócio lucrativo para as atuais grandes redes de comunicação do que para oferecer à sociedade toda a potencialidade, em termos de número de canais e sistema de interatividade, que o sistema digital possibilita." A convergência de novos saberes em tecnologia transforma a mídia televisiva em uma mídia associada, ou seja, ela será apenas uma referência que fará link com os dados compartilhados na rede.  

Por um lado, a TV Digital tem uma representação simbólica de democratização da informação, baseada em interatividade, mobilidade, variedade e versatilidade, além de representar, para as classes C, D e E a máxima popular: “Banana é um real”. Por outro, a carência de uma programação de qualidade parece estar ainda longe do ideal do almejado por educadores, comunicadores, estudantes, professores. É esperar para ver.
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1 http://www.metodista.br/cidadania/numero-51/tv-digital-nao-garante-a-democratizacao-da-comunicacao

Por Danilo Marinho

I ENCONVRP “O papel do Relações Públicas nos espaços de poder”

 
         De 10 e 11 de Setembro, o Diretório Acadêmico da Escola Superior de Relações Públicas de Pernambuco - Esurp, com o apoio dos representantes de turma e das professoras Cristina Maranhão e Maria José Rosa, sob a coordenação Acadêmica da Profª Eliane Costa, promovem na Escola Superior de Relações Públicas – Esurp, em Recife (PE), o I ENCONVRP sob o tema: “O Papel do Relações Públicas nos espaços de poder”. Durante o evento, profissionais renomados e acadêmicos de todo o Nordeste poderão trocar experiências e dividir conhecimentos sobre os temas específicos abordados em cada Encontro.

      “Nossa intenção é abordar de forma direcionada e bem especifica, as mais diversas áreas de atuação do Relações Públicas, para que nossos futuros RP’s saibam como trabalhar com as mais diferenciadas ferramentas da profissão. Com grande prazer estamos convidando a todos para o I Encontro de Convivência em Relações Públicas. Dando um pontapé inicial a uma atividade que iremos torná-la regular para o nosso currículo acadêmico. Esperamos desta maneira tornar a função de Relações Públicas mais atraente tanto para o futuro profissional de RP que atua em diversas áreas bem como para o especialista”.

Por Juliana Coeli / Recife

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Influência, confiança e engajamento integram nova ordem da comunicação

Os perfis no Facebook definiram um novo modelo nos relacionamentos entre empresas e seus clientes, permitindo que o marketing personalize as experiências com os produtos. Essas ações são potencializadas com a “transferência de confiança” que as mídias sociais também proporcionam. A recomendação ou a crítica a um determinado produto entre membros de uma mesma comunidade pode ser um elemento decisivo nas decisões de compra. Entre os motivos do Facebook tornar-se um modelo de identidade digital está na configuração aberta que permite transitar dados pré-cadastrados em outros canais ou agregados em widgets. Estas foram as impressões principais comentadas por Clara Shih, autora do livro "The Facebook Era" e fundadora/CEO da Hearsay Labs, especializada em soluções de gestão e métricas corporativas em redes sociais. Ela fez parte de um time de especialistas convidados para falar no  Digital Age 2.0, realizado nos dias 18 e 19 de agosto de 2010 no Sheraton WTC Hotel em São Paulo/SP.

Para Clara, o Twitter e o Facebook são novos modelos de comunicação, dentro da noção de “uma confiança transitiva que facilita para atingir pessoas e para interagir com marcas”. A indicação é escutar cada vez mais para poder compreender as pessoas, e para tanto é preciso uma presença digital diversificada. Nos casos de sucesso de marketing social apresentados, as empresas se dedicaram a escutar seus públicos e praticar ações especificas por segmento (hypertargeting). O hiperfoco é aproveitar a possibilidade de forte direcionamento a nichos, numa diversidade de cruzamento de dados para personalizar mensagens e proposições de experiências. Ela também chama atenção sobre a relocalização de websites de pequenos negócios, que encontram um complemento de visibilidade no Facebook, com suas páginas de divulgação com facilidade e agilidade de atualização de conteúdo, e também sugere distribuição de aplicativos úteis como meio de propagação e engajamento e lançamento de games sociais como proposta de marca.

Andrea Harrison, vice-presidente da Razorfish, responsável pela divisão de Social Influence Marketing e especialista em inteligência competitiva sobre mídias sociais e mercados verticais, tem posições semelhantes à de Clara. Com o caráter “open graph”, mais de 360 mil sites aceitaram adotar plugins ou aplicativos sociais, fazendo com que o marketing seja sinônimo de envolvimento e dê ênfase a questões de socialidade. As relações são o foco e a plataforma em si já gera significado. Deve haver uma integração de capacidades, como mídia e boca-a-boca, na ideia de adquirir e reter pessoas em torna de uma visão de mundo. A co-criação é outra potencialidade neste panorama, como demonstrou o pioneiro Starbucks Idea, que já implementou diversas alterações em processos e produtos a partir das indicações de usuários. Harrison comenta que marketing de influência é mais do que boca-a-boca, porque pressupõe uma tentativa de fazer eclodir e sistematizar as conversações. Um dos caminhos é a instauração de plataformas sociais próprias de marcas, e não uso de ambientes abertos como Orkut e Facebook. (ler mais em mundorp.com.br)


Por Rodrigo Cogo / São Paulo