segunda-feira, 2 de março de 2009

Novas parcerias firmadas entre Portugal e Brasil

No último dia 25/02 o Clube do RP entrevistou o Relações Públicas e sócio gerente da Guess What - Public Relations, Renato Póvoas. Na entrevista ele conta como surgiu seu interesse pela atividade e faz uma anáise da importância dessa profissão no mercado globalizado. Confira na íntegra a entrevista com o Renato.

Clube do RP: Porque escolheu o curso de Relações Públicas?

Renato Póvoas: Confesso que inicialmente as Relações Públicas foram para mim uma segunda escolha. A primeira era Publicidade. No entanto, gostei tanto do curso que resolvi continuar até à sua conclusão. A nível profissional, todas as minhas experiências foram basicamente nesta área e decerto que agora já não mudarei, até porque criei a minha própria consultora de comunicação (Guess What PR)

Clube do RP: Qual a importância das RP nesse cenário de crise em que vivemos?

Renato Póvoas: Tem uma importância vital. A boa aplicação das RP com engenho e criatividade podem ser decisivas para alavancar os negócios e superar momentos mais complicados como os actuais.

Clube do RP: RP é a profissão do futuro?

Renato Póvoas: Se até há pouco tempo existiam dúvidas, penso que actualmente isso já não se coloca. As RP são cada mais relevantes na vida das empresas. Esta é uma área que não pode ser dispensada, seja por via de recursos internos ou através da contratação de consultoras para assegurar esse trabalho. Devido à multiplicação dos meios de comunicação social e à globalização, as organizações estão hoje muito expostas publicamente, o que acarreta elevados riscos para a sua imagem e reputação. As RP são assim um profissão de presente e futuro!


Clube do RP: Em sua opinião o que tem motivado as organizações a procurarem profissionais graduados em Relações Púlicas?

Renato Póvoas: Como referi no ponto anterior existem evidentes mais-valias em contratar pessoas cuja formação é RP. São elementos fundamentais face às exigências actuais. As organizações já perceberam que têm muito a ganhar com a integração destes profissionais.


Clube do RP: E em Portugal, o mercado para RP é um mercado democrático, aberto?

Renato Póvoas: Em Portugal este é um mercado em evidente crescimento e afirmação. Existem diversos cursos superiores em RP, muitas consultoras a prestar um serviço integrado de comunicação e o número de empresas com responsáveis internos nesta área é também já muito representativo.


Clube do RP: Aqui no Brasil o ministro da Educação está propondo diminuir os cursos de graduação de jornalismo e comunicação ao nível de especialização. Qual sua opinião sobre isso?

Renato Póvoas: Não conheço bem o caso do Brasil, mas na minha opinião os cursos devem estar dimensionados às reais necessidades do mercado. Caso contrário, pode-se correr o risco de formar muitas pessoas que depois não terão capacidade de exercer a sua profissão, causando um desequilíbrio na sociedade. Em Portugal, há uns anos atrás, existia uma “febre” de pessoas que queriam ser jornalistas. Actualmente, muitos deles estão desempregados ou a fazer algo que não jornalismo.


Cube do RP: É possível encontrar uma perspectiva conciliatória entre as RP em Portugal e aqui no Brasil?

Renato Póvoas: Claro que sim. Acredito que ambos os países deviam estar mais próximos nesta matéria, pois as suas diversas experiências e conhecimentos contribuiriam para a evolução das RP. Todos temos coisas a aprender, sendo bastante importante existir um diálogo regular entre Portugal e Brasil.


Clube do RP: Uma frase que traduza o que são as Relações Públicas em sua essência!

Renato Póvoas: eu optaria antes por três palavras: Estratégia, criatividade, resultados.

2 comentários:

  1. Quero parabenizar pelo evento,maravilhosoo! A criatividade de fundar o Clube,parabens Danilo; e que o sucesso esperado, nao seja somente entre nossa profissao, mas que se estenda as demais.
    grande abraço a todos.
    Adeliva.

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  2. Parabéns pelo blog.
    Uma iniciativa interessante e capaz de propagar idéias, discussões, eventos, etc, relacionados às Relações Públicas e à Comunicação.
    Boa sorte e sucesso.

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