domingo, 15 de fevereiro de 2009

Relações Públicas numa paixão nacional

Aquele grito contagiante da torcida parece nos ensurdecer a cada drible, a cada jogada bem planejada. A indústria do entretenimento investe pesado quando se fala em vender suas marcas, ou agregar sua imagem aos eventos que mobilizam toda uma população.

Fora das quadras, ginásios, gramados os profissionais de áreas distintas se articulam para defender suas bandeiras com as mais diversas armas. Uma verdadeira guerra fria. Basta visualizarmos aquelas plaquetas que ficam nas laterais dos gramados e das quadras, ou estampando os uniformes dos times com as marcas das empresas que veiculam, apóiam, ou patrocinam os eventos.

Outro fato curioso é associar a imagem de um atleta bem sucedido a produtos que tem boa projeção no mercado, claro visando vender mais e mais. Sejam produtos masculinos, femininos, unissex e mais uma variedade de outros produtos. Mas isso não é novidade, desde o que entendo por publicidade e propaganda que associar a imagem de um atleta famoso a um produto ou serviço de determinada organização é motivo para as estratégias de marketing se expandirem e marcarem seus territórios.

No entanto, o que vemos dentro das quatro linhas dos gramados, das quadras, ou até mesmo dentro de quatro paredes, são os atletas se envolvendo em confusões e conflitos com seus clubes...amados??

O impacto desses acontecimentos, certamente é muito maior do que podemos imaginar, ainda mais com esse momento em que vivemos. A crise.

Quem se lembra de Ronaldinnho enchendo uma garrafa com um determinado líquido? Ou Adriano “bombando” em uma festa, acompanhado de belas garotas? Ou o Cristiano Ronaldo, em sua Ferrari, batida em um túnel da cidade. O que estariam pensando os diretores das marcas que esses jogadores defendiam, ou defenderam?

Imagine um jogo de futebol, paixão nacional, final do campeonato brasileiro. Aos 45 do segundo tempo, aquele zagueiro bruto pára a jogada quebrando o joelho do jogador adversário. O que os RP podem fazer? Aquele zagueiro representa uma organização, defende uma cultura. Se ele defende seus interesses com unhas e dentes, sem pensar nas conseqüências, é certo afirmar então que aquela organização encara o mercado de forma desleal, agredindo os seus concorrentes?

Se as relações públicas têm sua função filosófica, acredito que esse seja um bom caso para estudarmos sob a ótica freudiana. Então filosofemos.


por Danilo Marinho

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