segunda-feira, 29 de junho de 2009

Empresas devem buscar uma cultura de valores

Não foi estritamente sob o viés ambiental que o seminário Unomarketing, realizado no auditório da Fecomércio em São Paulo/SP nos dias 2, 3 e 4 de junho de 2009, foi conduzido pelos palestrantes. Dentro de uma visão mais abrangente da área, a ética e a postura educadora também estiveram no foco, dentro das discussões sobre impacto e resultados efetivos de um conteúdo consciente e do papel das organizações na liderança de um processo esclarecedor.

Para Ricardo Guimarães, presidente da Thymus Consultoria de Identidade de Marca, comunicação deve ser um exercício de identidade, entendendo que tudo tem um design, uma forma de dizer, um significado. Neste sentido, transparência não é uma escolha, é um pressuposto e daí se constrói valor o tempo todo. Ele cita McLuhan para ressaltar que a experiência diz mais que o conhecimento. “A negação dos conflitos de interesses é a instalação do cinismo no ambiente corporativo. A maneira de melhor gerenciar os conflitos vai depender da convergência entre as pessoas”, assinala. Interesses e carências, sem medo de ruptura, devem ser expostos; e os valores, compartilhados. A gestão eficiente de relações depende da qualidade de vínculos estabelecidos. Então, o consultor sugere entender a empresa como um sistema vivo e integrante de um ecossistema complexo. O mundo do significado (arte), do prazer (entretenimento) e da solução (comércio) estão por agora misturados, e se utiliza a estética, a expressão artística para demonstrar intenções, pontos-de-vista sobre o mundo, ética de quem se comunica.

Ele destaca que marca é ativo estratégico cada vez maior nas empresas, muito além do que está registrado no balanço escrito, porque agrega o talento dos funcionários, as relações com os públicos, a cultura organizacional, o nome e a identidade visual. E completa: “é uma dinâmica de relacionamento que transcende os ativos tangíveis e alcança os intangíveis. É o que se chama Brand Equity, como uma força alavancadora de negócios da marca dentro de seus mercados”. O Branding seria uma abordagem de gestão que busca aumentar a percepção de valor junto aos públicos de interesse. Guimarães aponta a ascendência da marca corporativa ao lado dos produtos para significar propriedade, responsabilidade e idoneidade. “Ampliar a consciência para fazer uma gestão sistêmica dos processos e dos significados. É um plano superior de pensamento para depois descer ao concreto”, conceitua. (ler mais em mundorp.com.br)

Por Rodrigo Cogo / São Paulo

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